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Programa Acredita no Primeiro Passo mira inclusão produtiva no agro

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O Programa Acredita no Primeiro Passo, instituído pela Lei nº 14.995/2024, tem se consolidado como uma política pública estratégica para ampliar a inclusão produtiva de famílias em situação de vulnerabilidade, com foco em pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico). A iniciativa oferece acesso a microcrédito com juros reduzidos, capacitação profissional e apoio ao empreendedorismo, alinhando desenvolvimento social e fortalecimento do setor agropecuário.

O lançamento oficial ocorreu na sexta-feira (15.08), em Cáceres (distante cerca de 220 km, da capital Cuiabá), município escolhido estrategicamente por sua relevância para a produção agropecuária do Centro-Oeste.

A cidade atua como polo de grãos e pecuária, onde políticas de inclusão produtiva podem impactar diretamente pequenos produtores rurais e dinamizar cadeias locais de produção. A presença do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, reforçou a relação do programa com o fortalecimento do agronegócio, destacando a importância de criar oportunidades que integrem renda, empreendedorismo e desenvolvimento do campo.

Até maio de 2025, mais de 200 mil empreendedores foram beneficiados em todo o país, com destaque para o público feminino, que representa cerca de 70% das operações de crédito. O valor total liberado ultrapassa R$ 726 milhões, com financiamentos de até R$ 21 mil por beneficiário, e taxas de juros que variam de 0,7% ao mês a 8,75% ao ano.

O programa atua em três eixos principais: acesso ao emprego, promoção da empregabilidade e estímulo ao empreendedorismo. Além do crédito, oferece cursos de qualificação profissional, educação financeira e orientação técnica para a formalização e expansão de negócios, especialmente voltados a atividades rurais e agroindustriais. Entre os setores beneficiados estão manejo agrícola, pecuária de corte e leiteira, avicultura, produção de bioinsumos e tecnologias de irrigação e drones aplicados ao campo.

Em Cáceres, a iniciativa também contou com a assinatura de contratos de microcrédito e capacitação junto ao Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), que irá aplicar recursos do programa em cursos voltados a agricultores familiares e pequenos empreendedores rurais. A medida busca fortalecer a cadeia produtiva local, promovendo oportunidades de renda sustentável e aumentando a competitividade de pequenos produtores no contexto do agronegócio regional.

Especialistas e gestores do setor destacam que programas como o Acredita no Primeiro Passo são fundamentais para integrar políticas sociais e econômicas, permitindo que o desenvolvimento do campo se traduza em geração de emprego, renda e inovação tecnológica. Com a expansão do programa para outros estados do Centro-Oeste e Norte, espera-se ampliar o impacto sobre cadeias produtivas estratégicas e consolidar o papel do Brasil como protagonista na produção de alimentos, fibras e bioenergia, mantendo o foco na inclusão produtiva e na sustentabilidade econômica do setor agropecuário.

Fonte: Pensar Agro

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Alta dos insumos e eventos climáticos ampliam pressão sobre o agronegócio

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O avanço dos custos de produção e a maior frequência de eventos climáticos extremos estão entre os principais desafios enfrentados pelo agronegócio mineiro em 2026. A avaliação é de que o setor convive simultaneamente com os reflexos das tensões geopolíticas internacionais, que afetam o mercado global de insumos, e com fenômenos climáticos cada vez mais imprevisíveis, capazes de comprometer a produtividade no campo.

Segundo dados apresentados durante evento realizado em Belo Horizonte, os custos dos insumos agrícolas acumularam alta de cerca de 70% desde 2019. O aumento atinge diretamente a rentabilidade dos produtores rurais e acaba repercutindo ao longo da cadeia, influenciando os preços dos alimentos que chegam ao consumidor.

A pressão sobre os custos ocorre em um contexto de forte dependência de fertilizantes e outros insumos importados. Conflitos internacionais, restrições comerciais e oscilações nos mercados globais têm provocado instabilidade nos preços e aumentado a preocupação de produtores e entidades do setor.

Diante desse cenário, uma das apostas para reduzir a vulnerabilidade das propriedades rurais tem sido a ampliação do uso de bioinsumos e o desenvolvimento de tecnologias adaptadas às condições brasileiras. A estratégia busca diminuir a dependência de produtos importados e aumentar a eficiência produtiva das lavouras.

O incentivo ao uso de variedades mais resistentes também integra esse movimento. A expectativa é que cultivares com maior tolerância a estresses climáticos e menor exigência de determinados insumos possam contribuir para reduzir custos e ampliar a resiliência das atividades agrícolas.

Minas Gerais ocupa posição de destaque na agropecuária nacional, com forte participação em cadeias como café, leite, batata, citros e diversas outras culturas. Essa diversidade produtiva ajuda a distribuir riscos e fortalece a participação do agronegócio na economia estadual.

Nos últimos anos, o setor registrou crescimento das exportações e ampliou sua contribuição para a geração de renda e empregos. Ainda assim, produtores continuam enfrentando desafios relacionados ao acesso ao crédito, à incorporação de novas tecnologias e à gestão das propriedades diante de um ambiente de negócios cada vez mais complexo.

Entre as preocupações mais imediatas está a influência do clima sobre as lavouras. Em regiões produtoras de café, episódios recentes de chuva de granizo têm gerado apreensão entre agricultores devido ao potencial de danos às plantações. Além das perdas diretas, eventos desse tipo aumentam a incerteza sobre a produção e podem afetar a qualidade dos grãos.

A combinação entre custos elevados e instabilidade climática reforça a necessidade de investimentos em inovação, pesquisa e gestão de risco. Para especialistas do setor, a capacidade de adaptação será cada vez mais determinante para manter a competitividade da agropecuária brasileira nos próximos anos.

Mesmo diante das dificuldades, o agronegócio segue como um dos principais motores da economia mineira. A expectativa é que o avanço de tecnologias, a adoção de práticas sustentáveis e a busca por maior eficiência produtiva permitam ao setor enfrentar um cenário marcado por desafios globais e mudanças cada vez mais rápidas no ambiente de produção.

Fonte: Pensar Agro

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