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CCBB Brasília exibe exposição sobre a cultura dos memes

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A divertida cultura dos memes, imagens típicas da Internet geralmente em tom de humor ou crítica social, é o tema de uma grande exposição no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília.

Organizada em seis núcleos, a mostra “MEME: no Br@sil da memeficação” investiga essas imagens e vídeos como forma de linguagem, crítica, afeto coletivo e produção estética.

Entre as atrações estão esculturas, figurinos, quadrinhos, pinturas, instalações sonoras e experiências interativas, que refletem e exploram essa forma criativa de comunicação.

Ao lado de criadores de conteúdo, o projeto coloca nomes consagrados da arte contemporânea brasileira, entre eles, Anna Maria Maiolino, Gretta Sarfaty, Nelson Leirner e Claudio Tozzi.

 A curadora da mostra, Clarissa Diniz, explica como surgiu o projeto… 

“A ideia da exposição nasceu da nossa observação cotidiana, enquanto artistas e curadores do protagonismo que os memes foram adquirindo ao longo aí mais ou menos nessa última década, dos últimos 15 e 20 anos no Brasil, em especial a partir da pandemia do covid-19, quando nós nos vimos muito reduzidos ao espaço da tela, o espaço da comunicação digital”.

 Clarissa Diniz fala também sobre o processo de curadoria da exposição…

“A curadoria foi realizada a partir do cruzamento da reunião e da articulação do diálogo entre o que a gente poderia chamar tipicamente como memes, mas também expressões que tem muito a ver com memificação, mas não são necessariamente consideradas memes. Como expressões culturais, a exemplo do carnaval, fatos políticos, como a eleição do bode Ioió em 1922 em Fortaleza, ou mesmo obras de artes mais clássicas que a gente costuma ver em museus e em coleções”.

Personalidades políticas que, desde os anos 80, vêm sendo parodiadas por programas como TV Pirata e, mais recentemente, em esquetes do Porta dos Fundos, não ficaram de fora desta seleção.

 A curadora destaca a reflexão que o trabalho desperta nos visitantes.

“Acredito que a exposição também faz uma reflexão significativa sobre o papel do humor, a dimensão política e as responsabilidades sociais e éticas da prática do humor, tanto historicamente quanto hoje. Temos visto aí uma ascensão de muitos humoristas, dentro e fora das redes, mas em especial nas redes, no ambiente digital”.

 Ela aponta ainda a receptividade que a mostra tem tido por onde passa.

“Tem sido bastante positiva. É muito interessante perceber como os memes dialogam com diferentes comunidades, diferentes grupos sociais, não só recortes geracionais, mas também recortes sociais de classe. E mesmo recortes de gênero, então, têm sido muito interessante ver como esses diferentes grupos vão destacando, sublinhando, se relacionando com partes específicas da exposição”.

 “MEME: no Br@sil da memeficação” tem entrada franca e fica em cartaz no CCBB Brasília até 1º de março. A mostra, que já passou por São Paulo, segue depois para Belo Horizonte e Rio de Janeiro.


Fonte: EBC Cultura

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Rodoviária de Belo Horizonte agora faz parte do Circuito Liberdade

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A Rodoviária de Belo Horizonte agora faz parte do Circuito Liberdade. Nesta terça-feira (14), a Fundação Clóvis Salgado, que gerencia o circuito, e a concessionária Terminais BH, que administra a rodoviária, anunciaram a parceria e assinaram um convênio.

Com uma movimentação média de 20 mil pessoas por dia e cerca de 600 mil por ano, a Rodoviária de Belo Horizonte é um dos pontos de maior circulação de pessoas do estado e principal ponto de chegada de turistas e visitantes de Minas. O prédio, que neste ano celebra 55 anos de inauguração, é tombado pelo patrimônio histórico e artístico estadual. Com a parceria, será mais um espaço de atrações e atividades artísticas e culturais, explica Lucas Amorim, coordenador-executivo do Circuito Liberdade:

“Quando a gente fala da rodoviária, a gente está falando de um fluxo gigantesco de visitantes. Então, vai ser o nosso cartão de visitas para todo esse ecossistema de cultura e turismo que a gente tem na cidade. Então, de forma objetiva, nesse primeiro momento, ações de promoção, pra gente difundir o Circuito Liberdade e todo esse ecossistema, e, na sequência, a gente vai potencializar as ações culturais aqui no espaço, como, por exemplo, o cinema, espetáculos teatrais, exposições de artes visuais e tudo mais que a gente conseguir capitanear com toda essa rede de equipamentos culturais que integram o Circuito Liberdade. O Cine Cardume ocorre toda sexta-feira, as exibições de cinema, de curta-metragem, são gratuitas. Então, de imediato, para se qualificar a rodoviária como espaço cultural integrante, é o que já tinha de cultural ocorrendo aqui, que são essas exibições de cinema. Mas a tendência é a gente ir ampliando cada vez mais essas ações, mas, nesse primeiro momento, o foco mesmo é na promoção cultural dos equipamentos do circuito.”

Para a diretora executiva da Terminais BH, Vanessa Costa, a rodoviária pode ser mais do que um local de embarque e desembarque:

“A gente espera até que o fluxo aumente, e não de passageiros, mas de usuário. Porque o passageiro é aquele que vem com o propósito de pegar um ônibus ou que está desembarcando aqui. E o nosso propósito vai muito além, de a gente atender usuários, população do entorno, para que vejam a rodoviária como, além de um equipamento para partidas e chegadas, um espaço de arte, cultura, para que ele possa ter uma experiência diferenciada ou enquanto aguarda a sua viagem ou então mesmo para conhecer uma parte do que é o Circuito Liberdade. Eu costumo dizer que a gente que é daqui de Belo Horizonte, muitas vezes, a gente não tem ideia da dimensão e da quantidade de programas que a gente tem culturais pra gente usufruir. Um dos nossos objetivos também é mostrar isso para quem chega, para quem está aqui, o tanto que nós somos ricos nessa parte cultural.”

Obras

Ainda segundo a diretora, uma série de obras no terminal devem ser concluídas até o fim do ano e melhorar a estrutura para receber os usuários:

“Nós estamos finalizando a parte da impermeabilização, que era uma situação crítica aqui no terminal, em razão do tempo de existência dele, o terminal tem 55 anos. E isso traz um conforto maior para o usuário, porque, no passado, nos momentos de chuva, a gente tinha muita infiltração. Além de desconfortável, acabava sendo até perigoso de escorregar, tomar uma queda. Recuperação estrutural, a gente já avançou muito e já estamos na parte de conclusão também. Recuperação da pavimentação lá das plataformas de embarque, dos portões de entrada e saída dos ônibus. Essas são as últimas entregas que a gente faz este ano. E, depois, nós vamos ter os reinvestimentos, que, na verdade, seria a manutenção de toda a estrutura.”

Sobre o Circuito Liberdade, além dos museus e centros culturais na Praça da Liberdade, outros equipamentos culturais no perímetro da Avenida do Contorno, na Avenida Afonso Pena e no centro da cidade foram integrados desde 2020, totalizando mais de 60 atrações. A lista dos locais com a programação e agenda de eventos estão disponíveis na página www.circuitoliberdade.com.br.


Fonte: EBC Cultura

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