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Galo Folião Fraterno homenageia Dom Helder Câmara e Nise da Silveira

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Um dos símbolos do carnaval pernambucano, a escultura do Galo da Madrugada, que todos os anos é erguida no Centro Histórico de Recife, na Ponte Duarte Coelho, vai celebrar em 2026 a fraternidade e a saúde mental. O Galo Folião Fraterno, como foi batizada a obra, homenageia o legado de Dom Helder Câmara, referência religiosa e humanitária, e a psiquiatra Nise da Silveira.

O arcebispo Dom Helder, indicado quatro vezes ao Nobel da Paz, via a festa do Carnaval como uma manifestação de fé, esperança e resistência popular. Ao longo de anos de atuação em Pernambuco, blocos e grupos carnavalescos buscavam as bênçãos do arcebispo nas prévias da festa.

Assinada pelos artistas Leopoldo Nóbrega e Germana Xavier, a escultura do Galo de 32 metros de altura está sendo construída 100% com materiais reciclados. A alegoria une arte, tecnologia 3D e arteterapia.

O figurino tem colaboração de pessoas em situação de rua e em acompanhamento psiquiátrico, que utilizam a arteterapia como parte do tratamento;  trabalho pioneiro desenvolvido por Nise da Silveira. As 27 estrelas da bandeira são impressas em 3D por jovens de comunidades do Recife, e o peito do Galo traz um Sagrado Coração iluminado por LED, em referência à saúde emocional e ao afeto coletivo.

A escultura do Galo deve ter lugar de destaque na Ponte Duarte Coelho entre os dias 11 e 18 de fevereiro.


Fonte: EBC Cultura

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Estilo junino se transforma com a internet e novas modas

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Você costuma usar roupa quadriculada no São João?

Nos festejos juninos, cada vez mais o xadrez e as estampas tradicionais dividem espaço com novas referências de moda. Tons escuros e visuais inspirados em festivais sertanejos e eventos de rodeio têm ganho espaço. Para o sociólogo Fábio Baldaia, que é especialista em festa, estas mudanças revelam transformações culturais mais amplas.

Qual é a lógica da festa? Que era uma festa do mundo rural ou do interior, ela passa a ser outra coisa: um espetáculo, um festival. Então, me parece que a mudança da… da maneira como as pessoas se vestem atende ou reflete, ou dialoga, ou se transforma a partir dessas influências que são… são muito presentes hoje em dia.

 Durante muito tempo, as roupas juninas ajudaram a construir uma identidade visual facilmente reconhecível. As cores fortes, o xadrez e as estampas de chita dialogavam com a decoração dos arraiás e com o universo cultural do interior do Nordeste. Mas, segundo Fábio Baldaia, a discussão vai além da moda.

Se a gente pega já o século XXI, a gente tem nova reconfiguração, que é quando o Brasil do interior, mas especialmente o interior de São Paulo e Centro-Oeste, eles ganham um protagonismo que nunca tinham… tinham tido, né? É um protagonismo econômico. O sertanejo, ele ganha uma projeção econômica e, de fato, eles têm uma importância cada vez maior. Então, você tem uma… uma transformação econômica, uma transformação nas formas de se expressar. Então, as roupas e o… o próprio São João, que tinha sido modificado, ele não ia ficar parado, né?

Para o pesquisador, as festas populares estão em constante transformação. Influências da indústria cultural, das redes sociais e de outros modelos de entretenimento acabam chegando ao São João. A questão, segundo ele, é entender as relações entre essas transformações e as tradições que marcam a festa.

Fazer com que a festa também tenha essa… essa visão de que mais gente participe também, né? As comunidades tradicionais, quem já estava antes, os mais velhos, os grupos… grupos chamados folclóricos, de cultura popular, para que se possa construir um tipo de festa que incorpore tudo. A gente não precisa descartar para produzir o novo. Dá para fazer com tudo junto.

 


Fonte: EBC Cultura

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