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“Elefante”: espetáculo debate Alzheimer e racismo estrutural

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Um debate entre memória e esquecimento a partir de duas experiências muito distintas: essa é a proposta do espetáculo “Elefante” do Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas, que está em cartaz até o próximo domingo de graça no Teatro Paulo Eiró na cidade de São Paulo.

De um lado está Célia, uma mulher branca idosa que sofre de Alzheimer e é abandonada pela família. Do outro está Xhosa, uma mulher negra que sofre um outro tipo de esquecimento: o das trabalhadoras domésticas invisíveis na estrutura de um trabalho análogo à escravidão. A diretora e dramaturga, Beatriz Nauali, explica o que a figura da personagem Xhosa representa.

“Não só as trabalhadoras domésticas, mulheres negras que são, a base da pirâmide social no Brasil, como também toda uma comunidade, a comunidade negra que vem sendo marginalizada historicamente, oprimida, violentada e esquecida. O espetáculo fala sobretudo sobre o esquecimento, sobre as condições em que são colocadas as pessoas negras, as trabalhadoras domésticas, principalmente quando se diz sobre a persistência de lógica de trabalho análogo à escravidão. 

O contraponto entre doença biológica: o Alzheimer, e a doença social: racismo estrutural, revela camadas na dinâmica de outros personagens que também aparecem na encenação, como comenta Beatriz Nauali.

“A presença do neto dessa senhora que vai visitá-la nesse aniversário e depois de uma amigável vizinho que se chama Caim, que é um homem negro e que tem auxiliado a Célia ali nesse momento de vulnerabilidade de abandono da família. A história, pelo que nós como grupos construímos, vem nos dizer desse lugar, dos giros de 360 na história.”

O Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas é formado por especialistas das cidades da Bacia do Juquery, região periférica da Grande São Paulo. O espetáculo “Elefante” está em cartaz no Teatro Paulo Eiró, no bairro de Santo Amaro, nesta sexta-feira e sábado às oito da noite e no domingo às sete da noite. Ingressos gratuitos disponíveis na plataforma Sympla ou direto na bilheteria do teatro uma hora antes. Após a apresentação, o grupo faz uma roda de conversa com o público.


Fonte: EBC Cultura

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Abertura de ateliê de Francisco Brennand celebra centenário do artista

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Para dar início às comemorações do centenário de nascimento do artista pernambucano Francisco Brennand, celebrado em junho de 2027, os moradores do Recife e os turistas é que ganharão os dois primeiros presentes. A partir deste sábado (8), a Oficina Francisco Brennand, localizada no bairro da Várzea, vai abrir pela primeira vez para visitação do público o ateliê do artista, construído por volta de 1975. 
 
O “Ateliê Francisco Brennand – Uma janela para o mundo”, passa a integrar de maneira permanente o percurso de visitação do museu. No novo espaço estarão mais de dois mil itens do acervo, resultado do trabalho das equipes da Oficina. São pinturas, desenhos, livros, manuscritos e objetos reunidos ao longo da vida do ceramista e escultor. Desde a morte de Brennand, em dezembro de 2019, a equipe realizou o levantamento de cerca de 17 mil itens ligados ao artista para, posteriormente, compor o acervo que será visto pelos visitantes.
 
Também neste sábado, a Oficina abre a itinerância da 36ª Bienal de São Paulo, que retorna ao Recife após 15 anos. Com o tema “Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática”, o recorte apresenta obras de 14 artistas contemporâneos que participaram da Bienal paulista. A exposição ficará em cartaz até 18 de outubro.
 
Ao longo deste 8 de agosto, o museu-ateliê terá entrada gratuita para abrir o ciclo de comemorações do centenário do artista. A programação e detalhes sobre os demais espaços que abrigam as mais de mil esculturas, painéis e cerâmicas estão disponíveis no site oficinafranciscobrennand.org.br.

 


Fonte: EBC Cultura

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