Cuiabá
Artistas destacam valorização do pixé cuiabano durante sessão na Câmara
Cuiabá
A Câmara Municipal de Cuiabá recebeu, na sessão ordinária desta terça-feira (7), o compositor Moisés Martins e o cantor Pescuma, convidados pela presidente do Legislativo, vereadora Paula Calil (PL). A participação dos artistas na Tribuna Livre reforçou a relevância cultural do Projeto de Lei nº 29.276/2025, que propõe o reconhecimento do pixé cuiabano e seu modo de preparo como patrimônio cultural imaterial do município.
De autoria da parlamentar, o projeto busca oficializar o pixé como uma das expressões mais autênticas da identidade cuiabana, valorizando não apenas a iguaria, mas também os saberes tradicionais transmitidos ao longo das gerações. A proposta também prevê a implementação de políticas públicas voltadas à preservação, incentivo à produção local, promoção de eventos culturais e ações educativas.
Durante a sessão, Moisés Martins destacou a importância de iniciativas que promovam a cultura regional. Ele relembrou o trabalho desenvolvido ao longo de duas décadas com o projeto “Sentimental Cuiabá” e ressaltou o papel do poder público na preservação das tradições. Autor da canção “Pixé”, uma das mais conhecidas na cultura local, o compositor enfatizou a relevância do reconhecimento institucional.
“O município é onde a vida acontece. É aqui que a cultura precisa ser reconhecida e fortalecida. É muito bom ver esse ato vindo de uma mulher. Eu e o Pescuma temos uma parceria de mais de 20 anos, uma história cantada em forma de música. Só tenho a agradecer a Paula por colocar esse projeto em votação”, afirmou.
O cantor Pescuma também se apresentou em plenário, emocionando o público com a interpretação musical. Em sua fala, destacou o valor simbólico da iniciativa.
“A nossa cultura é uma honra muito grande. Isso eterniza a nossa alma, a nossa história e a nossa música”, declarou.
O projeto ainda prevê a definição das características do pixé cuiabano, assegurando a preservação de seu modo de preparo artesanal, mesmo diante de adaptações contemporâneas. Para especialistas, a proposta representa um avanço na proteção do patrimônio imaterial da capital mato-grossense.
Ao final, Paula ressaltou a importância da valorização cultural e homenageou os artistas presentes.
“Hoje é um dia especial para Cuiabá. Quando falamos de pixé, não estamos tratando apenas de um alimento, mas de memória, afeto e história viva. Receber o Moisés e o Pescuma aqui é reconhecer que a nossa cultura tem voz, identidade e merece ser respeitada. Esse projeto nasce do coração, do compromisso com a nossa gente e com aquilo que nos torna únicos. Muito obrigada por nos ajudarem a manter viva a essência cuiabana.”
A matéria foi aprovada em segunda votação na Casa de Leis e segue agora para sanção do Executivo municipal.
Cuiabá
Prefeitura de Cuiabá faz Cine Pipoca e fortalece convivência entre idosos
O Centro de Convivência para Idosos (CCI) Aideê Pereira, coordenado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, localizado no bairro Novo Horizonte, promoveu uma sessão especial de Cine Pipoca neste sábado (25), com a exibição do clássico brasileiro Menino da Porteira. A iniciativa integra o planejamento das atividades desenvolvidas pela unidade e marca o início de uma semana de ações voltadas ao fortalecimento dos vínculos, da convivência e da integração entre os participantes. O filme agradou ao público presente, cerca de 30 idosos, que já clamaram por mais filmes.
Além de proporcionar um momento de lazer, a exibição, com direito a pipoca e suco e, antes, café da manhã com frutas e uma oração, foi cuidadosamente planejada pela equipe técnica do CCI como ferramenta de trabalho. A proposta de utilizar a obra teve como objetivo estimular reflexões sobre amizade, companheirismo, respeito e o viver em comunidade, valores presentes na narrativa e que fazem parte das temáticas trabalhadas diariamente com os idosos.
“Tudo o que é feito dentro do Centro de Convivência para Idosos Aideê Pereira é planejado e voltado para o benefício do idoso. Dentro dessas temáticas, nós planejamos esse filme para trabalharmos a interação social e o convívio com as pessoas, com o meio onde estão inseridos. Todas as atividades realizadas no Centro de Convivência são pensadas para proporcionar benefícios aos participantes, promovendo qualidade de vida, socialização e fortalecimento das relações interpessoais”, frisou o educador físico Douglas Vinícius Silva Lenzi.
Dona Aparecida Lima de Jesus, 68 anos, e o esposo, Manoel Cândido de Jesus, 65, estão juntos há 47 anos e compareceram para ver o filme. Ambos não conheciam a história de Menino da Porteira e gostaram. “Foi ótimo, amei”, declarou ela, com a concordância do seu Manoel, que também aplaudiu a exibição. Eles endossaram o coro dos participantes, pedindo outras produções.
Adelaide Florentina de Jesus Santana, 63 anos, também se agradou do que viu e torce para que venham mais. Ela não perde as atividades oferecidas no CCI Aideê Pereira desde que começou a frequentá-lo, há cerca de um ano, por indicação médica, e relata com gratidão a mudança que teve na vida pessoal.
“Vixi, melhorei muito depois que passei a frequentar aqui, até meus filhos agradeceram. Eu era inchada, com dores nas pernas, mal conseguia andar, estava com ansiedade, depressão. Hoje sou outra pessoa, fez bem para o meu físico e para a minha mente. Aos domingos, que não tem programação, fico em casa dormindo. Se não fosse o CCI, eu já teria morrido”, afirmou Adelaide.
Seguindo o objetivo, a programação inspirada no filme terá continuidade ao longo da semana. “Na segunda-feira, durante o encontro do grupo de coral, os idosos ensaiarão a canção Menino da Porteira ao lado do violeiro Juracy Alves do Bonfim, 89 anos, integrante do grupo de viola. A proposta é unir os dois grupos em uma apresentação especial, na terça-feira, a partir das 8h, quando apresentarão a música, reunindo o grupo de violeiros e o coral de idosos do CCI”, explicou a gerente do CCI e fisioterapeuta, Evânia Alves Tito.
O evento de terça-feira contará com baile e dinâmicas recreativas, tradição da unidade, que costuma reservar espaço para que os próprios idosos possam demonstrar seus talentos e se apresentar diante dos colegas, valorizando o protagonismo, a autoestima e a participação ativa de cada um.
O CCI Aideê Pereira oferece diversas atividades, entre elas educação física para atender diferentes perfis de idosos, pilates solo, crochê, ginástica voltada à resistência muscular, com exercícios de repetição semelhantes aos da musculação, direcionada aos idosos com maior capacidade física, aulas de mobilidade, ritmo e coordenação motora, com música e dança (como passinho), e atividades para idosos com maior dificuldade de mobilidade, com foco na redução de dores, correção da postura, melhora da mobilidade e atendimento a pessoas com algumas doenças cognitivas.
A unidade conta com 298 idosos cadastrados, sendo 120 que participam ativamente, e quatro educadores físicos. Três deles atuam no período da manhã, cada um especializado em um perfil de público, além de pedagoga e assistente social.
“O principal objetivo do trabalho é acolher, fortalecer vínculos e promover o bem-estar dos idosos, cuidando não apenas da mobilidade e da saúde física, mas também dos aspectos emocional, social e espiritual. O CCI se tornou uma segunda casa para muitos participantes, que sentem falta das atividades nos fins de semana e fazem questão de comparecer quando há programação aos sábados”, relatou Evânia.
CCI Padre Firmo
No Centro de Convivência para Idosos Padre Firmo Duarte Pinto, no Dom Aquino, o sábado foi de ‘mão na massa’. Cerca de 10 participantes produziram pizzas, pães, a tradicional cueca virada, entre outros alimentos. No final, todos puderam saborear a produção, quentinha e feita na hora.
Entre eles, o casal Maria Salete da Silva Costa, 64 anos, e o marido, Antônio, 69. Eles são casados há 45 anos, mas ele já fazia pão bem antes e costumava sempre levar para ela na época do namoro. “Ele me conquistou, levava pão para mim lá em casa quando a gente namorava, me conquistou fazendo pão”, brincou Maria Salete.
O tempo passou, vieram os filhos. Hoje, uma filha é confeiteira e toda a família acabou se envolvendo e ampliando a produção, incluindo pizzas também. “Foi uma coisa nova, tudo eu invento para ele fazer e unir a família. Para mim, é o maior prazer da minha vida ter minha família unida”.
A iniciativa foi aprovada pelos idosos, alguns levaram netos, e pela equipe do CCI, que acompanhou a atividade liderada pela gerente do CCI Padre Firmo, Ely Ane Campos de Arruda.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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