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Expogrande 2026 começa na próxima semana na capital do MS

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Campo Grande, capital do Estado de Matro Grosso do Sul, vai sediar entre os dias 9 e 19 deste mês,  a 86ª edição da Expogrande 2026, no Parque de Exposições Laucídio Coelho. Tradicional no calendário do agro, a feira reúne produtores, empresas e instituições em um ambiente voltado à geração de negócios, difusão de tecnologia e fortalecimento da atividade no Centro-Oeste.

A expectativa do setor é repetir ou superar o desempenho da edição anterior, quando o evento movimentou cerca de R$ 600 milhões em negócios, envolvendo comercialização de animais, máquinas, insumos e serviços ligados à cadeia produtiva.

Para 2026, o destaque será a ampliação do espaço dedicado à inovação, com a criação do Pavilhão Tecnológico. O ambiente reunirá mais de 40 empresas com soluções aplicadas ao campo, abrangendo áreas como gestão, monitoramento, automação, uso de dados e sustentabilidade.

O espaço contará com a participação do Parque Tecnológico e de Inovação de Campo Grande e de outros polos de inovação do país, aproximando o produtor de ferramentas já disponíveis no mercado e com aplicação direta na rotina da propriedade.

Além das empresas, o pavilhão também terá a presença de universidades e instituições de ensino, como Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, reforçando a conexão entre pesquisa e produção.

Promovida pela Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul, a Expogrande é considerada uma das principais vitrines do agro no Estado, com programação que inclui leilões, julgamentos, exposições de animais, além de espaços voltados a negócios e inovação.

Para o produtor rural, a feira chega em um momento estratégico, em meio à colheita e ao planejamento da próxima safra, funcionando como oportunidade para avaliar investimentos, conhecer novas tecnologias e fechar negócios.

O evento também reflete o avanço do agro sul-mato-grossense, que segue entre os principais polos de produção do país, com forte presença na pecuária e na produção de grãos, consolidando a feira como ponto de encontro relevante para quem produz e investe no setor.

Fonte: Pensar Agro

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Governo inicia levantamento nacional para mapear avanço de javalis no campo

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) iniciou, na última semana, uma pesquisa nacional para identificar a presença de javalis e dimensionar os prejuízos causados pela espécie à produção agropecuária. O levantamento, aberto a produtores rurais e manejadores autorizados, vai ate 31 de maio e deve embasar, pela primeira vez com dados consolidados, políticas públicas voltadas ao controle do animal no País.

A iniciativa surge em um cenário de expansão contínua do javali no território brasileiro. Os prejuízos são estimados em centenas de milhões, podendo ultrapassar R$ 1 bilhão anualmente. A ausência de números consolidados é justamente o principal gargalo enfrentado pelo setor: há relatos recorrentes de danos severos em lavouras e pastagens, mas sem base estatística nacional que permita quantificar o impacto e orientar medidas mais efetivas.

De origem europeia, asiática e do norte da África, o javali (Sus scrofa) é uma espécie altamente adaptável, introduzida no Brasil décadas atrás e que encontrou condições favoráveis para se expandir. Sem predadores naturais relevantes e com elevada taxa reprodutiva — fêmeas podem entrar em reprodução ainda jovens e ter até três ninhadas por ano, com até uma dezena de filhotes —, a população cresce em ritmo acelerado.

No campo, os efeitos são diretos e, em muitos casos, imediatos. O ataque às lavouras ocorre desde o plantio, com o consumo de sementes, até fases mais avançadas, com o pisoteio e a destruição de plantas. O comportamento de escavação, utilizado na busca por alimento, revolve o solo, compromete sua estrutura e eleva o risco de erosão, afetando não apenas a safra atual, mas também o potencial produtivo das áreas nas temporadas seguintes.

Além das perdas agrícolas, há impactos sobre a pecuária e o meio ambiente. O javali compete por alimento com espécies nativas, predam pequenos animais, degradam áreas de vegetação e podem atuar como vetores de doenças, elevando o risco sanitário nas propriedades.

Desde 2013, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis classifica o javali como espécie exótica invasora e autoriza seu controle por meio do abate, desde que realizado por manejadores cadastrados. Na prática, no entanto, a contenção tem eficácia limitada. A combinação de hábitos noturnos, inteligência e capacidade de adaptação torna o animal difícil de capturar, exigindo estratégias combinadas que nem sempre são viáveis em grandes áreas.

Entre as medidas adotadas pelos produtores estão a caça controlada, o uso de armadilhas e a instalação de cercas elétricas. Todas, porém, apresentam limitações operacionais ou custos elevados, o que dificulta a adoção em larga escala.

Para o produtor rural, o impacto vai além da perda pontual de produtividade. Áreas invadidas por javalis frequentemente demandam replantio, correção do solo e aumento do uso de insumos, elevando o custo de produção e comprometendo a rentabilidade. Em casos recorrentes, o prejuízo se estende por várias safras.

A expectativa do governo é que os dados coletados até maio permitam identificar as regiões mais afetadas, os sistemas produtivos mais vulneráveis e a intensidade média dos danos. Os resultados devem ser divulgados no segundo semestre e servir de base para ações coordenadas de controle populacional e mitigação dos impactos.

PARA PARTICIPAR DA PESQUISA CLICANDO AQUI

CARTILHA – Paralelamente ao levantamento, o Sistema FAEP/SENAR-PR lançou uma cartilha técnica que detalha os riscos econômicos, ambientais e sanitários associados à presença do animal.

O material foi elaborado com a participação de órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná e o Exército Brasileiro, além de entidades do setor produtivo (clique aqui).

Fonte: Pensar Agro

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