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Show Rural Coopavel abre 2026 com receita de R$ 7,05 bilhões em negócios

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O Show Rural Coopavel, uma das principais feiras de tecnologia e inovação do agronegócio brasileiro, será realizado entre 9 e 13 de fevereiro de 2026 em Cascavel (506 km de distancia da capital, Curitiba), no Paraná, com expectativas de consolidar ainda mais o papel do evento como termômetro de decisões de investimento e negócios no campo. A edição anterior, concluída em fevereiro de 2025, registrou movimentação de R$ 7,05 bilhões em negócios no período de cinco dias, valor recorde na história do evento, que superou em quase R$ 1 bilhão o volume de 2024.

Realizado em uma área de mais de 720 mil m², o Show Rural Coopavel reúne produtores rurais, representantes de empresas nacionais e internacionais, fornecedores de insumos, máquinas agrícolas, tecnologia de precisão e serviços financeiros. Na edição de 2025, além dos números de negócios expressivos, o evento atraiu mais de 407 mil visitantes, consolidando-se como um dos principais pontos de encontro do agro brasileiro no início do ano.

Para 2026, as expectativas do setor se concentram não apenas no fortalecimento da comercialização de equipamentos e soluções tecnológicas, mas também na ampliação da participação da agroindústria familiar. O evento dobrou o espaço destinado a esse segmento, com investimento de aproximadamente R$ 1,8 milhão, o que permitirá a presença de até 105 agroindústrias familiares, mais do que o dobro do registrado em 2025.

O Show Rural funciona como um importante catalisador para a adoção de novas práticas e tecnologias no campo. Especialistas do setor apontam que a feira tem se consolidado como espaço estratégico para a tomada de decisões de investimento já no início do ano agrícola, contribuindo para a performance operacional das propriedades ao longo das safras. A expectativa é que produtores usem o evento para calibrar seus planos de plantio, mecanização, digitalização e gestão de risco em um ambiente econômico ainda desafiador, com custos de produção pressionados e juros elevados.

Analistas destacam que o desempenho de negócios na edição de 2025 reflete a capacidade de resiliência do agronegócio brasileiro, mesmo em um contexto de preços de commodities voláteis e pressões climáticas localizadas. A presença maciça de público e o volume de transações reforçam a importância do evento como um indicador de confiança e de prioridades de investimento no setor. Para 2026, o desafio central para produtores e expositores será transformar essa visibilidade em contratos e parcerias de longo prazo, especialmente em segmentos de tecnologia de precisão, sustentabilidade e soluções integradas de produção.

Além dos negócios e da exposição tecnológica, o Show Rural também costuma ser palco de debates sobre temas cruciais para o agro, como sustentabilidade, inovação digital, competitividade e acesso ao crédito — pautas que ganham relevância em um cenário em que produtores pressionam por eficiência operacional e melhores condições para elevar a produtividade rural.

Com mais de 600 expositores confirmados e estrutura reforçada para receber um público amplo de técnicos, empresários e agricultores, a edição de 2026 se apresenta como um dos primeiros grandes eventos do calendário do agronegócio, reunindo protagonismo tecnológico e perspectivas econômicas para um setor que continua a ser um dos pilares da economia brasileira.

Fonte: Pensar Agro

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Governo inicia levantamento nacional para mapear avanço de javalis no campo

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) iniciou, na última semana, uma pesquisa nacional para identificar a presença de javalis e dimensionar os prejuízos causados pela espécie à produção agropecuária. O levantamento, aberto a produtores rurais e manejadores autorizados, vai ate 31 de maio e deve embasar, pela primeira vez com dados consolidados, políticas públicas voltadas ao controle do animal no País.

A iniciativa surge em um cenário de expansão contínua do javali no território brasileiro. Os prejuízos são estimados em centenas de milhões, podendo ultrapassar R$ 1 bilhão anualmente. A ausência de números consolidados é justamente o principal gargalo enfrentado pelo setor: há relatos recorrentes de danos severos em lavouras e pastagens, mas sem base estatística nacional que permita quantificar o impacto e orientar medidas mais efetivas.

De origem europeia, asiática e do norte da África, o javali (Sus scrofa) é uma espécie altamente adaptável, introduzida no Brasil décadas atrás e que encontrou condições favoráveis para se expandir. Sem predadores naturais relevantes e com elevada taxa reprodutiva — fêmeas podem entrar em reprodução ainda jovens e ter até três ninhadas por ano, com até uma dezena de filhotes —, a população cresce em ritmo acelerado.

No campo, os efeitos são diretos e, em muitos casos, imediatos. O ataque às lavouras ocorre desde o plantio, com o consumo de sementes, até fases mais avançadas, com o pisoteio e a destruição de plantas. O comportamento de escavação, utilizado na busca por alimento, revolve o solo, compromete sua estrutura e eleva o risco de erosão, afetando não apenas a safra atual, mas também o potencial produtivo das áreas nas temporadas seguintes.

Além das perdas agrícolas, há impactos sobre a pecuária e o meio ambiente. O javali compete por alimento com espécies nativas, predam pequenos animais, degradam áreas de vegetação e podem atuar como vetores de doenças, elevando o risco sanitário nas propriedades.

Desde 2013, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis classifica o javali como espécie exótica invasora e autoriza seu controle por meio do abate, desde que realizado por manejadores cadastrados. Na prática, no entanto, a contenção tem eficácia limitada. A combinação de hábitos noturnos, inteligência e capacidade de adaptação torna o animal difícil de capturar, exigindo estratégias combinadas que nem sempre são viáveis em grandes áreas.

Entre as medidas adotadas pelos produtores estão a caça controlada, o uso de armadilhas e a instalação de cercas elétricas. Todas, porém, apresentam limitações operacionais ou custos elevados, o que dificulta a adoção em larga escala.

Para o produtor rural, o impacto vai além da perda pontual de produtividade. Áreas invadidas por javalis frequentemente demandam replantio, correção do solo e aumento do uso de insumos, elevando o custo de produção e comprometendo a rentabilidade. Em casos recorrentes, o prejuízo se estende por várias safras.

A expectativa do governo é que os dados coletados até maio permitam identificar as regiões mais afetadas, os sistemas produtivos mais vulneráveis e a intensidade média dos danos. Os resultados devem ser divulgados no segundo semestre e servir de base para ações coordenadas de controle populacional e mitigação dos impactos.

PARA PARTICIPAR DA PESQUISA CLICANDO AQUI

CARTILHA – Paralelamente ao levantamento, o Sistema FAEP/SENAR-PR lançou uma cartilha técnica que detalha os riscos econômicos, ambientais e sanitários associados à presença do animal.

O material foi elaborado com a participação de órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná e o Exército Brasileiro, além de entidades do setor produtivo (clique aqui).

Fonte: Pensar Agro

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