Cuiabá
Vereadora Katiuscia Manteli cobra independência para fiscalizar Cuiabá
Cuiabá
A tribuna da Câmara Municipal de Cuiabá foi o cenário de um dos posicionamentos mais firmes sobre a relação entre os poderes na capital nas últimas semanas. A vereadora Katiuscia Manteli (Podemos) subiu ao parlatório para demarcar território em favor da autonomia do Poder Legislativo, reagindo diretamente à decisão do prefeito Abilio Brunini (PL) de acionar o Tribunal de Justiça para tentar alterar regras do Regimento Interno da Casa para a próxima eleição da diretoria da Câmara.
A parlamentar centrou sua argumentação na necessidade de blindagem institucional e no respeito que o Palácio Alencastro deve manter com os 27 vereadores eleitos, cobrando equilíbrio na relação entre o Executivo e o Legislativo para que a população não seja prejudicada.
Defesa da soberania
O ponto de partida do debate foi a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) movida pela Procuradoria-Geral do Município (PGM) para tentar derrubar a exigência de quórum de dois terços para alterações regimentais, medida que visa abrir caminho para a discussão sobre a reeleição da Mesa Diretora. Para Katiuscia, a movimentação representa uma interferência indevida na soberania do parlamento cuiabano, que prejudica o papel fiscalizador da Casa.
Katiuscia relembrou que seu grupo político esteve entre os primeiros aliados do prefeito Abilio no esforço conjunto para trazer Cuiabá de volta aos trilhos. No entanto, ela pontuou que o compromisso de resgatar a cidade agora exige independência e liberdade total para fiscalizar, cobrar e exigir explicações do Executivo, como no caso recente de denúncia de assédio envolvendo um dos secretários da prefeitura.
“Nós fomos eleitos para ser vereadores, representantes diretos do cidadão e o senhor foi eleito para ser prefeito. Esta Casa tem 27 parlamentares para cobrar o trabalho da Prefeitura. Nós não vamos aceitar subordinação, não vamos aceitar intromissão para fazermos esse trabalho. A Câmara de Cuiabá é um poder soberano exatamente para poder cobrar e fiscalizar o prefeito, não é e nunca será um puxadinho da Prefeitura”, cravou a vereadora.
O resgate de 2018
O argumento central da parlamentar foi baseado na própria história política do hoje prefeito Abilio, apontando uma clara inversão de posicionamento. Munida de documentos, Katiuscia relembrou que, em 2018, quando Abilio exercia o mandato de vereador, ele e outros oito parlamentares acionaram a Justiça com uma liminar para barrar um projeto que tramitava na época e que pretendia instituir a reeleição da Mesa Diretora. Naquele momento, Abilio moveu a ação justamente para que não houvesse a reeleição.
A contradição apontada pela vereadora reside no fato de que, no passado, o hoje prefeito foi ao Judiciário para impedir a reeleição da Mesa e garantir a estabilidade das regras. Agora, a postura é o exato oposto, pois o prefeito aciona o Tribunal de Justiça para tentar forçar uma mudança que permita a reeleição, moldando as regras conforme a conveniência do momento para tentar influenciar na composição da Mesa Diretora.
“O senhor foi contra a reeleição em 2018 e acionou a liminar para barrá-la. O que mudou de lá para cá? Por que o que era errado no passado agora virou o certo?”, questionou Katiuscia.
Em uma analogia direta sobre a importância de aceitar as regras do jogo democrático, a vereadora comparou a atenção do Executivo em recorrer ao Judiciário a uma postura imatura. “Sou mãe há 12 anos e isso para mim é atitude de criança que não sabe ouvir um ‘não’. Não conseguiu mudar o regimento? Vai na Justiça. Não é assim que funciona. O ‘não’ para o senhor vai continuar”, declarou.
Cuiabá
Prefeitura de Cuiabá faz Cine Pipoca e fortalece convivência entre idosos
O Centro de Convivência para Idosos (CCI) Aideê Pereira, coordenado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, localizado no bairro Novo Horizonte, promoveu uma sessão especial de Cine Pipoca neste sábado (25), com a exibição do clássico brasileiro Menino da Porteira. A iniciativa integra o planejamento das atividades desenvolvidas pela unidade e marca o início de uma semana de ações voltadas ao fortalecimento dos vínculos, da convivência e da integração entre os participantes. O filme agradou ao público presente, cerca de 30 idosos, que já clamaram por mais filmes.
Além de proporcionar um momento de lazer, a exibição, com direito a pipoca e suco e, antes, café da manhã com frutas e uma oração, foi cuidadosamente planejada pela equipe técnica do CCI como ferramenta de trabalho. A proposta de utilizar a obra teve como objetivo estimular reflexões sobre amizade, companheirismo, respeito e o viver em comunidade, valores presentes na narrativa e que fazem parte das temáticas trabalhadas diariamente com os idosos.
“Tudo o que é feito dentro do Centro de Convivência para Idosos Aideê Pereira é planejado e voltado para o benefício do idoso. Dentro dessas temáticas, nós planejamos esse filme para trabalharmos a interação social e o convívio com as pessoas, com o meio onde estão inseridos. Todas as atividades realizadas no Centro de Convivência são pensadas para proporcionar benefícios aos participantes, promovendo qualidade de vida, socialização e fortalecimento das relações interpessoais”, frisou o educador físico Douglas Vinícius Silva Lenzi.
Dona Aparecida Lima de Jesus, 68 anos, e o esposo, Manoel Cândido de Jesus, 65, estão juntos há 47 anos e compareceram para ver o filme. Ambos não conheciam a história de Menino da Porteira e gostaram. “Foi ótimo, amei”, declarou ela, com a concordância do seu Manoel, que também aplaudiu a exibição. Eles endossaram o coro dos participantes, pedindo outras produções.
Adelaide Florentina de Jesus Santana, 63 anos, também se agradou do que viu e torce para que venham mais. Ela não perde as atividades oferecidas no CCI Aideê Pereira desde que começou a frequentá-lo, há cerca de um ano, por indicação médica, e relata com gratidão a mudança que teve na vida pessoal.
“Vixi, melhorei muito depois que passei a frequentar aqui, até meus filhos agradeceram. Eu era inchada, com dores nas pernas, mal conseguia andar, estava com ansiedade, depressão. Hoje sou outra pessoa, fez bem para o meu físico e para a minha mente. Aos domingos, que não tem programação, fico em casa dormindo. Se não fosse o CCI, eu já teria morrido”, afirmou Adelaide.
Seguindo o objetivo, a programação inspirada no filme terá continuidade ao longo da semana. “Na segunda-feira, durante o encontro do grupo de coral, os idosos ensaiarão a canção Menino da Porteira ao lado do violeiro Juracy Alves do Bonfim, 89 anos, integrante do grupo de viola. A proposta é unir os dois grupos em uma apresentação especial, na terça-feira, a partir das 8h, quando apresentarão a música, reunindo o grupo de violeiros e o coral de idosos do CCI”, explicou a gerente do CCI e fisioterapeuta, Evânia Alves Tito.
O evento de terça-feira contará com baile e dinâmicas recreativas, tradição da unidade, que costuma reservar espaço para que os próprios idosos possam demonstrar seus talentos e se apresentar diante dos colegas, valorizando o protagonismo, a autoestima e a participação ativa de cada um.
O CCI Aideê Pereira oferece diversas atividades, entre elas educação física para atender diferentes perfis de idosos, pilates solo, crochê, ginástica voltada à resistência muscular, com exercícios de repetição semelhantes aos da musculação, direcionada aos idosos com maior capacidade física, aulas de mobilidade, ritmo e coordenação motora, com música e dança (como passinho), e atividades para idosos com maior dificuldade de mobilidade, com foco na redução de dores, correção da postura, melhora da mobilidade e atendimento a pessoas com algumas doenças cognitivas.
A unidade conta com 298 idosos cadastrados, sendo 120 que participam ativamente, e quatro educadores físicos. Três deles atuam no período da manhã, cada um especializado em um perfil de público, além de pedagoga e assistente social.
“O principal objetivo do trabalho é acolher, fortalecer vínculos e promover o bem-estar dos idosos, cuidando não apenas da mobilidade e da saúde física, mas também dos aspectos emocional, social e espiritual. O CCI se tornou uma segunda casa para muitos participantes, que sentem falta das atividades nos fins de semana e fazem questão de comparecer quando há programação aos sábados”, relatou Evânia.
CCI Padre Firmo
No Centro de Convivência para Idosos Padre Firmo Duarte Pinto, no Dom Aquino, o sábado foi de ‘mão na massa’. Cerca de 10 participantes produziram pizzas, pães, a tradicional cueca virada, entre outros alimentos. No final, todos puderam saborear a produção, quentinha e feita na hora.
Entre eles, o casal Maria Salete da Silva Costa, 64 anos, e o marido, Antônio, 69. Eles são casados há 45 anos, mas ele já fazia pão bem antes e costumava sempre levar para ela na época do namoro. “Ele me conquistou, levava pão para mim lá em casa quando a gente namorava, me conquistou fazendo pão”, brincou Maria Salete.
O tempo passou, vieram os filhos. Hoje, uma filha é confeiteira e toda a família acabou se envolvendo e ampliando a produção, incluindo pizzas também. “Foi uma coisa nova, tudo eu invento para ele fazer e unir a família. Para mim, é o maior prazer da minha vida ter minha família unida”.
A iniciativa foi aprovada pelos idosos, alguns levaram netos, e pela equipe do CCI, que acompanhou a atividade liderada pela gerente do CCI Padre Firmo, Ely Ane Campos de Arruda.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
-
Política5 dias atrásPodemos define chapas e alianças em Convenção Estadual na terça (4)
-
Entretenimento4 dias atrásLarissa Manoela celebra 4 anos com André Luiz Frambach: ‘Escolho você todos os dias’
-
Política5 dias atrásOtaviano Pivetta visita Mercado do Porto e coleta demandas de melhorias
-
Mato Grosso5 dias atrásMPMT destaca atuação do Núcleo de Defesa da Vida no Tribunal do Júri
-
Cultura3 dias atrásMorre Luiz Carlos Barreto, referência do cinema nacional
-
Várzea Grande6 dias atrásEscolas da Rede Municipal recebem manutenção e reforço na limpeza para o retorno das aulas
-
Cultura4 dias atrásViva Maria: Alessandra Roscoe, compartilha sua agenda na FLIP
-
Cultura5 dias atrásViva Maria: Flip 2026 celebra a força da língua portuguesa em Paraty