Cuiabá
Alunos de Cuiabá vencem com melhores poesias que abordam trabalho infantil
Cuiabá
A estudante Clara Fernandes de Campos, matriculada no 5º ano A da Escola Maria Dimpina Lobo Duarte, localizada no bairro Chácara dos Pinheiros, em Cuiabá, foi a vencedora de um concurso literário do Ministério Público do Trabalho (MPT), pela melhor escrita de uma poesia sobre o combate ao trabalho infantil.
Também matriculado na Escola Maria Dimpina Lobo Duarte, no 5º ano B, o estudante Nicolas Antônio Moura de Souza conquistou o primeiro lugar em uma avaliação interna dos assessores pedagógicos da Secretaria Municipal de Educação (SME), todos professores de carreira da Prefeitura de Cuiabá, com uma poesia sobre o mesmo tema.
A estudante Clara Campos revelou que participou do concurso após ser incentivada por seus professores. “Gosto muito de ler e escrever. Estou lendo atualmente o livro O Diário de uma garota nada popular. Meus professores gostaram dos meus textos nas avaliações de Língua Portuguesa e me informaram dessa oportunidade. Estou muito feliz pela conquista”.
A mãe da estudante, a professora Meire Santos, elogiou o desempenho da filha. “É uma aluna muito dedicada no que faz. Me traz muito orgulho. Nós a ajudamos a ler, escrever e desenvolver melhor as pesquisas para a elaboração da poesia.”
O pai, o gerente comercial Welton Santos, afirmou que Clara recebe incentivos diários para estudar. “Seja na escola ou na família, sempre conversamos que a leitura e a matemática são fundamentais nesta fase de aprendizagem”.
O estudante Nicolas Antônio Moura de Souza, vencedor da melhor poesia pelos critérios da SME, contou que foi incentivado pela mãe, a professora Meirilene Moura, a desenvolver o texto. “Eu gosto muito de ler crônicas. Levei uma tarde para escrever, com o apoio da minha mãe e da minha prima. Pretendo estudar e ler mais a cada dia”.
A mãe de Nicolas comentou sobre a importância do incentivo. “O sorriso de um filho é o combustível do coração da mãe. É sempre bom abrir os olhos para além do universo infantil. Ter uma criança desenvolvendo uma visão sobre os problemas sociais é uma contribuição para o mundo. Fico realizada com a minha participação”.
Avaliações
O secretário de Educação, Amauri Monge Fernandes, enalteceu a conquista dos estudantes. “É uma honra ver alunos de Cuiabá demonstrando talento por meio da arte. Isso engrandece a educação pública e mostra o comprometimento de professores e pais pelos melhores resultados”, afirmou.
A diretora da Escola Maria Dimpina Lobo Duarte, professora Fernanda Rosa, também exaltou o talento dos jovens estudantes. “Esses estudantes são orgulho da nossa escola. É muito bom ver o talento e a criatividade deles sendo reconhecidos. Parabéns de coração! Eles nos enchem de alegria e mostram que a arte e a poesia têm um poder incrível de transformar e inspirar”, disse.
Entenda
O projeto Ministério Público do Trabalho nas Escolas é resultado de uma parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SME) da Prefeitura de Cuiabá, que visa incluir temas relativos ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no conteúdo pedagógico das escolas.
A Comissão Julgadora Estadual do Prêmio MPT na Escola 2025 concluiu, em setembro, a avaliação dos trabalhos inscritos na etapa regional do concurso e selecionou as melhores produções artístico-culturais em quatro categorias: Conto, Desenho, Música e Poesia.
Em 2025, o prêmio foi dividido em dois grupos temáticos compostos por estudantes da rede pública do ensino fundamental. O Grupo I reuniu alunos do 4º e 5º anos, que trabalharam o tema Trabalho Infantil, e o Grupo II, formado por estudantes do 6º e 7º anos, abordou o tema Profissionalização do Adolescente/Aprendizagem Profissional.
Nesta edição, a Comissão Julgadora Estadual foi composta pelas servidoras Laís Hoshino Kobayashi e Ingrid Luize Bonadiman Arakaki, além do estudante Vitor Hugo da Silva Polita, campeão da etapa estadual em 2023 na categoria Poesia, que também conquistou o segundo lugar nacional no mesmo ano.
Poema de Clara Fernandes de Campos — Criança e Brincar
Eu vejo o sol pela janela
Criança não foi feita
Pra viver só de dever
Tem direito a brincar
Aprender a crescer.
Não foi feita pra vender balas no sinal
Nem pra carregar sacolas
No calor do sol igual.
Tenho as mãos cheias de calinhos
Carrego sacos, empurro o chão
Queria lápis, livros, amigos
Mas só me dão empurrão.
Às vezes sonho bem baixinho
Com bala, corda e pião
Mas acordo e lá está o balde
Preparado esperando a minha mão.
Quero escola, quero história
Quero aprender a ler e escrever
Quero ter tempo de ser criança
Não quero ter medo de viver.
Será que alguém vai me escutar?
Será que alguém vai me entender?
Eu sou criança, não ferramenta
Eu só quero crescer.
Poema de Nicolas Antônio Moura de Souza — Bem Longe da Exploração
Eu ainda sou criança, mas uma coisa sei dizer,
Tenho direito de brincar, estudar e aprender.
O ECA me assegura com absoluta prioridade,
Direito à vida, saúde, alimentação, cultura e dignidade.
Além destes, ainda posso citar:
Educação, lazer, respeito e convivência familiar.
Mas mesmo sendo pequeno, é de meu conhecimento
Que existem muitas crianças em estado de sofrimento,
Sem os direitos necessários para o seu desenvolvimento.
Isso pode ser notado no trabalho infantil,
Que mesmo sendo ilegal, é realidade de muitas crianças no Brasil.
Toda forma de trabalho infantil nós devemos combater,
E juntos, esse problema mundial podemos resolver.
Crianças com direitos garantidos
Crescem saudáveis e se desenvolvem bem.
Para esse sonho ser realidade,
Não tenha medo — disque 100.
Crianças são conhecidas como o futuro da nação,
Seu lugar é na escola, bem longe da exploração.
#PraCegoVer
A foto ilustra o estudante Nicolas Antônio Moura de Souza, vestido com o uniforme oficial da Prefeitura de Cuiabá, conversando com a estudante Clara Fernandes de Campos, que usa um vestido vermelho. Ambos estão no pátio da Escola Maria Dimpina Lobo Duarte Monteiro.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Prefeitura de Cuiabá faz Cine Pipoca e fortalece convivência entre idosos
O Centro de Convivência para Idosos (CCI) Aideê Pereira, coordenado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, localizado no bairro Novo Horizonte, promoveu uma sessão especial de Cine Pipoca neste sábado (25), com a exibição do clássico brasileiro Menino da Porteira. A iniciativa integra o planejamento das atividades desenvolvidas pela unidade e marca o início de uma semana de ações voltadas ao fortalecimento dos vínculos, da convivência e da integração entre os participantes. O filme agradou ao público presente, cerca de 30 idosos, que já clamaram por mais filmes.
Além de proporcionar um momento de lazer, a exibição, com direito a pipoca e suco e, antes, café da manhã com frutas e uma oração, foi cuidadosamente planejada pela equipe técnica do CCI como ferramenta de trabalho. A proposta de utilizar a obra teve como objetivo estimular reflexões sobre amizade, companheirismo, respeito e o viver em comunidade, valores presentes na narrativa e que fazem parte das temáticas trabalhadas diariamente com os idosos.
“Tudo o que é feito dentro do Centro de Convivência para Idosos Aideê Pereira é planejado e voltado para o benefício do idoso. Dentro dessas temáticas, nós planejamos esse filme para trabalharmos a interação social e o convívio com as pessoas, com o meio onde estão inseridos. Todas as atividades realizadas no Centro de Convivência são pensadas para proporcionar benefícios aos participantes, promovendo qualidade de vida, socialização e fortalecimento das relações interpessoais”, frisou o educador físico Douglas Vinícius Silva Lenzi.
Dona Aparecida Lima de Jesus, 68 anos, e o esposo, Manoel Cândido de Jesus, 65, estão juntos há 47 anos e compareceram para ver o filme. Ambos não conheciam a história de Menino da Porteira e gostaram. “Foi ótimo, amei”, declarou ela, com a concordância do seu Manoel, que também aplaudiu a exibição. Eles endossaram o coro dos participantes, pedindo outras produções.
Adelaide Florentina de Jesus Santana, 63 anos, também se agradou do que viu e torce para que venham mais. Ela não perde as atividades oferecidas no CCI Aideê Pereira desde que começou a frequentá-lo, há cerca de um ano, por indicação médica, e relata com gratidão a mudança que teve na vida pessoal.
“Vixi, melhorei muito depois que passei a frequentar aqui, até meus filhos agradeceram. Eu era inchada, com dores nas pernas, mal conseguia andar, estava com ansiedade, depressão. Hoje sou outra pessoa, fez bem para o meu físico e para a minha mente. Aos domingos, que não tem programação, fico em casa dormindo. Se não fosse o CCI, eu já teria morrido”, afirmou Adelaide.
Seguindo o objetivo, a programação inspirada no filme terá continuidade ao longo da semana. “Na segunda-feira, durante o encontro do grupo de coral, os idosos ensaiarão a canção Menino da Porteira ao lado do violeiro Juracy Alves do Bonfim, 89 anos, integrante do grupo de viola. A proposta é unir os dois grupos em uma apresentação especial, na terça-feira, a partir das 8h, quando apresentarão a música, reunindo o grupo de violeiros e o coral de idosos do CCI”, explicou a gerente do CCI e fisioterapeuta, Evânia Alves Tito.
O evento de terça-feira contará com baile e dinâmicas recreativas, tradição da unidade, que costuma reservar espaço para que os próprios idosos possam demonstrar seus talentos e se apresentar diante dos colegas, valorizando o protagonismo, a autoestima e a participação ativa de cada um.
O CCI Aideê Pereira oferece diversas atividades, entre elas educação física para atender diferentes perfis de idosos, pilates solo, crochê, ginástica voltada à resistência muscular, com exercícios de repetição semelhantes aos da musculação, direcionada aos idosos com maior capacidade física, aulas de mobilidade, ritmo e coordenação motora, com música e dança (como passinho), e atividades para idosos com maior dificuldade de mobilidade, com foco na redução de dores, correção da postura, melhora da mobilidade e atendimento a pessoas com algumas doenças cognitivas.
A unidade conta com 298 idosos cadastrados, sendo 120 que participam ativamente, e quatro educadores físicos. Três deles atuam no período da manhã, cada um especializado em um perfil de público, além de pedagoga e assistente social.
“O principal objetivo do trabalho é acolher, fortalecer vínculos e promover o bem-estar dos idosos, cuidando não apenas da mobilidade e da saúde física, mas também dos aspectos emocional, social e espiritual. O CCI se tornou uma segunda casa para muitos participantes, que sentem falta das atividades nos fins de semana e fazem questão de comparecer quando há programação aos sábados”, relatou Evânia.
CCI Padre Firmo
No Centro de Convivência para Idosos Padre Firmo Duarte Pinto, no Dom Aquino, o sábado foi de ‘mão na massa’. Cerca de 10 participantes produziram pizzas, pães, a tradicional cueca virada, entre outros alimentos. No final, todos puderam saborear a produção, quentinha e feita na hora.
Entre eles, o casal Maria Salete da Silva Costa, 64 anos, e o marido, Antônio, 69. Eles são casados há 45 anos, mas ele já fazia pão bem antes e costumava sempre levar para ela na época do namoro. “Ele me conquistou, levava pão para mim lá em casa quando a gente namorava, me conquistou fazendo pão”, brincou Maria Salete.
O tempo passou, vieram os filhos. Hoje, uma filha é confeiteira e toda a família acabou se envolvendo e ampliando a produção, incluindo pizzas também. “Foi uma coisa nova, tudo eu invento para ele fazer e unir a família. Para mim, é o maior prazer da minha vida ter minha família unida”.
A iniciativa foi aprovada pelos idosos, alguns levaram netos, e pela equipe do CCI, que acompanhou a atividade liderada pela gerente do CCI Padre Firmo, Ely Ane Campos de Arruda.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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