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A Revista Pensar Agro destaca sustentabilidade e inovação no campo

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Já está no ar a nova edição da Revista Pensar Agro, que traz como matéria de capa um dos maiores paradoxos do século XX: como o Brasil conseguiu se consolidar como potência agrícola sem abrir mão da preservação ambiental.

Com menos de 8% de seu território destinado à agricultura, o país mantém preservados mais de 66% de seus ecossistemas originais. Nas propriedades rurais, produtores conservam entre 50% e 80% de suas áreas, garantindo equilíbrio hídrico e climático ao mesmo tempo em que alcançam alta produtividade. Esse modelo, que alia produção em larga escala e conservação, coloca o Brasil como referência global em sustentabilidade no agronegócio.

A edição também apresenta a coluna Agro Arábia, com artigo assinado pelo Dr. Abdullah Belhaif Al Nuaimi, presidente do Conselho Consultivo e professor em Sharjah (Emirados Árabes Unidos), além de professor honorário da Universidade Heriot-Watt (Reino Unido). No texto “Hora de Construir Cidades Proativas”, ele propõe uma reflexão sobre os desafios urbanos diante das mudanças climáticas, defendendo cidades resilientes, inclusivas e capazes de antecipar crises.

Completam o conteúdo artigos de colunistas nacionais e internacionais, que analisam questões estratégicas da cadeia produtiva do agronegócio, oferecendo ao leitor uma visão crítica, ampla e atualizada sobre os rumos do setor.

Acesse agora a revista e tenha uma leitura enriquecedora e inspiradora:

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Fonte: Pensar Agro

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Usina transforma dejetos suínos em combustível e abre nova frente de renda no campo

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A geração de energia a partir de resíduos da produção animal começou a ganhar escala no Brasil com a entrada em operação da primeira usina de biometano da América Latina certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para uso de dejetos suínos. A planta está localizada em Campos Novos (350 km da capital, Florianópolis), no Meio-Oeste de Santa Catarina, uma das principais regiões produtoras de proteína animal do país.

O projeto recebeu cerca de R$ 65 milhões em investimentos e tem capacidade de produzir até 16 mil metros cúbicos de biometano por dia, combustível renovável que pode substituir o gás natural em aplicações industriais e veiculares. A iniciativa conecta geração de energia, tratamento de resíduos e renda adicional para produtores integrados à cadeia da suinocultura.

O Brasil abriga um dos maiores rebanhos suínos do mundo, com produção anual superior a 5 milhões de toneladas de carne, concentrada principalmente na região Sul. Esse volume gera uma quantidade significativa de resíduos, que historicamente representam passivo ambiental e custo de manejo. A conversão desses dejetos em biogás e, posteriormente, em biometano, muda essa lógica ao transformar resíduo em ativo econômico.

A usina opera com biodigestores do tipo CSTR, tecnologia que permite a decomposição controlada da matéria orgânica e a geração de biogás. Esse gás é então purificado por membranas até atingir pureza superior a 96%, padrão exigido para comercialização como biometano. A certificação da ANP garante rastreabilidade e viabiliza a inserção do produto no mercado formal de energia.

Além do combustível, o projeto gera subprodutos com valor comercial, como CO₂ de grau alimentício e biofertilizantes, ampliando o conceito de economia circular dentro da propriedade rural. Outro componente relevante é a emissão de créditos de descarbonização (CBios), que cria uma fonte adicional de receita atrelada à redução de emissões.

A iniciativa ocorre em um momento de expansão do mercado de biogás no país. O Brasil já conta com mais de 900 plantas em operação, segundo dados da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), mas a maior parte ainda voltada à geração elétrica. O biometano, por sua vez, representa uma etapa mais avançada da cadeia, com maior valor agregado e potencial de substituição de combustíveis fósseis.

Em Santa Catarina, a forte presença da suinocultura cria condições favoráveis para esse tipo de projeto. O estado é um dos principais produtores de suínos do país e concentra uma cadeia integrada, com cooperativas e agroindústrias estruturadas, o que facilita a coleta de resíduos e a viabilização econômica das usinas.

A expansão já está no radar. A empresa responsável projeta investimentos superiores a R$ 500 milhões no estado nos próximos anos, com novos projetos de biometano voltados ao aproveitamento de resíduos agropecuários.

Para o produtor rural, o modelo abre uma nova frente de receita e reduz custos ambientais. Ao integrar produção animal, geração de energia e fertilização do solo, o sistema cria um ciclo mais eficiente e sustentável, com impacto direto na rentabilidade da atividade.

O avanço do biometano indica uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro: a incorporação de energia à lógica produtiva. Assim como ocorreu com o etanol e o biodiesel, a geração de combustível a partir de resíduos deve ganhar espaço e se consolidar como mais um eixo de diversificação dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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