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Polícia Federal realiza Conferência Internacional sobre Crimes contra a Vida Selvagem no Rio de Janeiro

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Rio de Janeiro/RJ. A Polícia Federal realiza, nos dias 5 e 6 de novembro, a Conferência Internacional sobre Crimes contra a Vida Selvagem, realizada no Rio de Janeiro.

Pela primeira vez, a conferência é organizada conjuntamente pela Polícia Federal do Brasil, INTERPOL, Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e The Royal Foundation, reunindo especialistas dos setores público, privado e da sociedade civil.

O evento reúne representantes de diversos países e instituições para discutir as tendências e melhores práticas no combate aos crimes contra a vida selvagem.

O encontro busca fortalecer a cooperação internacional no enfrentamento ao tráfico de animais silvestres e demais delitos ambientais, reconhecidos como atividades criminosas transnacionais que impactam a biodiversidade, os ecossistemas e a saúde pública.

Durante o evento, serão debatidos os desafios recentes e as estratégias de resposta em nível nacional, regional e global, com destaque para a importância das ações conjuntas e da integração entre países e instituições.

Durante a abertura na manhã desta quarta-feira (5/11), o Secretário-Geral da Interpol, Valdecy Urquiza, orador principal da Conferência, afirmou que os crimes ambientais figuram entre as maiores ameaças globais, ao lado do tráfico de pessoas e do terrorismo, e que seu enfrentamento exige uma resposta coletiva e coordenada entre os países.

Urquiza defendeu o uso de métodos inteligentes e cooperação internacional baseada no compartilhamento de informações, troca de boas práticas e integração de esforços. Segundo ele, o fortalecimento desses laços é essencial para proteger o meio ambiente.

O diretor de Amazônia e Meio Ambiente da Polícia Federal, Humberto Freire, foi um dos palestrantes e reforçou que o combate aos crimes ambientais é prioridade e está diretamente relacionado aos esforços globais de mitigação das mudanças climáticas.

“Os crimes ambientais não podem ser analisados de forma dissociada das mudanças climáticas. Precisamos reafirmar que o trabalho de combate a esses crimes, tanto nas esferas policiais quanto nas de fiscalização, é eficaz para conter os impactos climáticos. O enfrentamento a essa criminalidade muda o nosso futuro e traz esperança de que os câmbios climáticos podem ser contidos e revertidos”, afirmou.

Freire também apresentou o Plano AMAS – Amazônia, Segurança e Soberania, que estabelece três eixos fundamentais para fortalecer a atuação conjunta dos países amazônicos e das nações que são destino dos produtos ilegais. O primeiro eixo trata da governança e da articulação permanente entre os países; o segundo aborda o compartilhamento de informações, operações e investigações, com o objetivo de combater de forma unida e organizada toda a cadeia do crime ambiental; e o terceiro busca garantir recursos financeiros permanentes e o aperfeiçoamento legislativo, pilares para uma nova estrutura de combate aos crimes ambientais.

O diretor destacou ainda a importância de novos protocolos internacionais e o papel do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI-Amazônia), criado pela PF. De acordo com Freire, é necessário que todos os países estejam minimamente no mesmo nível em termos de leis, ações e recursos destinados à proteção ambiental. Ele ressaltou que o CCPI-Amazônia foi criado com a vocação de ser o centro de articulação, planejamento e discussão das ações na Pan-Amazônia, fortalecendo a cooperação em defesa desse bioma essencial para o planeta.

A conferência prossegue até esta quinta-feira (6/11), com a participação de representantes de órgãos de fiscalização ambiental, forças policiais, organismos internacionais e entidades da sociedade civil de diversos países. Entre os palestrantes estão especialistas da INTERPOL, UNODC, IBAMA, ICMBio, Receita Federal, universidades e organizações não governamentais como Sea Shepherd, GI-TOC, Freeland, IFAW e Instituto Vida Livre. O encontro reforça o compromisso das instituições envolvidas em fortalecer a cooperação global e integrar esforços de prevenção e repressão aos crimes contra a vida selvagem, em defesa da biodiversidade e do meio ambiente.

Coordenação-Geral de Comunicação Social

Fonte: Polícia Federal

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FICCO/Ilhéus deflagra operação contra organização criminosa no Baixo Sul da Bahia

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Ilhéus/BA. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Ilhéus (FICCO/Ilhéus) e a Delegacia Territorial de Gandu – 5ª COORPIN/Valença e Núcleo de Estágio, deflagraram, nesta quarta-feira (17/6), a Operação Tentaculum, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa com atuação estruturada na região do Baixo Sul da Bahia.

A investigação, desenvolvida ao longo de aproximadamente dois anos, identificou uma estrutura criminosa voltada à prática dos crimes de tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo, organização criminosa e lavagem de capitais.

Ao todo, estão sendo cumpridos 24 mandados judiciais, sendo 11 mandados de prisão e 13 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Criminal da Comarca de Gandu/BA. As medidas estão sendo executadas nos municípios de Gandu, Itabuna, Vera Cruz e Jequié.

A Justiça também determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados até o montante de R$ 16,5 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa e interromper o fluxo financeiro das atividades ilícitas.

A operação conta com a participação de equipes da Polícia Civil da Bahia, por meio da DIRPIN Sul e da 5ª COORPIN/Valença, além de unidades da Polícia Militar da Bahia, incluindo o CPR Recôncavo, a 60ª CIPM/Gandu, a CIPE Recôncavo, a CIPT-R, o 23º BPM/Vera Cruz, o 14º BPM/Santo Antônio de Jesus, o 31º BPM/Valença e o 15º BPM/Itabuna.

A FICCO/Ilhéus é composta pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal da Bahia e Secretaria da Segurança Pública da Bahia, atuando de forma integrada no combate ao crime organizado.

Comunicação Social da Polícia Federal na Bahia
WhatsApp: (71) 3319-6002

E-mail: cs.srba@pf.gov.br

 

Fonte: Polícia Federal

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