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Fãs despedem-se de Preta Gil em velório no Theatro Municipal no RJ

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O grupo de fãs de Preta Gil veio de Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, para se despedir da artista cantando. Muito emocionada, a comerciante Isabela Prudêncio descreveu o quanto Preta Gil representava para ela.

“Eu estou muito triste, muito triste mesmo dessa perda e todas as vezes que eu canto a música dela, me dói. Ela me representa, né? A mulher preta, a mulher gorda, a mulher homossexual – bissexual, no caso dela. Ela representa a alegria do Carnaval. Ela representa a mulher resistente, a mulher forte. Da mesma forma que eu acordava para ir para os blocos dela, para comemorar a vida da Preta, hoje eu venho aqui para prestar minha última homenagem.”

Outros levaram cartazes com dizeres agradecendo pela força de viver que a cantora tinha. Já a professora aposentada Lilian Guedes, moradora de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, e que também foi uma das primeiras da fila, disse que Preta Gil ensinou que é possível lutar e acreditar sempre que tudo é possível.

“É uma pessoa incrível, é uma perda muito grande para todos nós. Então é um sentimento muito de muita tristeza, que não ninguém pensava que ela fosse tão rápido.”

Turistas de Santo Antônio de Pádua, no norte do estado, e de Guarapari, no Espírito Santo, interromperam o passeio pelo centro do Rio para se despedir de Preta Gil, como relatou Deborah Fernandes.

“Ela teve muita vontade de viver, tanto que ela mostrou isso nesses últimos momentos da vida dela, né? De muita força, muita garra na luta contra a doença. Essa doença é bem difícil, mas ela lutou com muita coragem e que Deus guie o caminho dela daqui para frente agora.”

Além de centenas de fãs e admiradores que aguardaram mais de três horas para dar adeus à Preta Gil, jornalistas de todo o país dividiam espaço nas escadarias do Theatro Municipal para registrar as homenagens.


Fonte: EBC Cultura

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Com açúcar: relação de avós e netos é marcada pelo afeto e admiração

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A relação entre avós e netos é uma experiência vivida de diferentes formas, mas que costuma deixar marcas profundas.

Os números do último Censo Demográfico mostram que, na Bahia, pelo menos 650 mil avós e avôs moram com os netos, segundo a Supervisora de Disseminação de Informações do IBGE na Bahia, Mariana Viveiros.

“Em quase todas essas situações são os avós os responsáveis pelo domicílio, como figura de liderança na casa, embora tenha um número de avós que moram em domicílios chefiados pelos netos, como se os netos estivessem cuidando dos avós. Mas quase a totalidade são os avós que chefiando os domicílios. As avós mulheres são 70% dos avós que moram com os netos. E não necessariamente são avós e avôs idosos. Tem uma participação importante de pessoas de menos de 60 anos que já são avós e moram com seus netos”.

A jornalista Sandra Mercês mora com a avó desde a infância e de lá para cá foi construindo uma relação marcada pelo afeto e a admiração.

“Morar com minha avó é querer viver dentro do abraço dela. É ver o cuidado, o amor dela em cada detalhe. No cheirinho de comida pela casa. Naquela pergunta simples: ‘você já comeu?’ Na bronca que ela dá, que é uma bronca por conta do cuidado, no abraço que faz a gente se sentir seguro. Minha avó é muito ela, é muito intensa, ela fala do jeitinho dela, mas de um jeitinho bonito. Ela cuida de cada detalhe da casa como se quisesse guardar os netos em um potinho”.

A avó de Sandra, dona Ivanilde Conceição, de 68 anos, também tem outros netos com quem compartilha a rotina dentro de casa.

“Tenho seis netos. Três moram comigo e três moram com os pais.  Eu amo muito meus netos quando venho aqui em casa me visitar. Brinco, caduco, faço tudo.”

O Dia dos Avós é comemorado em 26 de julho, data associada à Santa Ana e São Joaquim, considerados pela tradição católica os avós de Jesus Cristo.


Fonte: EBC Cultura

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