Cuiabá
CMI soma 560 atendimentos na primeira semana de funcionamento
Cuiabá
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), registra um início expressivo de atendimentos no Centro Médico Infantil (CMI), que somou 560 atendimentos pediátricos na primeira semana de funcionamento, entre os dias 19 e 26 de dezembro. Os números confirmam a relevância da nova unidade especializada para o fortalecimento da rede municipal de saúde e para a ampliação do cuidado exclusivo às crianças da capital.
Conforme dados da direção da unidade, foram realizados 77 atendimentos no dia 19, 68 no dia 20, 91 no dia 21, 68 no dia 22, 73 no dia 23, 48 no dia 24, 51 no dia 25 e 84 atendimentos no dia 26, até o momento. A média diária evidencia a alta demanda e a rápida consolidação do CMI como referência no atendimento pediátrico.
Para a secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, os números refletem o impacto imediato da unidade na rede. “O Centro Médico Infantil foi planejado para garantir atendimento exclusivo, qualificado e humanizado às nossas crianças. Esses primeiros dias de funcionamento mostram que a unidade já cumpre um papel fundamental na organização dos fluxos pediátricos e no fortalecimento da assistência à população”, destacou.
Entregue oficialmente à população no dia 18 de dezembro e aberto ao público no dia seguinte, o Centro Médico Infantil passou a organizar os fluxos de atendimento às crianças, ampliando a resolutividade dos serviços e contribuindo para desafogar as unidades de urgência e emergência do município.
A unidade conta com aproximadamente 183 servidores, entre médicos, enfermeiros, técnicos, equipes multiprofissionais e apoio assistencial. Deste total, 35 médicos pediatras reforçam diretamente a rede municipal, somando-se aos 45 profissionais que já atuam em Unidades de Saúde da Família, Centros de Especialidades Médicas (CEMs), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), equipes multiprofissionais, setores de regulação e UTIs Pediátricas.
Localizado em área anexa ao antigo Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá, na Avenida General Valle, o CMI recebeu investimento de R$ 11,8 milhões. As obras foram retomadas em janeiro de 2025, por determinação do prefeito Abilio Brunini, dentro do processo de reestruturação da saúde pública municipal.
O Centro Médico Infantil dispõe de 28 leitos, seis consultórios médicos, duas salas de triagem, salas vermelha, amarela e verde, além de sala de curativo, sala de inalação, exames laboratoriais, sala de procedimentos invasivos, isolamento, farmácia, Núcleo Interno de Regulação, consultório odontológico, setor administrativo e demais espaços de apoio.
Um dos diferenciais da unidade é o atendimento odontológico pediátrico 24 horas, com consultório preparado para urgências e emergências, além de assistência especializada para crianças com necessidades especiais. O pronto atendimento foi projetado com ambientação lúdica e acolhedora, proporcionando mais conforto às crianças e tranquilidade aos acompanhantes.
Com estrutura moderna, equipe ampliada e integração com os demais pontos da rede municipal, o Centro Médico Infantil consolida um avanço estratégico na política de saúde pediátrica de Cuiabá, garantindo mais organização, eficiência e cuidado humanizado às crianças cuiabanas.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Vereadora Michelly Alencar destaca entrada em vigor do ECA Digital
Durante a sessão ordinária desta terça-feira (17), na Câmara Municipal de Cuiabá (on-line), a vereadora Michelly Alencar (União Brasil) utilizou a tribuna para destacar a entrada em vigor do ECA Digital, atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente voltada à proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual.
Em sua fala, a parlamentar ressaltou que a nova legislação representa um avanço importante no enfrentamento aos riscos presentes nas plataformas digitais. O ECA Digital, sancionado em 17 de setembro de 2025 e que passa a valer oficialmente nesta terça-feira (17 de março de 2026), estabelece normas e diretrizes voltadas à proteção de menores de 18 anos nas redes sociais, jogos, aplicativos e demais ambientes digitais.
Michelly enfatizou que o Estatuto já possui instrumentos de proteção à infância e àadolescência, mas que a atualização se tornou necessária diante da realidade digital vivida atualmente por crianças e adolescentes.
Segundo a vereadora, o ECA Digital prevê mecanismos como verificação de idade em plataformas, maior controle sobre conteúdos inadequados e medidas de combate a crimes digitais, incluindo exploração sexual, assédio, aliciamento de menores, violência online e divulgação de conteúdos impróprios.
Durante o pronunciamento, Michelly também alertou para a necessidade de atenção das famílias ao comportamento digital dos filhos. A parlamentar destacou que, embora a internet seja uma realidade presente no cotidiano, é fundamental que pais e responsáveis acompanhem os ambientes virtuais frequentados por crianças e adolescentes.
“A internet é uma realidade e faz parte da nossa rotina, mas precisamos lidar com esse ambiente de forma responsável e segura, garantindo que nossas crianças estejam protegidas”, ressaltou.
A vereadora ainda reforçou que a nova legislação deve ser aplicada e respeitada por todas as plataformas digitais, contribuindo para a construção de um ambiente online mais seguro para crianças e adolescentes.
Michelly Alencar também reiterou seu compromisso com pautas voltadas à proteção da infância e afirmou que seguirá acompanhando a implementação das novas medidas previstas no ECA Digital.
Mato Grosso
Entre 2019 e 2023, houve aumento de cerca de 13% nos crimes contra crianças e adolescentes no estado, incluindo ocorrências ligadas ao ambiente digital.
A internet aparece entre os principais locais onde ocorrem crimes contra menores, junto com residências e escolas.
Municípios com maior número de casos
Dados do sistema de justiça indicam maior concentração de processos envolvendo crianças e adolescentes em cidades como:
Cuiabá
Rondonópolis
Várzea Grande
Sinop
Primavera do Leste.
Judiciário MT
Tendência e alerta das autoridades
Especialistas e órgãos de proteção alertam que o crescimento do acesso à internet e das redes sociais entre jovens tem ampliado os riscos de crimes digitais contra crianças e adolescentes, exigindo políticas de prevenção, educação digital e maior fiscalização das plataformas.
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