Cuiabá

Vereadora Katiuscia repudia episódios de violência contra prefeita e jornalista

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Cuiabá

A semana foi marcada por episódios de violência que atingiram mulheres em diferentes contextos. A vereadora Katiuscia Manteli (PSB) manifestou-se publicamente, repudiando tanto o ataque verbal contra a prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira (PSDB), quanto a agressão física sofrida pela jornalista Angélica Gomes, em Cuiabá.

Segundo a parlamentar, casos como esses não podem ser naturalizados.

“Não importa o tipo, não importa o nível da violência: as mulheres precisam ser respeitadas. A prefeita Iraci e a jornalista Angélica têm a nossa solidariedade e o nosso apoio”, declarou.

Katiuscia também cobrou providências das autoridades.

“Esperamos uma atitude da Câmara Municipal em relação ao vereador Gilson e que os órgãos competentes responsabilizem o policial aposentado que agrediu a jornalista.”

Para a vereadora, a mensagem precisa ser clara: nenhum tipo de violência contra mulheres será tolerado.

Violências em sequência

Na sessão da Câmara Municipal de Pedra Preta, realizada na última segunda-feira (25), o vereador Gilson José de Souza (União Brasil) chamou a prefeita Iraci Ferreira de “cachorra viciada em pedir votos” em assentamentos.

Para Katiuscia, a fala do colega configura violência política de gênero e representa “uma atitude nojenta e baixa”.

Além desse episódio, a vereadora também destacou a agressão sofrida pela jornalista Angélica Gomes, que levou um soco de um policial aposentado enquanto realizava a cobertura de um acidente na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá.

“Duas mulheres foram violentadas: uma verbalmente, outra fisicamente. Ambas estavam apenas exercendo suas funções”, reforçou.

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Cuiabá

Vereadora Michelly Alencar destaca entrada em vigor do ECA Digital

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Durante a sessão ordinária desta terça-feira (17), na Câmara Municipal de Cuiabá (on-line), a vereadora Michelly Alencar (União Brasil) utilizou a tribuna para destacar a entrada em vigor do ECA Digital, atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente voltada à proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual.

Em sua fala, a parlamentar ressaltou que a nova legislação representa um avanço importante no enfrentamento aos riscos presentes nas plataformas digitais. O ECA Digital, sancionado em 17 de setembro de 2025 e que passa a valer oficialmente nesta terça-feira (17 de março de 2026), estabelece normas e diretrizes voltadas à proteção de menores de 18 anos nas redes sociais, jogos, aplicativos e demais ambientes digitais.

Michelly enfatizou que o Estatuto já possui instrumentos de proteção à infância e àadolescência, mas que a atualização se tornou necessária diante da realidade digital vivida atualmente por crianças e adolescentes.

Segundo a vereadora, o ECA Digital prevê mecanismos como verificação de idade em plataformas, maior controle sobre conteúdos inadequados e medidas de combate a crimes digitais, incluindo exploração sexual, assédio, aliciamento de menores, violência online e divulgação de conteúdos impróprios.

Durante o pronunciamento, Michelly também alertou para a necessidade de atenção das famílias ao comportamento digital dos filhos. A parlamentar destacou que, embora a internet seja uma realidade presente no cotidiano, é fundamental que pais e responsáveis acompanhem os ambientes virtuais frequentados por crianças e adolescentes.

“A internet é uma realidade e faz parte da nossa rotina, mas precisamos lidar com esse ambiente de forma responsável e segura, garantindo que nossas crianças estejam protegidas”, ressaltou.

A vereadora ainda reforçou que a nova legislação deve ser aplicada e respeitada por todas as plataformas digitais, contribuindo para a construção de um ambiente online mais seguro para crianças e adolescentes.

Michelly Alencar também reiterou seu compromisso com pautas voltadas à proteção da infância e afirmou que seguirá acompanhando a implementação das novas medidas previstas no ECA Digital.

 Mato Grosso

Entre 2019 e 2023, houve aumento de cerca de 13% nos crimes contra crianças e adolescentes no estado, incluindo ocorrências ligadas ao ambiente digital.

A internet aparece entre os principais locais onde ocorrem crimes contra menores, junto com residências e escolas.

Municípios com maior número de casos

Dados do sistema de justiça indicam maior concentração de processos envolvendo crianças e adolescentes em cidades como:

Cuiabá

Rondonópolis

Várzea Grande

Sinop

Primavera do Leste. 

Judiciário MT

 Tendência e alerta das autoridades

Especialistas e órgãos de proteção alertam que o crescimento do acesso à internet e das redes sociais entre jovens tem ampliado os riscos de crimes digitais contra crianças e adolescentes, exigindo políticas de prevenção, educação digital e maior fiscalização das plataformas.

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