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Festa literária da Fiocruz debate a ciência no combate ao racismo

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Ministério da Igualdade Racial, dá início nesta quarta-feira (10) à 1ª edição da  Festa Literária Internacional (Flifio). Ao longo de 3 dias, o campus Manguinhos, na zona Norte do Rio de Janeiro, será palco para articulações literárias e debates sobre saúde, educação e o papel da ciência no combate ao racismo.

No evento, o público terá acesso a uma programação gratuita composta por uma feira de livros, mesas literárias, rodas de leitura e apresentações musicais e teatrais, com foco em jovens de escolas públicas, movimentos de base e sociais dos bairros da Maré, Manguinhos, Jacaré e Complexo do Alemão. 

O coordenador da área de Cultura na Cooperação Social da Presidência da Fiocruz, Felipe Eugênio, explica que a composição das mesas é um dos destaques do evento.

“As nossas mesas são compostas, majoritariamente, por pessoas negras: intelectuais, literatos, militantes e artistas que, a partir da cultura da negritude, em suas diferentes áreas, conseguem fazer contribuições que encaram o grande nó brasileiro que é compreender como que raça forma classe, e forma também o modo como nós organizamos, de modo desigual, a sociedade brasileira.”

Como parte das ações de incentivo do projeto, a Fiocruz ainda irá conceder previamente vales-livro de R$ 250 para cerca de 3 mil alunos comprarem as obras. Além disso, está prevista uma pesquisa de incentivo à leitura após o evento, envolvendo professores e escolas dos complexos de favela parceiras da fundação.

Segundo Felipe Eugênio, trata-se de uma reparação histórica por meio da Literatura

“Essa é uma ação que consegue democratizar o acesso ao livro, à leitura, à população que mora nesses complexos de favela. Nós estamos falando aqui, na sua maioria, de jovens, adolescentes e crianças negras que são as mais afetadas pela política de segurança pública. Então há, sim, uma ideia de reparação histórica a partir da literatura com essas pessoas.”

A festa é parte integrante uma série de ações da Fiocruz, iniciada em dezembro de 2025, que envolve desde a promoção de encontros estaduais a semanas literárias.

A abertura da Flifio está marcada para às 9h, na Tenda da Ciência. Para mais informações, acesse o site: fiocruz.br.

* Sob supervisão de Bianca Paiva.


Fonte: EBC Cultura

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Festival cultural voltado para a promoção da paz acontece em Campinas

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Um grande evento cultural, voltado para a promoção de relações mais justas, solidárias e humanas por meio da arte. Assim é o Festival Artes Pela Paz, que reúne mais de 200 artistas na cidade de Campinas, em São Paulo. O evento acontece desde 25 de abril e conta com uma série de atividades gratuitas.

Entre as atrações estão apresentações, oficinas, exposição, seminários e produção de conteúdo, como podcasts.

Célio Turino, curador do festival, destaca que além de incentivar a paz, o evento busca valorizar o artista local.

“A ideia foi concentrar com artistas de Campinas. O único convidado de fora foi o maestro Nelson Ayres. A lógica foi sempre essa. Se expressou também com a exposição de artes visuais e de música. Desde música caipira de raiz, afinal estamos no interior do estado de São Paulo, passando por um grupo de teatro e música infantojuvenil, também com um ponto de cultura que se fez há 20 anos, que hoje é um grupo muito consolidado em Campinas, que é o Anelo, com a banda Pretos e Pretas”.

Entre os destaques do festival está a exposição Artes pela Paz, que reúne artistas, coletivos e projetos visuais. Eles dialogam, por meio dos trabalhos apresentados, com a ideia de diversidade cultural, convivência e imaginação de futuros. Célio Turino dá mais detalhes.

“Buscamos também juntar várias linguagens. Desde a chamada para a arte postal, em que houve retorno de pessoas de 18 países que fizeram seus cartões postais à mão, até arte em adesivos, os stickers, algo feito por jovens, arte indígena, passando por convites a artistas mais consagrados, de carreira, mais consolidados em Campinas, como Marcos Garcia, com obras sobre Oriente-Ocidente”.

O encerramento do festival será no próximo dia 27, com apresentação de atrações artísticas no Teatro de Arena, grande espaço cultural da cidade, localizado na Praça Imprensa Fluminense.

A ideia da organização do Artes Pela Paz, explica o curador, é que o evento permaneça no calendário da cidade e possa até seguir para outros locais.

“Transformar esse festival em algo permanente, que aconteça todo ano, para quem sabe, fixar Campinas como uma cidade que foi ganhando a ideia da paz. No concerto de abertura, nós já tivemos um grande público de 4.600 pessoas no concerto. Também desejamos, assim que o festival terminar, estabelecer intercâmbios. Estaremos abertos a receber convites para levarmos esse espetáculo pelo Brasil  e quem sabe fora do país também”.

O Festival Artes Pela Paz é idealizado pelo Instituto Casa Comum, organização não governamental que busca promover o fortalecimento e o desenvolvimento da cidadania. Outras informações em: institutocasacomum.org/festival-artes-pela-paz.


Fonte: EBC Cultura

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