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Artistas paraenses apresentam cotidiano amazônico em exposição

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Nesta quarta-feira (9), o Centro de Cultura e Turismo Sesc Ver-o-Peso de Belém lança, às 19h, a edição de 2025 da exposição coletiva Imagens Cotidianas, reunindo obras de cinco artistas e fotógrafos paraenses que exploram, por meio de fotografias, desenhos e ilustrações, as múltiplas realidades vividas nas comunidades urbanas, ribeirinhas, quilombolas e indígenas da Amazônia. 

A proposta é provocar reflexões sobre o cotidiano amazônico a partir de olhares sensíveis e autorais que revelam camadas profundas da vivência na região.

Foram selecionadas obras que retratam as histórias, desafios e culturas da Amazônia. A exposição tem visitação aberta ao público com foco especial em artistas, fotógrafos, fotos, jornalistas interessados em artes visuais e cultura amazônica.

O artista Matheus Duarte faz o convite para exposição e para conhecer a produção dele. 

“Lá vou estar expondo, junto com outros artistas, algumas obras de uma série chamada ‘Pretos Azulados: estudos de azuis, brancos e cinzas’. Esse nome vem de uma ironia, de um termo que é pejorativo.  Então na série eu faço um compilado de retratos azuis que mostram uma melancolia na vivência do povo amazônico negro, fazendo com que o corpo conte uma história e mostre o peso da vivência do povo da Amazônia.”

A entrada é de graça e o espaço conta com recursos de acessibilidade como audiodescrição e interpretação em libras. A visitação é sempre de terça a sábado das 9h às 18h, aos domingos das 9h às 13h.


Fonte: EBC Cultura

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Cidade paraibana faz homenagem a artistas do com “Parede da Fama”

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Se os Estados Unidos têm a Calçada da Fama, em Hollywood, na Califórnia, para celebrar seus artistas, o município de Cabaceiras, na Paraíba, conhecida como a “Roliúde Brasileira”, acaba de ganhar, não uma calçada, mas uma “Parede da Fama”.

A inauguração do espaço, que fica na Rua do Cinema e celebra os artistas e produções do audiovisual feitas na cidade em mais de 30 anos, aconteceu nesse fim de semana.  

Cabaceiras já serviu de cenário para mais de 70 produções do audiovisual brasileiros, entre novelas, séries e filmes.

O ator Bruno Garcia, que filmou “O Auto da Compadecida”, na cidade do Cariri paraibano no final dos anos 1990, foi um dos que gravou as mãos no “Paredão”. 

“Olha, eu tô super emocionado, depois de quase 30 anos, voltar a essa cidade que deu tantas alegrias ao povo brasileiro, não só a cidade. Realmente ter participado do Alto da Compadecida, primeiro como série de TV, da TV Globo, e logo depois transformada no longa-metragem mais querido do Brasil, e que ajudou a transformar essa cidade”, diz

Outro artista que deixou suas mãos no Paredão,  eternizando sua passagem pela cidade foi a atriz Dudha Moreira, que participou de outro sucesso produzido na cidade, a série do streaming “Cangaço Novo”. Ela se emocionou com a homenagem. 

“Sou paraibana, sou muito honrada em estar aqui. E ser a primeira mulher a colocar as mãos na parede. Só quero agradecer, eu não sabia o que eu ia fazer; colocar a minha mão aqui, foi surpresa pra mim. Muito obrigado por tudo. Agradeço a minha mãe, que foi a maior incentivadora de eu estar aqui hoje. Quando eu não podia nem pegar um ônibus pra ir pra faculdade porque eu não tinha dinheiro e a gente ia de carona e ela dizia assim, um dia você vai fazer o que você mais gosta, é ser artista”, diz.

Entre outras produções de sucesso gravadas em Cabaceiras estão os filmes “Cinema, Aspirina e Urubus”; “Auto da Compadecida 2”; as séries “Maria e o Cangaço” e “Onde Nascem os Fortes”; e a novela “Cordel Encantado”.

Cabaceiras possui pouco mais de 5 mil habitantes. Por estar inserida na região de Caatinga e por ter uma arquitetura típica das pequenas cidades do interior nordestino, ela foi aos poucos se tornando referência como cenário para a produção audiovisual brasileira.

Além da Parede da Fama e da Rua do Cinema, o município tem outros espaços turísticos que celebram sua vocação cinematográfica como a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, cenário do O Auto da Compadecida e o Letreiro “Roliúde Nordestina” – a obra de 80 metros que imita o clássico letreiro de norte-americano, além do Memorial Cinematográfico que funciona na antiga cadeia pública, onde é possível conferir os roteiros originais, figurinos e fotos de bastidores de produções feitas na cidade. 


Fonte: EBC Cultura

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