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Aluno de Cuiabá vence concurso com melhor conto literário

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Com 13 anos de idade, Kauã Araújo dos Santos está matriculado desde o Pré na Escola Nova Esperança, localizada na Rodovia Palmiro Paes de Barros, Rua 14, estrada que faz divisa com o município de Santo Antônio de Leverger.

De perfil tímido, o estudante demonstra grande talento com papel e caneta para escrever diálogos e criar personagens. Felizmente, o Kauã é de uma família muito bem estruturada. Os pais são evangélicos e amam o filho, assim como os outros três que estudam conosco. A gente percebe que o apoio da família faz muita diferença. O desenvolvimento intelectual e emocional é outro quando se está cercado de amor, explica a diretora da escola, professora Jonise do Carmo Teixeira Rodrigues.

O professor João Batista Delmiria, orientador do trabalho literário, conta com orgulho que o estudante se dedicou totalmente para obter a premiação. Fui ensinando as características do gênero em sala de aula e o Kauã foi desenvolvendo muito bem. É um projeto que fortalece Língua Portuguesa, fala, produção textual, oralidade e correção de vícios de escrita. O Kauã se saiu bem em todas as etapas. É muito merecedor deste prêmio, afirma.

A diretora da Escola Nova Esperança, Jonise do Carmo Rodrigues, revela que este é o quarto ano consecutivo em que a unidade tem representantes finalistas e vencedores no concurso estudantil do Ministério Público do Trabalho. Já vencemos nas categorias conto, poesia e música. Falta apenas desenho. Vamos buscar esse reconhecimento nos próximos anos. Estamos felizes e empolgados.

O pequeno Kauã conta que o conto tem um personagem chamado Lucas porque era o nome que ele gostaria de dar ao protagonista. Gosto muito do nome Kauã, mas, em homenagem ao meu pai, decidi fazer esse conto para alguém chamado Lucas, disse.

O pai, José Jorge de Souza, também relata que se emocionou muito. Quando anunciaram, fiquei muito feliz, sem reação. Pedi a Deus para acompanhá-lo. Ainda bem que deu tudo certo. É um dia de muito orgulho, concluiu.

A mãe, Andreia dos Araújo Santos Rosa, afirma que ainda está emocionada. Quando foi anunciado, eu nem esperava. Estou até sem palavras para descrever minha emoção.

O secretário de Educação, Amauri Monge Fernandes, parabeniza todos os alunos participantes do projeto do Ministério Público do Trabalho. As conquistas da educação pública têm sabor especial. Uma conquista deste porte deixa toda a nossa equipe feliz. É prova de que a união entre alunos e professores está trazendo bons resultados.

PRÊMIO MPT NA ESCOLA 2025
Categoria:
Conto
Aluno: Kauã Araújo dos Santos Souza
Escola: EMEB Nova Esperança
Série/Ano: 7º Ano

Título: O Primeiro Passo de Lucas

Lucas tinha 15 anos e uma cabeça cheia de sonhos. Ele sempre imaginava como seria o futuro: ter sua própria casa, viajar pelo mundo e, quem sabe, abrir um negócio. Mas, quando olhava para a realidade, percebia que ainda não sabia por onde começar.

Certa tarde, durante uma aula, a professora falou sobre um programa de aprendizagem profissional. Ela explicou que era uma oportunidade para adolescentes aprenderem uma profissão enquanto ainda estudavam, recebendo acompanhamento, aulas extras e até um salário.

Lucas ficou curioso, mas também inseguro. Será que eu dou conta de trabalhar e estudar ao mesmo tempo?, pensou.

Ao chegar em casa, comentou com sua mãe, que sorriu e respondeu:

Filho, aprender nunca é demais. O trabalho não é só ganhar dinheiro. É também crescer, se desenvolver e descobrir do que você gosta.

No dia seguinte, Lucas decidiu se inscrever no programa. Pouco tempo depois, recebeu a notícia de que havia sido selecionado para uma vaga de aprendiz em uma empresa de tecnologia.

Na primeira semana, tudo parecia confuso. Palavras que ele nunca tinha ouvido: planilhas, reuniões. Mas, aos poucos, percebeu que não estava sozinho. Havia outros jovens aprendizes e um instrutor que os acompanhava, explicava cada detalhe, tirava dúvidas e mostrava que errar fazia parte do processo.

Com o tempo, Lucas aprendeu a organizar o tempo, se comunicar melhor e, principalmente, enxergar o valor do trabalho. Descobriu que, além de ganhar seu próprio dinheiro, estava desenvolvendo habilidades importantes, como responsabilidade, disciplina e trabalho em equipe.

Certo dia, o professor lhe disse algo que ficou marcado em sua mente:

Ninguém nasce sabendo. Quem começa cedo aprende não só uma profissão, mas também a ter atitude, coragem e visão de futuro.

Ao final daquele ano, Lucas não era mais o mesmo. Já sabia do que gostava, tinha planos mais claros e, o mais importante, entendia que a aprendizagem profissional foi o primeiro passo para construir o futuro que tanto sonhava.

#PraCegoVer

A foto ilustra um garoto de 13 anos, de cor parda, usando uniforme oficial da Prefeitura de Cuiabá, exibindo nas mãos o trecho do conto literário que o levou a ser reconhecido pelo Ministério Público do Trabalho. Ao fundo, há um quadro verde com a mensagem Feliz Dia dos Professores, reforçando o ambiente escolar.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Prefeitura de Cuiabá faz Cine Pipoca e fortalece convivência entre idosos

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O Centro de Convivência para Idosos (CCI) Aideê Pereira, coordenado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, localizado no bairro Novo Horizonte, promoveu uma sessão especial de Cine Pipoca neste sábado (25), com a exibição do clássico brasileiro Menino da Porteira. A iniciativa integra o planejamento das atividades desenvolvidas pela unidade e marca o início de uma semana de ações voltadas ao fortalecimento dos vínculos, da convivência e da integração entre os participantes. O filme agradou ao público presente, cerca de 30 idosos, que já clamaram por mais filmes.

Além de proporcionar um momento de lazer, a exibição, com direito a pipoca e suco e, antes, café da manhã com frutas e uma oração, foi cuidadosamente planejada pela equipe técnica do CCI como ferramenta de trabalho. A proposta de utilizar a obra teve como objetivo estimular reflexões sobre amizade, companheirismo, respeito e o viver em comunidade, valores presentes na narrativa e que fazem parte das temáticas trabalhadas diariamente com os idosos.

“Tudo o que é feito dentro do Centro de Convivência para Idosos Aideê Pereira é planejado e voltado para o benefício do idoso. Dentro dessas temáticas, nós planejamos esse filme para trabalharmos a interação social e o convívio com as pessoas, com o meio onde estão inseridos. Todas as atividades realizadas no Centro de Convivência são pensadas para proporcionar benefícios aos participantes, promovendo qualidade de vida, socialização e fortalecimento das relações interpessoais”, frisou o educador físico Douglas Vinícius Silva Lenzi.

Dona Aparecida Lima de Jesus, 68 anos, e o esposo, Manoel Cândido de Jesus, 65, estão juntos há 47 anos e compareceram para ver o filme. Ambos não conheciam a história de Menino da Porteira e gostaram. “Foi ótimo, amei”, declarou ela, com a concordância do seu Manoel, que também aplaudiu a exibição. Eles endossaram o coro dos participantes, pedindo outras produções.

Adelaide Florentina de Jesus Santana, 63 anos, também se agradou do que viu e torce para que venham mais. Ela não perde as atividades oferecidas no CCI Aideê Pereira desde que começou a frequentá-lo, há cerca de um ano, por indicação médica, e relata com gratidão a mudança que teve na vida pessoal.

“Vixi, melhorei muito depois que passei a frequentar aqui, até meus filhos agradeceram. Eu era inchada, com dores nas pernas, mal conseguia andar, estava com ansiedade, depressão. Hoje sou outra pessoa, fez bem para o meu físico e para a minha mente. Aos domingos, que não tem programação, fico em casa dormindo. Se não fosse o CCI, eu já teria morrido”, afirmou Adelaide.

Seguindo o objetivo, a programação inspirada no filme terá continuidade ao longo da semana. “Na segunda-feira, durante o encontro do grupo de coral, os idosos ensaiarão a canção Menino da Porteira ao lado do violeiro Juracy Alves do Bonfim, 89 anos, integrante do grupo de viola. A proposta é unir os dois grupos em uma apresentação especial, na terça-feira, a partir das 8h, quando apresentarão a música, reunindo o grupo de violeiros e o coral de idosos do CCI”, explicou a gerente do CCI e fisioterapeuta, Evânia Alves Tito.

O evento de terça-feira contará com baile e dinâmicas recreativas, tradição da unidade, que costuma reservar espaço para que os próprios idosos possam demonstrar seus talentos e se apresentar diante dos colegas, valorizando o protagonismo, a autoestima e a participação ativa de cada um.

O CCI Aideê Pereira oferece diversas atividades, entre elas educação física para atender diferentes perfis de idosos, pilates solo, crochê, ginástica voltada à resistência muscular, com exercícios de repetição semelhantes aos da musculação, direcionada aos idosos com maior capacidade física, aulas de mobilidade, ritmo e coordenação motora, com música e dança (como passinho), e atividades para idosos com maior dificuldade de mobilidade, com foco na redução de dores, correção da postura, melhora da mobilidade e atendimento a pessoas com algumas doenças cognitivas.

A unidade conta com 298 idosos cadastrados, sendo 120 que participam ativamente, e quatro educadores físicos. Três deles atuam no período da manhã, cada um especializado em um perfil de público, além de pedagoga e assistente social.

“O principal objetivo do trabalho é acolher, fortalecer vínculos e promover o bem-estar dos idosos, cuidando não apenas da mobilidade e da saúde física, mas também dos aspectos emocional, social e espiritual. O CCI se tornou uma segunda casa para muitos participantes, que sentem falta das atividades nos fins de semana e fazem questão de comparecer quando há programação aos sábados”, relatou Evânia.

CCI Padre Firmo

No Centro de Convivência para Idosos Padre Firmo Duarte Pinto, no Dom Aquino, o sábado foi de ‘mão na massa’. Cerca de 10 participantes produziram pizzas, pães, a tradicional cueca virada, entre outros alimentos. No final, todos puderam saborear a produção, quentinha e feita na hora.

Entre eles, o casal Maria Salete da Silva Costa, 64 anos, e o marido, Antônio, 69. Eles são casados há 45 anos, mas ele já fazia pão bem antes e costumava sempre levar para ela na época do namoro. “Ele me conquistou, levava pão para mim lá em casa quando a gente namorava, me conquistou fazendo pão”, brincou Maria Salete.

O tempo passou, vieram os filhos. Hoje, uma filha é confeiteira e toda a família acabou se envolvendo e ampliando a produção, incluindo pizzas também. “Foi uma coisa nova, tudo eu invento para ele fazer e unir a família. Para mim, é o maior prazer da minha vida ter minha família unida”.

A iniciativa foi aprovada pelos idosos, alguns levaram netos, e pela equipe do CCI, que acompanhou a atividade liderada pela gerente do CCI Padre Firmo, Ely Ane Campos de Arruda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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