Economia
Biopower, da JBS, investe R$ 140 milhões; unidade em Campo Verde (MT) será beneficiada
Economia
A Biopower, empresa da JBS Novos Negócios que produz biodiesel, acaba de anunciar um investimento de R$140 milhões em modernização e inovação tecnológica de suas três usinas, localizadas em Lins (SP), Campo Verde (MT) e Mafra (SC). O aporte, o mais significativo desde a construção da unidade de Mafra, em 2021, prepara a empresa para um novo ciclo de crescimento e reforça seu papel estratégico na transição energética nacional.
A unidade da Biopower em Campo Verde (MT), que passou a operar sob gestão da JBS em 2014, acaba de atingir a marca histórica de mais de 1 bilhão de litros de biodiesel produzidos desde então, consolidando sua relevância para a empresa e para a região. Com uma capacidade anual de cerca de 150 milhões de litros, a planta registrou uma expansão de quase 40% em sua operação ao longo dos anos. Atualmente, a unidade movimenta cerca de 11 mil caminhões anualmente e é responsável pela geração de aproximadamente 100 empregos diretos no município.
Dentre os investimentos, está a implementação da tecnologia de esterificação enzimática, um moderno processo que substitui catalisadores químicos por enzimas de alta eficiência. Essa abordagem mais limpa e precisa permitirá um ganho de produtividade, maior flexibilidade no uso de matérias-primas diversas, como sebo bovino e óleo de cozinha usado, e a conversão de subprodutos, que antes eram comercializados separadamente, em mais biodiesel. O projeto começa a ser implementado neste ano e tem conclusão prevista para meados de 2026.
“Investimos para aprimorar ainda mais um produto que já tem reconhecimento de excelência no mercado e para nos mantermos na vanguarda de um setor em plena expansão”, afirma Alexandre Pereira, diretor da Biopower. “Essa modernização nos dará mais eficiência e elasticidade produtiva, garantindo nossa competitividade para atender a uma demanda por biodiesel que, certamente, continuará crescendo”, completa. O anúncio ocorre em um momento especial para a operação, já que a unidade de Mafra alcançou recentemente a marca de 1 bilhão de litros de biodiesel produzidos.
O aumento na demanda por biodiesel, impulsionado pela legislação vigente que prevê a elevação da mistura para 20% (B20) até 2030, acontece em um momento de crescimento histórico dos biocombustíveis no Brasil. Atualmente, a mistura está em 15%. É nesse cenário de expansão que o investimento da Biopower se posiciona, preparando a companhia para capturar as novas oportunidades e contribuir para a meta do país de se consolidar cada vez mais como uma potência em energia limpa. Em 18 anos de atuação, a empresa já produziu mais de 4 bilhões de litros de biodiesel, evitando a emissão de cerca de 9 milhões de toneladas de CO₂.
A Biopower também avança em novas frentes que contribuem para a descarbonização do transporte marítimo. A definição de metas globais da Organização Marítima Internacional (IMO), que busca atingir emissões líquidas zero no setor até 2050, abre espaço para combustíveis sustentáveis, e a empresa está preparada para atender essa demanda. O biodiesel se apresenta como uma alternativa viável e imediata ao diesel naval tradicional, podendo ser utilizado sem a necessidade de adaptação nas embarcações e com o mesmo desempenho e custo competitivo em relação a outras tecnologias.
Além disso, a Biopower conta com certificação e rastreabilidade internacional, como o selo ISCC (International Sustainability and Carbon Certification), requisito para o mercado europeu, e a Certificação EPA (Environmental Protection Agency), dos Estados Unidos. “À medida que o mundo acelera a transição para uma matriz energética mais limpa, queremos ser referência em soluções reais e acessíveis. Além do aumento da mistura para B20 nos próximos anos, o mercado de descarbonização naval surge como uma frente estratégica, que nos inspira a continuar inovando e ampliando nosso papel na construção de um futuro mais sustentável”, afirma Pereira.
A Biopower é exemplo do modelo econômico circular aplicado pela JBS em seus negócios: extrair valor do que era considerado descarte. Hoje, cerca de 99% de cada bovino processado pela companhia é aproveitado. Em aves e suínos, esse percentual é de quase 95%. Isso alimenta um ciclo virtuoso que combina reaproveitamento de matéria-prima, criação de empregos e redução de impactos logísticos e ambientais. A atuação também fortalece a economia regional, com operações 24 horas por dia, e cerca de 300 colaboradores diretos nas três unidades da empresa.
Para o diretor da Biopower, a tecnologia é essencial, mas ganha ainda mais força quando aliada ao talento e à dedicação das pessoas que fazem a empresa acontecer. “A tecnologia é uma ferramenta, mas a inovação nasce das pessoas. Temos um time que não somente opera, mas que cria, melhora e supera desafios. Foi essa expertise que nos permitiu, por exemplo, ser pioneiros no uso de diferentes tipos de matéria-prima. É esse conhecimento que representa nosso ativo mais valioso e que nos diferencia da concorrência”.
Biopower em números
3 usinas: Lins (SP), Campo Verde (MT) e Mafra (SC)
5ª maior capacidade produtiva do Brasil: mais de 900 milhões de litros
Projeção de produção recorde em 2025: mais de 650 milhões de litros
Presença nacional: entregas em mais de 22 estados
Presença da JBS em MT
A JBS está presente em 13 municípios mato-grossenses: Água Boa, Alta Floresta, Araputanga, Barra do Garças, Campo Verde, Colíder, Confresa, Diamantino, Juara, Pedra Preta, Pontes e Lacerda e Tangará da Serra, e é responsável pela geração de mais de 11 mil empregos diretos no estado. Com atuação destacada nas indústrias de bovinos, aves e suínos, a companhia também opera em áreas como produção de couros, transporte e agregação de valor.
Economia
Com unidade em MT, Mantiqueira amplia venda de ovos especiais e avança para integrar top 4 global
A Mantiqueira Brasil avança em sua transformação de portfólio e acelera o plano para se consolidar entre as quatro maiores produtoras de ovos do mundo. Em pouco mais de um ano desde a entrada da JBS em sua estrutura societária, a companhia ampliou sua presença internacional, fortaleceu sua rentabilidade e viu os ovos especiais alcançarem 32% das vendas no Brasil, um salto relevante ante os 2% registrados há cinco anos.
Em Mato Grosso, a companhia mantém uma de suas unidades produtivas, localizada no município de Primavera do Leste, que desempenha papel estratégico no abastecimento regional e nos planos de expansão da empresa.
O movimento reflete uma estratégia baseada em três pilares: expansão global, produtos de maior valor agregado e ganhos de eficiência operacional. Hoje, a Mantiqueira opera cerca de 20 milhões de aves no Brasil e 6 milhões nos Estados Unidos, mercado considerado estratégico para o crescimento da companhia e para a diversificação de receitas em moeda forte.
A consolidação da operação americana ganhou tração com a aquisição integral da Colorado Eggs, realizada por meio da Hickman’s Egg Ranch, operação adquirida pela Mantiqueira USA no fim do ano passado. O movimento reforça a presença da companhia no maior mercado consumidor de ovos do mundo e acelera seu plano de internacionalização.
“O racional da expansão internacional é construir um negócio cada vez mais equilibrado, com receitas em moeda forte e maior proteção contra oscilações de mercado”, afirma Leandro Pinto, fundador da Mantiqueira. “Nossa lógica é crescer com disciplina, combinando expansão orgânica e aquisições estratégicas.”
Ao mesmo tempo em que amplia escala, a companhia acelera a mudança no mix de produtos. A linha de ovos especiais — categoria que inclui produtos como jumbo, caipiras e cage-free (galinhas livres de gaiolas) — tornou-se um dos principais vetores de crescimento da Mantiqueira no Brasil, refletindo uma mudança estrutural no comportamento de consumo e uma estratégia clara de descommoditização. A unidade de Primavera do Leste (MT) está inserida nesse contexto de modernização e atendimento à demanda crescente do Centro-Oeste por produtos de alto padrão.
“A evolução do consumidor é clara. Há uma demanda crescente por produtos diferenciados, com atributos de bem-estar animal, sustentabilidade e qualidade percebida. Essa é uma avenida importante de crescimento para o setor”, afirma Pinto.
A agenda de inovação também ganhou peso na nova fase da companhia. Recentemente, a Mantiqueira lançou a N.OVO, bebida proteica pronta para beber à base de clara de ovo hidrolisada, inaugurando uma nova frente de atuação em nutrição funcional. Além de abrir uma nova categoria, o produto amplia o aproveitamento da cadeia e cria oportunidades de monetização.
A parceria com a JBS também destravou ganhos de eficiência operacional e financeira, com impactos em acesso a capital, perfil de dívida, escala de compras e gestão de ativos. “Nossa ambição é liderar a transformação do setor, combinando escala, inovação e valor agregado. Esse é o caminho para consolidar a Mantiqueira entre as maiores plataformas globais de proteína do mundo”, completa Leandro Pinto.
Sobre a Mantiqueira Brasil
Com mais de três décadas de atuação, a Mantiqueira Brasil se consolidou como líder em inovação no mercado de ovos da América do Sul, destacando-se pela qualidade e diversidade de seus produtos. A empresa alia tecnologia e sustentabilidade para transformar o setor e oferecer soluções nutricionais diferenciadas por meio de um portfólio robusto, que inclui as marcas Ovos Mantiqueira, Happy Eggs®️ (referência em ovos de galinhas livres), Fazenda da Toca (especializada em ovos orgânicos) e N.OVO (linha de bebidas proteicas à base de clara de ovo). A companhia produz mais de 4 bilhões de ovos por ano e conta com 18 unidades, incluindo a indústria de ovos pasteurizados e a fábrica dedicada ao fertilizante orgânico Solobom, em seis estados brasileiros (Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Paraná e Santa Catarina). Em constante expansão, leva seus produtos ao mercado nacional e a diversos destinos internacionais, como países da América do Sul, Ásia, África, Oriente Médio, Estados Unidos e Coreia do Sul. Saiba mais em www.mantiqueirabrasil.com.br
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