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MinC inicia mapeamento para criar Rede de Salas Públicas de Cinema

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Ampliar e democratizar o acesso à produção audiovisual brasileira e também direcionar os recursos da Lei Paulo Gustavo para a manutenção de salas de cinema. Esse é o objetivo principal de uma chamada pública que está sendo realizada pelo Ministério da Cultura para o mapeamento de espaços de exibição de filmes.

Salas públicas

Esta é a primeira etapa para a criação de uma Rede de Salas Públicas de Cinema. Com esse levantamento, feito por meio da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura em parceria com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, será possível saber onde estão e quantos são os espaços de exibição geridos por instituições federais como universidades, museus e espaços culturais.

Formulário on-line

O formulário online para cadastro que irá coletar informações detalhadas sobre a infraestrutura, o modelo de gestão e a programação desses locais já está disponível na plataforma Mapas da Cultura, que é o espaço virtual que concentra os editais e oportunidades do Ministério. O formulário pode ser preenchido até o dia 19 de setembro. O endereço é mapa.cultura.gov.br/oportunidade.

A partir dos dados coletados, o Ministério da Cultura poderá desenvolver ações mais eficazes para a adaptação e modernização de salas, além de incentivar a integração e a capacitação dos exibidores. A iniciativa se inspira em experiências bem-sucedidas como o projeto Cinemas em Rede, que conecta salas universitárias desde 2012.


Fonte: EBC Cultura

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Festival In-Edit Brasil começa nesta quarta-feira em São Paulo

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Em São Paulo, começa nesta quarta-feira (20) a 18ª edição do In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical, que exibe filmes sobre figuras e histórias da música nacional e internacional em várias salas de cinema da capital paulista.

Programação

Entre os destaques, em pré-estreia nacional, estão o documentário sobre Jocy de Oliveira, pioneira da música eletrônica no Brasil no começo dos anos 1960; e o filme sobre Alaíde Costa, que mostra o racismo sofrido pela grande voz da bossa nova, ignorada por gravadoras.

Tem ainda um título sobre o histórico Canecão, palco carioca por onde grandes nomes da música brasileira passaram; um filme de Lírio Ferreira que mergulha na psicodelia pernambucana a partir do álbum “Vivo!”, de Alceu Valença; e um documentário que acompanha o músico Mateus Aleluia pelos lugares sagrados do candomblé em sua terra natal, a cidade de Cachoeira, na Bahia.

O diretor do In-Edit Brasil, Marcelo Aliche, destaca a diversidade de ritmos e estilos da música brasileira presentes nos mais de duzentos documentários nacionais inscritos no festival: 

“O Brasil tem uma cultura muito, muito diversa. De norte a sul, tem muitas maneiras de se expressar do ponto de vista musical e cultural. E, dentro dessa visão, a gente conseguiu colocar desde o rock até Ari Barroso. Tem filme sobre punk rock, filmes sobre artistas incríveis, como Airto Moreira e Flora Purim, a Dona Onete. Tem uma série de assuntos muito diversos e que, de alguma maneira, dá para dar uma pequena amostra dessa grande salada cultural chamada Brasil.”

Nesta edição, o In-Edit Brasil traz mais de 100 sessões com recursos de acessibilidade, como libras, legendas descritivas e audiodescrição.

Programação paralela

O festival chega com uma série de atividades paralelas, como feira de vinil na Cinemateca e apresentações de Alaíde Costa, Fernanda Abreu, Odair José e das bandas Inocentes e DZK em várias casas de show da cidade – uma oportunidade de o público ver de perto artistas retratados nos documentários.

Marcelo Aliche explica que a programação paralela é criada a partir dos assuntos dos filmes:

“Eu sempre brinco que a nossa função é trazer a música para dentro do cinema. E aí, esse ano, aconteceu de a gente levar o cinema para as casas de música. E, com isso, eu fico muito contente, porque não só o show, mas também os bate-papos, as conversas, os encontros, todas essas atividades complementam o conteúdo de cada um desses documentários e permitem ao público ampliar ainda mais a visão de cada um desses filmes.”

Além das sessões presenciais, quem não está em São Paulo pode conferir uma parte da programação de forma online, pelas plataformas “Itaú Cultural Play”, “Sesc em Casa” e “SP Cine Play”.

O In-Edit segue até o dia 28 de junho, e todas as sessões são gratuitas, basta retirar o ingresso uma hora antes. Detalhes do festival no site br.in-edit.org.


Fonte: EBC Cultura

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