Cuiabá
Exposição “Unidos pela Arte” convida o público a um encontro com a diversidade artística
Cuiabá
Em meio ao ritmo mais leve do fim de ano e ao início de um novo ciclo, a exposição “Unidos pela Arte” se consolida como uma excelente opção de lazer e cultura em Cuiabá. Aberta ao público desde o dia 6 de dezembro, no Museu da Caixa D’Água Velha, a mostra segue em cartaz até 25 de janeiro de 2026, reunindo diferentes linguagens, trajetórias e sensibilidades artísticas em um espaço histórico da Capital.
Com curadoria de Ari Carvalho e co-curadoria de Bia Pinheiro, a exposição nasce do desejo de criar um território de encontro entre artistas e públicos diversos, valorizando a força da coletividade sem apagar as identidades individuais. “A proposta é evidenciar a potência do coletivo, reunindo diferentes olhares, experiências e linguagens, unidos pelo compromisso com a arte como expressão de pertencimento, diálogo e construção cultural”, explica o curador.
O percurso expositivo apresenta uma produção plural, com pinturas, desenhos, obras contemporâneas e técnicas mistas, que dialogam entre si e convidam o visitante a uma experiência sensível e acessível. Os trabalhos abordam temas como identidade, memória, cotidiano, cultura regional, espiritualidade e questões humanas universais, refletindo tanto a diversidade dos artistas quanto o cuidado curatorial em criar conexões entre as obras.
Para Ari Carvalho, a exposição se apresenta como um convite à pausa e à contemplação, especialmente neste período do ano. “Em um momento de renovação, a mostra oferece a oportunidade de se reconectar com a arte, com a cidade e com os artistas locais, em um espaço acolhedor e carregado de significado histórico”, destaca.
Esse diálogo entre passado e presente é potencializado pelo próprio local da exposição. O Museu do Morro da Caixa D’Água Velha, sob gestão da Prefeitura de Cuiabá, tem se afirmado como um espaço de democratização do acesso à arte e de valorização da produção contemporânea. “O museu cumpre um papel fundamental ao sediar exposições coletivas como esta, aproximando diferentes gerações e públicos, além de fortalecer a cena artística local”, avalia o curador.
Em sintonia com o conceito da mostra, a curadoria optou por não destacar uma obra específica. O protagonismo está no conjunto, na convivência entre técnicas, discursos e narrativas visuais. “O espírito de ‘Unidos pela Arte’ está justamente nessa união de vozes e olhares, que se complementam e constroem um sentido coletivo”, reforça Ari Carvalho.
Aberta gratuitamente à população, a exposição reafirma o Museu do Morro da Caixa D’Água Velha como um espaço vivo, plural e acessível, oferecendo ao público uma experiência cultural significativa durante o recesso de fim de ano e o início de 2026.
Serviço
O quê: Exposição “Unidos pela Arte”
Quando: Até 25 de janeiro de 2026
Onde: Museu do Morro da Caixa D’Água Velha – Cuiabá
Entrada: Gratuita
Visitação: De segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Prefeitura de Cuiabá faz Cine Pipoca e fortalece convivência entre idosos
O Centro de Convivência para Idosos (CCI) Aideê Pereira, coordenado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, localizado no bairro Novo Horizonte, promoveu uma sessão especial de Cine Pipoca neste sábado (25), com a exibição do clássico brasileiro Menino da Porteira. A iniciativa integra o planejamento das atividades desenvolvidas pela unidade e marca o início de uma semana de ações voltadas ao fortalecimento dos vínculos, da convivência e da integração entre os participantes. O filme agradou ao público presente, cerca de 30 idosos, que já clamaram por mais filmes.
Além de proporcionar um momento de lazer, a exibição, com direito a pipoca e suco e, antes, café da manhã com frutas e uma oração, foi cuidadosamente planejada pela equipe técnica do CCI como ferramenta de trabalho. A proposta de utilizar a obra teve como objetivo estimular reflexões sobre amizade, companheirismo, respeito e o viver em comunidade, valores presentes na narrativa e que fazem parte das temáticas trabalhadas diariamente com os idosos.
“Tudo o que é feito dentro do Centro de Convivência para Idosos Aideê Pereira é planejado e voltado para o benefício do idoso. Dentro dessas temáticas, nós planejamos esse filme para trabalharmos a interação social e o convívio com as pessoas, com o meio onde estão inseridos. Todas as atividades realizadas no Centro de Convivência são pensadas para proporcionar benefícios aos participantes, promovendo qualidade de vida, socialização e fortalecimento das relações interpessoais”, frisou o educador físico Douglas Vinícius Silva Lenzi.
Dona Aparecida Lima de Jesus, 68 anos, e o esposo, Manoel Cândido de Jesus, 65, estão juntos há 47 anos e compareceram para ver o filme. Ambos não conheciam a história de Menino da Porteira e gostaram. “Foi ótimo, amei”, declarou ela, com a concordância do seu Manoel, que também aplaudiu a exibição. Eles endossaram o coro dos participantes, pedindo outras produções.
Adelaide Florentina de Jesus Santana, 63 anos, também se agradou do que viu e torce para que venham mais. Ela não perde as atividades oferecidas no CCI Aideê Pereira desde que começou a frequentá-lo, há cerca de um ano, por indicação médica, e relata com gratidão a mudança que teve na vida pessoal.
“Vixi, melhorei muito depois que passei a frequentar aqui, até meus filhos agradeceram. Eu era inchada, com dores nas pernas, mal conseguia andar, estava com ansiedade, depressão. Hoje sou outra pessoa, fez bem para o meu físico e para a minha mente. Aos domingos, que não tem programação, fico em casa dormindo. Se não fosse o CCI, eu já teria morrido”, afirmou Adelaide.
Seguindo o objetivo, a programação inspirada no filme terá continuidade ao longo da semana. “Na segunda-feira, durante o encontro do grupo de coral, os idosos ensaiarão a canção Menino da Porteira ao lado do violeiro Juracy Alves do Bonfim, 89 anos, integrante do grupo de viola. A proposta é unir os dois grupos em uma apresentação especial, na terça-feira, a partir das 8h, quando apresentarão a música, reunindo o grupo de violeiros e o coral de idosos do CCI”, explicou a gerente do CCI e fisioterapeuta, Evânia Alves Tito.
O evento de terça-feira contará com baile e dinâmicas recreativas, tradição da unidade, que costuma reservar espaço para que os próprios idosos possam demonstrar seus talentos e se apresentar diante dos colegas, valorizando o protagonismo, a autoestima e a participação ativa de cada um.
O CCI Aideê Pereira oferece diversas atividades, entre elas educação física para atender diferentes perfis de idosos, pilates solo, crochê, ginástica voltada à resistência muscular, com exercícios de repetição semelhantes aos da musculação, direcionada aos idosos com maior capacidade física, aulas de mobilidade, ritmo e coordenação motora, com música e dança (como passinho), e atividades para idosos com maior dificuldade de mobilidade, com foco na redução de dores, correção da postura, melhora da mobilidade e atendimento a pessoas com algumas doenças cognitivas.
A unidade conta com 298 idosos cadastrados, sendo 120 que participam ativamente, e quatro educadores físicos. Três deles atuam no período da manhã, cada um especializado em um perfil de público, além de pedagoga e assistente social.
“O principal objetivo do trabalho é acolher, fortalecer vínculos e promover o bem-estar dos idosos, cuidando não apenas da mobilidade e da saúde física, mas também dos aspectos emocional, social e espiritual. O CCI se tornou uma segunda casa para muitos participantes, que sentem falta das atividades nos fins de semana e fazem questão de comparecer quando há programação aos sábados”, relatou Evânia.
CCI Padre Firmo
No Centro de Convivência para Idosos Padre Firmo Duarte Pinto, no Dom Aquino, o sábado foi de ‘mão na massa’. Cerca de 10 participantes produziram pizzas, pães, a tradicional cueca virada, entre outros alimentos. No final, todos puderam saborear a produção, quentinha e feita na hora.
Entre eles, o casal Maria Salete da Silva Costa, 64 anos, e o marido, Antônio, 69. Eles são casados há 45 anos, mas ele já fazia pão bem antes e costumava sempre levar para ela na época do namoro. “Ele me conquistou, levava pão para mim lá em casa quando a gente namorava, me conquistou fazendo pão”, brincou Maria Salete.
O tempo passou, vieram os filhos. Hoje, uma filha é confeiteira e toda a família acabou se envolvendo e ampliando a produção, incluindo pizzas também. “Foi uma coisa nova, tudo eu invento para ele fazer e unir a família. Para mim, é o maior prazer da minha vida ter minha família unida”.
A iniciativa foi aprovada pelos idosos, alguns levaram netos, e pela equipe do CCI, que acompanhou a atividade liderada pela gerente do CCI Padre Firmo, Ely Ane Campos de Arruda.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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