Sorriso
Auditório Farroupilha recebe encontro voltado à Segurança Médica
Sorriso
Evento reuniu autoridades e especialistas para discutir a Resolução CFM nº 2.444/2025
Na noite desta quarta-feira (08), o Auditório Farroupilha foi palco de um importante encontro dedicado à Segurança Médica, reunindo profissionais da saúde, estudantes e representantes de entidades médicas. O evento trouxe à pauta os desafios e as medidas necessárias para garantir ambientes de trabalho mais seguros aos médicos em todo o país, a partir da Resolução CFM n.º 2.444/2025.
Promovido pela Prefeitura de Sorriso, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), em parceria com a Associação Médica de Sorriso (AMS), o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Instituto Tupã, o evento marcou um espaço de reflexão sobre o cuidado com quem dedica a vida a cuidar do outro.
O encontro teve como propósito fortalecer a valorização e a proteção dos médicos e discutir as condições éticas, jurídicas e institucionais que envolvem o exercício da profissão. A proposta também abriu espaço para o diálogo entre profissionais e acadêmicos, estimulando a troca de experiências e a reflexão sobre o cotidiano da Medicina, uma prática que exige preparo, empatia e respaldo institucional.
O secretário municipal de Saúde, Dr. Vânio Jordani, destacou que garantir segurança é também cuidar de quem cuida e que o enfrentamento à violência contra médicos não é uma tarefa isolada, depende da união entre o poder público, as entidades de classe, as forças de segurança e a comunidade.
“Cuidar de vidas também significa garantir que o próprio médico esteja protegido, amparado e respeitado em sua missão. Promover segurança aos profissionais é assegurar o direito à saúde em sua totalidade — um princípio essencial para a qualidade do atendimento à população.”
Publicada em 2 de setembro de 2025, a Resolução CFM n.º 2.444/2025 estabelece diretrizes de segurança para os médicos em todas as unidades de saúde do país. O texto define um prazo de 180 dias para adequação, passando a vigorar a partir de 1º de março de 2026.
Entre as medidas previstas estão:
– Protocolos de resposta imediata a situações de violência;
– Controle de acesso e videomonitoramento em áreas comuns;
– Estacionamentos seguros e acessos independentes para médicos e pacientes;
– Salas de repouso com comunicação externa;
– Instalação de botões de pânico e sistemas de alarme.
Durante o encontro, foram apresentados dados que demonstram a gravidade da violência contra médicos no Brasil. Entre 2013 e 2024, Mato Grosso registrou 815 casos, de acordo com levantamento do Conselho Federal de Medicina. No país, o número ultrapassa 38 mil ocorrências, sendo 4.562 apenas em 2024, o maior índice já registrado.
Casos marcantes foram relembrados, como o da médica grávida esfaqueada em Primavera do Leste (2022) e o médico baleado em sua clínica em Confresa (2025), episódios que evidenciam o risco crescente e a necessidade de medidas efetivas de segurança.
A programação contou também com a participação do Dr. Diogo Sampaio Leite, presidente do CRM-MT e conselheiro federal do CFM, que apresentou os principais pontos técnicos da resolução, e da Dra. Juliana Siqueira, que palestrou sobre o tema “Cuidando de quem cuida”.
Também estiveram presentes representantes das secretarias municipais de Saúde de Boa Esperança e Nova Mutum, da Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso e da Secretaria de Saúde da região Vale do Teles Pires.
Segundo a Dra. Thaíssa Roveri, uma das organizadoras do evento, a nova resolução representa um marco histórico para a categoria e um passo fundamental na construção de ambientes de trabalho mais humanos e seguros.
“O respeito à vida começa pelo respeito a quem cuida dela. Sem dúvidas, a realização desse evento em Sorriso representa um marco para a valorização e a segurança dos profissionais médicos da nossa região. Mais do que um debate técnico, o evento simbolizou o compromisso de Sorriso em promover valorização, proteção e respeito aos profissionais de saúde.
Sorriso
Casos de perturbação de sossego têm leve queda em março
Caixa de som potente e você tem certeza de que todo mundo ama a mesma música que você tá ouvindo! Volume no talo, afinal, ainda não são 22 horas. Tudo certo, então, confere? Não. Tá tudo errado e pessoas com este tipo de conduta são fortes candidatos a receberem uma visita da Guarda Municipal de Trânsito (GMT), junto com representantes da Polícia Militar (PM) e do Núcleo Integrado de Fiscalização (NIF).
“Há uma cultura estabelecida que é possível manter o som alto até as 22 horas e isso é totalmente equivocado”, explica o coordenador da GMT, Márcio Pires. Neste ano, até agora, já foram registrados 528 atendimentos a denúncias de perturbação do sossego. Janeiro foi o recordista de ocorrências, com 193 registros, sendo 179 em residências e 14 em empresas.
Já nos 28 dias de fevereiro, foram registradas 158 ocorrências, sendo 141 em residências e 17 em empresas. Em março, com 31 dias, a GMT registrou uma leve redução: 145 ocorrências, sendo 140 em residências e cinco em empresas.
O trabalho da GM é integrado ao da Polícia Militar (PM) e ao do Núcleo Integrado de Fiscalização (NIF) e tem como meta não apenas agir de maneira corretiva, mas principalmente educativa. “A perturbação do sossego pode ser tratada como crime ambiental, quando auferido por equipamento, mas também podemos atender com o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO)”, destacou, ainda na semana passada, o comandante do 12.º Batalhão da Polícia Militar de Sorriso, tenente-coronel Jorge Almeida, complementando que os aparelhos de som são recolhidos e os casos seguem para tramitação como processo judicial.
Secretário de Segurança Pública, Trânsito e Defesa Civil (Semsep), Nerci Adriano Denardi lembrou que não é preciso que o som seja de “tremer as paredes” para que seja configurada a perturbação do sossego, nem mesmo há um horário permitido para que o barulho esteja “lá nas alturas”. Ou seja: o som passou dos limites do muro e pode ser ouvido pelos vizinhos, mesmo que seja pela manhã, por exemplo? Já é perturbação do sossego. Nestes casos, a orientação é acionar a GMT pelo 66 99668-2034.
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