Agricultura
Seca avança, chuva não vem e aumenta risco de incêndios no campo
Agricultura
O Brasil entra na última semana de agosto sob alerta para o avanço da seca e para o risco elevado de queimadas em praticamente todas as regiões. Apesar da queda de focos registrada ao longo do mês, com índices nacionais mais baixos desde 2019, o cenário segue crítico em áreas onde a chuva não retorna há mais de 30 dias.
Segundo dados recentes de monitoramento, mais de 1.100 municípios permanecem em situação de emergência por estiagem. A Caatinga voltou a apresentar seca extrema, enquanto o Centro-Oeste, o norte de Minas Gerais, o oeste da Bahia e partes do Maranhão e do Piauí convivem com umidade do solo abaixo da média e vegetação altamente suscetível ao fogo. Meteorologistas apontam que a combinação de temperaturas acima de 30 °C, baixa umidade relativa do ar e ventos fortes cria as condições ideais para a propagação das chamas.
No Sul, mesmo com a redução de 37% nos incêndios florestais no acumulado do ano, o Paraná registrou mais de 1,2 mil ocorrências apenas em agosto, mostrando que o período seco continua favorecendo novos focos. Autoridades reforçam que a maioria dos incêndios tem origem em ações humanas, como queima de resíduos e manejo inadequado da palhada.
A expectativa é que chuvas pontuais comecem a aliviar parte do Brasil Central a partir de setembro, mas os especialistas alertam que até lá o risco de queimadas segue elevado, exigindo prevenção constante nas propriedades rurais e maior vigilância sobre o uso do fogo.
Fonte: Pensar Agro
Agricultura
Alta dos insumos e eventos climáticos ampliam pressão sobre o agronegócio
O avanço dos custos de produção e a maior frequência de eventos climáticos extremos estão entre os principais desafios enfrentados pelo agronegócio mineiro em 2026. A avaliação é de que o setor convive simultaneamente com os reflexos das tensões geopolíticas internacionais, que afetam o mercado global de insumos, e com fenômenos climáticos cada vez mais imprevisíveis, capazes de comprometer a produtividade no campo.
Segundo dados apresentados durante evento realizado em Belo Horizonte, os custos dos insumos agrícolas acumularam alta de cerca de 70% desde 2019. O aumento atinge diretamente a rentabilidade dos produtores rurais e acaba repercutindo ao longo da cadeia, influenciando os preços dos alimentos que chegam ao consumidor.
A pressão sobre os custos ocorre em um contexto de forte dependência de fertilizantes e outros insumos importados. Conflitos internacionais, restrições comerciais e oscilações nos mercados globais têm provocado instabilidade nos preços e aumentado a preocupação de produtores e entidades do setor.
Diante desse cenário, uma das apostas para reduzir a vulnerabilidade das propriedades rurais tem sido a ampliação do uso de bioinsumos e o desenvolvimento de tecnologias adaptadas às condições brasileiras. A estratégia busca diminuir a dependência de produtos importados e aumentar a eficiência produtiva das lavouras.
O incentivo ao uso de variedades mais resistentes também integra esse movimento. A expectativa é que cultivares com maior tolerância a estresses climáticos e menor exigência de determinados insumos possam contribuir para reduzir custos e ampliar a resiliência das atividades agrícolas.
Minas Gerais ocupa posição de destaque na agropecuária nacional, com forte participação em cadeias como café, leite, batata, citros e diversas outras culturas. Essa diversidade produtiva ajuda a distribuir riscos e fortalece a participação do agronegócio na economia estadual.
Nos últimos anos, o setor registrou crescimento das exportações e ampliou sua contribuição para a geração de renda e empregos. Ainda assim, produtores continuam enfrentando desafios relacionados ao acesso ao crédito, à incorporação de novas tecnologias e à gestão das propriedades diante de um ambiente de negócios cada vez mais complexo.
Entre as preocupações mais imediatas está a influência do clima sobre as lavouras. Em regiões produtoras de café, episódios recentes de chuva de granizo têm gerado apreensão entre agricultores devido ao potencial de danos às plantações. Além das perdas diretas, eventos desse tipo aumentam a incerteza sobre a produção e podem afetar a qualidade dos grãos.
A combinação entre custos elevados e instabilidade climática reforça a necessidade de investimentos em inovação, pesquisa e gestão de risco. Para especialistas do setor, a capacidade de adaptação será cada vez mais determinante para manter a competitividade da agropecuária brasileira nos próximos anos.
Mesmo diante das dificuldades, o agronegócio segue como um dos principais motores da economia mineira. A expectativa é que o avanço de tecnologias, a adoção de práticas sustentáveis e a busca por maior eficiência produtiva permitam ao setor enfrentar um cenário marcado por desafios globais e mudanças cada vez mais rápidas no ambiente de produção.
Fonte: Pensar Agro
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