Mato Grosso
Pesquisa da Unemat em Tangará da Serra desenvolve maracujá adaptado ao clima de Mato Grosso
Mato Grosso
Um trabalho de pesquisa desenvolvido por professores e alunos da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), em Tangará da Serra, resultou na criação de uma cultivar de maracujá mais produtiva e adaptada às condições climáticas e de solo de Mato Grosso. Batizada de Solar, a variedade também apresenta maior qualidade e resistência.
Coordenada pelo professor Willian Krause, a pesquisa tem como foco o desenvolvimento de novas cultivares com maior produtividade, resistência a pragas e doenças e melhor desempenho comercial. A cultivar Solar pode alcançar uma produção entre 30 e 35 toneladas por hectare.
O projeto é desenvolvido em parceria com instituições de apoio à pesquisa agrícola e conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e de produtores locais. As sementes da nova cultivar já começaram a ser comercializadas.
Segundo o professor Willian Krause, a iniciativa surgiu da necessidade de desenvolver uma variedade adaptada às condições de Mato Grosso.
Foto: Unemat
“A iniciativa de criar uma nova cultivar surgiu da necessidade de adaptação do fruto tanto ao clima quanto ao solo de Mato Grosso. O cultivo do maracujá exige clima quente, com chuvas bem distribuídas, além de solos bem drenados e ricos em matéria orgânica. Em regiões como Mato Grosso, o manejo adequado do solo e a irrigação são fatores essenciais para garantir alta produtividade e frutos de qualidade”, explica.
O pesquisador destaca ainda que a polinização manual é uma das etapas mais importantes para garantir o bom desenvolvimento do cultivo.
Produtor rural há 36 anos, Pedro José de Freitas afirma que a produção do maracujá tem gerado bons resultados nas vendas.
“Tem sido muito bom pra venda aqui na feira, e eu ainda vendo goiaba e outras frutas”, relata.
Atualmente, o programa reúne mais de 20 participantes, entre bolsistas de iniciação científica, alunos de graduação, mestrado e doutorado. Além do maracujá, os pesquisadores também desenvolvem estudos com outras culturas, como abacaxi, mamão e melancia.
A expectativa é de que novas cultivares sejam validadas e disponibilizadas para uso comercial nos próximos anos, ampliando o impacto da pesquisa na agricultura regional e fortalecendo a horticultura em Tangará da Serra e em Mato Grosso.
*Sob supervisão de Aline Chagas
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Governo de MT aguarda licenciamento do Ibama para construção de túnel no Portão do Inferno
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) já encaminhou oito pedidos ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para a renovação da delegação para o licenciamento das obras localizadas dentro do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães.
Em nenhum deles obteve resposta favorável, ou seja, é infundada a informação de que a Sema tenha perdido o prazo para a renovação da delegação de licenciamento ambiental.
O Estado possuía delegação do Ibama apenas para o licenciamento de intervenções no local, e não para a realização de uma nova obra.
No entanto, após o início das obras e dos estudos aprofundados no Portão do Inferno, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) decidiu que a construção de um túnel no paredão é a solução definitiva para os problemas de desmoronamento no local.
Com isso, o Estado fez novo pedido de licenciamento para a obra, e o Ibama decidiu que ele tramitaria no âmbito federal, por ela estar localizada dentro da unidade de conservação federal.
Enquanto a solução definitiva não é licenciada pelo Ibama, o Estado trabalha no relançamento do processo licitatório, já que o primeiro foi considerado deserto, o que deve ocorrer em breve.
A Sinfra mantém as ações de monitoramento e controle ambiental previstas nas condicionantes das licenças ambientais já emitidas, como a execução dos programas de gestão ambiental, o gerenciamento de resíduos sólidos, o monitoramento de efluentes líquidos, ruídos, vibrações e emissões atmosféricas, as ações de segurança, meio ambiente e saúde do trabalhador, a recuperação de áreas degradadas, o controle de processos erosivos, o monitoramento da supressão de vegetação, a conservação da fauna e a mitigação de atropelamentos da fauna silvestre.
Além disso, a Secretaria faz o videomonitoramento do local, que auxilia no acompanhamento contínuo das condições da área, especialmente no período de chuvas, para o controle do tráfego, conforme o protocolo de segurança vigente.
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