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Exposição “Encontro do Amor” convida público à reflexão sobre cuidado com os animais e reutilização de materiais

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O Museu do Morro da Caixa D’Água Velha abriu a exposição “Encontro do Amor”, da médica veterinária e artista plástica Danusa Vet Art. A mostra permanece aberta ao público durante todo o mês de julho, reunindo mais de 20 obras que unem arte, sustentabilidade e conscientização sobre a importância do cuidado com os animais. A abertura ocorreu no sábado (4).

A nova exposição reforça o papel do museu como um dos principais espaços de promoção da arte, da memória e da cultura em Cuiabá. Nos últimos meses, o local recebeu mostras de diferentes linguagens artísticas, como as exposições sobre as Copas do Mundo, o legado de Ayrton Senna, a poesia visual brasileira e iniciativas voltadas à formação de novos públicos, consolidando-se como um ambiente de valorização da produção cultural e do patrimônio histórico da capital.

Em sua quinta exposição individual, Danusa Vet Art utiliza pinturas, personagens autorais e elementos produzidos a partir de papelão reaproveitado para propor reflexões sobre aquilo que costuma ser considerado descartável. A proposta também chama a atenção para a responsabilidade no cuidado com os animais de estimação e com toda a criação.

Segundo a artista, a exposição nasceu da intenção de aproximar duas áreas que fazem parte de sua trajetória: a medicina veterinária e a arte.

“Utilizo o papelão para mostrar que nem tudo aquilo que parece descartável realmente é. Da mesma forma, os pets não podem ser abandonados porque a rotina mudou ou porque já estão velhos. Ter um olhar de amor é uma escolha”, afirmou.

Danusa explica ainda que suas obras são inspiradas em princípios cristãos e buscam despertar reflexões sobre o cuidado com a criação e a responsabilidade das pessoas diante da natureza e dos animais.

Além das pinturas, a exposição conta com espaços interativos que permitem ao visitante participar da experiência artística, estimulando a reflexão por meio de mensagens e registros durante o percurso.

Museu fortalece cultura e turismo

Para a artista, receber a exposição no Museu do Morro da Caixa D’Água Velha representa uma oportunidade de aproximar o público de um patrimônio histórico de Cuiabá.

“É um privilégio estar neste museu, que faz parte da história da cidade. Muitas pessoas ainda não conhecem esse espaço, que hoje abriga arte, cultura e recebe gratuitamente visitantes de todas as idades”, destacou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Corrêa, destacou que o Museu do Morro da Caixa D’Água Velha tem ampliado sua relevância como equipamento cultural e turístico da capital.

“O Museu do Morro da Caixa D’Água Velha vem se consolidando como um importante espaço de valorização da arte, da cultura e do patrimônio histórico de Cuiabá. Exposições como ‘Encontro do Amor’ ampliam o acesso da população à produção artística local, movimentam o turismo cultural e oferecem aos visitantes uma experiência que une criatividade, conscientização e preservação da nossa história. Apoiar iniciativas como essa também significa fortalecer a economia criativa e incentivar artistas que contribuem para enriquecer a identidade cultural da nossa cidade”.

A estrutura histórica do museu também chamou a atenção de quem visitou a mostra pela primeira vez.

O engenheiro eletricista Denísio Rosa de Alvarenga elogiou o reaproveitamento arquitetônico do antigo reservatório de água e destacou a proposta da exposição de utilizar materiais recicláveis para transmitir uma mensagem de valorização dos animais.

Entre os estudantes, a experiência também despertou reflexões. Heitor Moura de Alvarenga, de 11 anos, afirmou que o espaço interativo foi o que mais lhe chamou a atenção e disse que o principal aprendizado foi compreender melhor a importância de cuidar dos animais.

A estudante Amanda da Silva Braga ressaltou os versículos presentes nas pinturas e afirmou que a exposição incentiva o respeito aos pets. Ela também elogiou o museu e disse que pretende retornar para novas visitas.

Já o estudante Miguel da Silva Braga contou que a mensagem da mostra dialoga com sua própria experiência. Dono de uma cadela resgatada após sofrer maus-tratos, ele afirmou que a exposição reforçou a importância de tratar os animais com carinho e responsabilidade.

A exposição também atraiu visitantes de outros estados. O professor Wilson Cuiabano, morador do Rio de Janeiro com fortes vínculos familiares em Mato Grosso, definiu o museu como um exemplo de reaproveitamento do patrimônio histórico.

“Assim como a exposição fala de reciclagem, a antiga caixa d’água também ganhou uma nova função. Hoje é um espaço onde a cultura acontece, e isso tem um significado muito importante”, comentou.

A professora Ana Carolina Carvalho, de Osasco (SP), destacou tanto a proposta artística quanto a preservação da estrutura original do prédio.

“Além de valorizar a artista local, a exposição traz uma reflexão sobre a reutilização de materiais. Também nos chamou a atenção o cuidado em preservar a estrutura histórica do museu”, observou.

Serviço

Exposição: Encontro do Amor
Artista: Danusa Vet Art
Local: Museu do Morro da Caixa D’Água Velha, Centro Histórico de Cuiabá
Período: Durante todo o mês de julho
Entrada: Gratuita
Visitação: Conforme o horário de funcionamento do Museu do Morro da Caixa D’Água Velha.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Prefeitura de Cuiabá faz Cine Pipoca e fortalece convivência entre idosos

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O Centro de Convivência para Idosos (CCI) Aideê Pereira, coordenado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, localizado no bairro Novo Horizonte, promoveu uma sessão especial de Cine Pipoca neste sábado (25), com a exibição do clássico brasileiro Menino da Porteira. A iniciativa integra o planejamento das atividades desenvolvidas pela unidade e marca o início de uma semana de ações voltadas ao fortalecimento dos vínculos, da convivência e da integração entre os participantes. O filme agradou ao público presente, cerca de 30 idosos, que já clamaram por mais filmes.

Além de proporcionar um momento de lazer, a exibição, com direito a pipoca e suco e, antes, café da manhã com frutas e uma oração, foi cuidadosamente planejada pela equipe técnica do CCI como ferramenta de trabalho. A proposta de utilizar a obra teve como objetivo estimular reflexões sobre amizade, companheirismo, respeito e o viver em comunidade, valores presentes na narrativa e que fazem parte das temáticas trabalhadas diariamente com os idosos.

“Tudo o que é feito dentro do Centro de Convivência para Idosos Aideê Pereira é planejado e voltado para o benefício do idoso. Dentro dessas temáticas, nós planejamos esse filme para trabalharmos a interação social e o convívio com as pessoas, com o meio onde estão inseridos. Todas as atividades realizadas no Centro de Convivência são pensadas para proporcionar benefícios aos participantes, promovendo qualidade de vida, socialização e fortalecimento das relações interpessoais”, frisou o educador físico Douglas Vinícius Silva Lenzi.

Dona Aparecida Lima de Jesus, 68 anos, e o esposo, Manoel Cândido de Jesus, 65, estão juntos há 47 anos e compareceram para ver o filme. Ambos não conheciam a história de Menino da Porteira e gostaram. “Foi ótimo, amei”, declarou ela, com a concordância do seu Manoel, que também aplaudiu a exibição. Eles endossaram o coro dos participantes, pedindo outras produções.

Adelaide Florentina de Jesus Santana, 63 anos, também se agradou do que viu e torce para que venham mais. Ela não perde as atividades oferecidas no CCI Aideê Pereira desde que começou a frequentá-lo, há cerca de um ano, por indicação médica, e relata com gratidão a mudança que teve na vida pessoal.

“Vixi, melhorei muito depois que passei a frequentar aqui, até meus filhos agradeceram. Eu era inchada, com dores nas pernas, mal conseguia andar, estava com ansiedade, depressão. Hoje sou outra pessoa, fez bem para o meu físico e para a minha mente. Aos domingos, que não tem programação, fico em casa dormindo. Se não fosse o CCI, eu já teria morrido”, afirmou Adelaide.

Seguindo o objetivo, a programação inspirada no filme terá continuidade ao longo da semana. “Na segunda-feira, durante o encontro do grupo de coral, os idosos ensaiarão a canção Menino da Porteira ao lado do violeiro Juracy Alves do Bonfim, 89 anos, integrante do grupo de viola. A proposta é unir os dois grupos em uma apresentação especial, na terça-feira, a partir das 8h, quando apresentarão a música, reunindo o grupo de violeiros e o coral de idosos do CCI”, explicou a gerente do CCI e fisioterapeuta, Evânia Alves Tito.

O evento de terça-feira contará com baile e dinâmicas recreativas, tradição da unidade, que costuma reservar espaço para que os próprios idosos possam demonstrar seus talentos e se apresentar diante dos colegas, valorizando o protagonismo, a autoestima e a participação ativa de cada um.

O CCI Aideê Pereira oferece diversas atividades, entre elas educação física para atender diferentes perfis de idosos, pilates solo, crochê, ginástica voltada à resistência muscular, com exercícios de repetição semelhantes aos da musculação, direcionada aos idosos com maior capacidade física, aulas de mobilidade, ritmo e coordenação motora, com música e dança (como passinho), e atividades para idosos com maior dificuldade de mobilidade, com foco na redução de dores, correção da postura, melhora da mobilidade e atendimento a pessoas com algumas doenças cognitivas.

A unidade conta com 298 idosos cadastrados, sendo 120 que participam ativamente, e quatro educadores físicos. Três deles atuam no período da manhã, cada um especializado em um perfil de público, além de pedagoga e assistente social.

“O principal objetivo do trabalho é acolher, fortalecer vínculos e promover o bem-estar dos idosos, cuidando não apenas da mobilidade e da saúde física, mas também dos aspectos emocional, social e espiritual. O CCI se tornou uma segunda casa para muitos participantes, que sentem falta das atividades nos fins de semana e fazem questão de comparecer quando há programação aos sábados”, relatou Evânia.

CCI Padre Firmo

No Centro de Convivência para Idosos Padre Firmo Duarte Pinto, no Dom Aquino, o sábado foi de ‘mão na massa’. Cerca de 10 participantes produziram pizzas, pães, a tradicional cueca virada, entre outros alimentos. No final, todos puderam saborear a produção, quentinha e feita na hora.

Entre eles, o casal Maria Salete da Silva Costa, 64 anos, e o marido, Antônio, 69. Eles são casados há 45 anos, mas ele já fazia pão bem antes e costumava sempre levar para ela na época do namoro. “Ele me conquistou, levava pão para mim lá em casa quando a gente namorava, me conquistou fazendo pão”, brincou Maria Salete.

O tempo passou, vieram os filhos. Hoje, uma filha é confeiteira e toda a família acabou se envolvendo e ampliando a produção, incluindo pizzas também. “Foi uma coisa nova, tudo eu invento para ele fazer e unir a família. Para mim, é o maior prazer da minha vida ter minha família unida”.

A iniciativa foi aprovada pelos idosos, alguns levaram netos, e pela equipe do CCI, que acompanhou a atividade liderada pela gerente do CCI Padre Firmo, Ely Ane Campos de Arruda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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