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Mulheres no Legislativo: elas também são a cara da Câmara de Cuiabá

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Sabe aquela sensação de chegar a um lugar e sentir um ambiente receptivo e aconchegante? Esse é o resultado do trabalho diário de 8 mulheres que são fundamentais para o funcionamento da Câmara Municipal de Cuiabá.

E não estamos falando das 8 vereadoras que fizeram o parlamento cuiabano ser o primeiro do Brasil a ter uma Mesa Diretora composta inteiramente por mulheres. Um marco na história política do país.&nbsp

Esse texto rende uma homenagem ao trabalho de outras 8 mulheres que, muitas vezes, é invisível para a sociedade – e até para quem se beneficia diretamente dele. O trabalho da equipe liderada por Zilma Gomes Pereira, supervisora de serviços gerais da Câmara de Cuiabá.

“As meninas sentem esse privilégio de chegar e deixar tudo cheiroso, pronto para receber os servidores e a população. Temos oito colaboradoras, cada uma com sua história e particularidade, verdadeiros exemplos de vida. Elas acordam cedo, algumas chegam às 5h da manhã, e realizam o trabalho com excelência. No nosso lar, buscamos conforto, e aqui não é diferente”, destaca.

No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, é importante destacar a presença feminina em todos os setores, especialmente nos cargos de liderança. Mas não podemos esquecer aquelas que também garantem o bom funcionamento de tudo. Zilma, que tem 41 anos e é mãe solo, valoriza a união entre elas no ambiente de trabalho e compartilha os desafios dessa condição. A presença de mulheres nos cargos de poder é uma inspiração.

“Considero as meninas como uma família, porque passamos mais tempo juntas do que em casa. Sinto-me honrada em ser mãe solo e cuidar da minha filha sozinha, desde os seis anos. A mulher tem conquistado espaços, mas ainda há muito a ser feito. Incentivo a união feminina, pois juntas somos mais fortes”, acredita Zilma.

Geisibel, 41 anos, mãe de três filhos, trabalha há oito na Câmara. E é capaz de se perceber com um olhar que vai além da limpeza.

“Gosto muito de trabalhar aqui. Os servidores são educados e o ambiente é agradável. Aqui é como se fosse minha casa. Como mulher, sinto-me grata em poder cuidar de cada cantinho da Câmara. Sinto-me bem em cuidar das pessoas através do meu trabalho”, conta Geisibel.

Além dela, o time liderado pela Zilma ainda tem a Renilda, a Alessandra, a Maria Aparecida, a Conceição, a Lúcia, a Alana e a Lourdes. O trabalho silencioso dessas mulheres é a base para que a engrenagem do Legislativo funcione. Elas são a personificação do cuidado, da dedicação e da força feminina que, juntas, constroem um espaço público mais acolhedor para todos.

Que as histórias dessas mulheres nos inspirem a reconhecer e valorizar a importância de cada uma delas na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.



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Várzea Grande

Várzea Grande celebra o Dia da Mulher Negra com debates, empreendedorismo e valorização da ancestralidade

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A Orla Alameda, em Várzea Grande, foi palco na manhã deste sábado (25) do V Seminário das Pretas, evento realizado em alusão ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e ao Dia Nacional de Tereza de Benguela. A programação reuniu feira de empreendedorismo, rodas de conversa, palestras e exposições, promovendo reflexões sobre a valorização da cultura afro-brasileira, a ancestralidade e os desafios enfrentados pelas mulheres negras.

Realizado pelo Fórum das Pretas, o encontro contou com o apoio da Prefeitura de Várzea Grande e reuniu representantes de movimentos sociais, empreendedoras, lideranças comunitárias e a população em geral em um espaço de diálogo, fortalecimento e celebração da identidade negra.

Coordenadora do Fórum das Pretas, Elis Regina Prates explicou que o seminário já se consolidou como um importante momento de reflexão e fortalecimento da luta das mulheres negras no município.

“Estamos realizando o quinto Seminário das Pretas por ocasião do 25 de julho, data que celebra o Dia Internacional das Mulheres Negras Latino-Americanas e Caribenhas e também o Dia Nacional de Tereza de Benguela. É uma oportunidade para refletirmos sobre nossa cultura, fortalecer nossas manifestações e renovar as energias para seguir enfrentando as batalhas diárias das mulheres negras.”

Segundo Elis, o evento também busca chamar atenção para as desigualdades sociais ainda vividas por esse público.

“As mulheres negras ainda são maioria entre as mães solo, estão em grande parte no mercado informal de trabalho, são as maiores vítimas da violência doméstica e continuam sendo as principais cuidadoras das famílias. Precisamos discutir políticas públicas que contribuam para mudar essa realidade e garantir mais oportunidades.”

Além da programação cultural, a feira de empreendedorismo deu visibilidade ao trabalho de mulheres negras que comercializaram artesanato, alimentos, vestuário e outros produtos, incentivando a geração de renda e o fortalecimento da economia criativa.

Durante o seminário também foram realizadas duas mesas de debates. A primeira abordou a importância da ancestralidade e do legado das mulheres que abriram caminhos para as novas gerações. Já a segunda discutiu políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial e de gênero, apontando avanços, desafios e propostas para ampliar direitos e melhorar a qualidade de vida das mulheres negras.

Ao defender medidas que ampliem a inclusão social, Elis destacou a importância de políticas afirmativas.

“Hoje entendemos que as cotas são uma forma de minimizar as desigualdades e criar oportunidades. Precisamos ampliar o acesso ao trabalho, à moradia e fortalecer políticas que garantam mais dignidade para as mulheres negras, especialmente aquelas que são chefes de família.”

Representando a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), a superintendente de Cultura, Luh Arruda, ressaltou que abrir os espaços públicos para manifestações culturais e sociais é uma forma de valorizar a identidade do povo várzea-grandense e fortalecer a participação popular.

“A Orla Alameda é um espaço de todos e deve acolher iniciativas que preservam a memória, valorizam a cultura e promovem o diálogo. Apoiar eventos como o Seminário das Pretas é reconhecer a importância da identidade afro-brasileira na formação da nossa cidade e reafirmar o compromisso da gestão municipal com uma cultura democrática, inclusiva e acessível. Cada encontro como este fortalece a luta por igualdade e mantém viva a história e as tradições da nossa população.”

Ao reunir cultura, empreendedorismo e debates sobre direitos, o V Seminário das Pretas reafirmou a importância da mobilização social na construção de uma sociedade mais justa e igualitária, celebrando a força, a resistência e o protagonismo das mulheres negras em Várzea Grande.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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