Cultura
Festa Literária das Periferias começa no Rio no próximo dia 14
Cultura
Um dos mais relevantes eventos literários do país começa na próxima quarta-feira (19/11), reunindo autores, artistas diversos e público em geral. É a edição de número 15 da Festa Literária das Periferias (Flup), que acontece até o dia 23 em Madureira, na zona norte do Rio de Janeiro, ocupando diversos pontos do bairro, como o tradicional viaduto e a Central Única das Favelas (CUFA).
Com o tema “Ideias para reencantar o mundo”, esta edição do evento vai homenagear pela primeira vez uma autora viva. A escolhida é Conceição Evaristo, uma das grandes vozes da literatura contemporânea brasileira.
Julio Ludemir, diretor, curador geral e idealizador da festa literária, explica a escolha da escritora.

“Conceição, ela é uma unanimidade nacional. A Conceição hoje ocupa um lugar que na literatura brasileira só foi ocupado por um lado pelo Jorge Amado, por outro lado pela Clarice Lispector. A Conceição traz os dois, tanto na sua obra, como na sua persona. Conceição é a cara do Brasil”.
O diretor também destaca uma das atrações do evento, que vai unir literatura e tecnologia.
“Uma exposição usando inteligência artificial produzida, concebida por jovens negros, que estão dialogando com a obra e com o centenário de Frantz Fanon, um dos maiores, senão maior intelectual negro da história”.
Uma parte importante da Flup é voltada para crianças de escolas públicas, que serão apresentadas à história da região do tradicional bairro de Madureira.
“A gente também está organizando, em parceria com 17 escolas públicas da rede municipal de ensino, a batalha da memória. A gente está apresentando a memória de Madureira para crianças das escolas públicas de Madureira, não apenas de Madureira, mas aquelas escolas públicas pelas quais a Conceição Evaristo passou como professora, nós queremos que as crianças se apropriem, se sintam pertencentes ao bairro qual elas vivem e produzam narrativas a partir desse lugar do mundo”.
Ludemir fala ainda sobre a expectativa de participantes no evento.
“Nós estamos preparados para receber em média quatro mil pessoas por dia. Nós estamos falando de nove dias de evento. A gente tem uma expectativa de receber entre 35 e 40 mil pessoas nesses nove dias”.
A Flup 2025 é apresentada pelo Ministério da Cultura, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e Shell. A programação é gratuita.
Cultura
CNJ lança programa para promover a cultura no sistema prisional
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e outras pastas do governo, lançou, nesta sexta-feira (10), o programa Horizontes Culturais, estratégia nacional para promover a cultura no sistema prisional. A iniciativa conta também com a participação de diversas instituições, artistas e da sociedade civil. O evento ocorreu no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

O Horizontes Culturais busca fortalecer práticas culturais já existentes nas unidades prisionais e ampliar o acesso de pessoas privadas de liberdade à arte e à cultura, por meio de um plano nacional para o setor e de iniciativas nas áreas de audiovisual, música e comunicação.
Além de pessoas em privação de liberdade, o programa é voltado para aqueles que já deixaram o sistema penal ou que estão em regime de liberdade condicional, familiares e servidores penais. A ideia é incentivar a criação, promover a formação profissional, o fortalecimento de vínculos e possibilitar o acesso a obras culturais e a oportunidades.
Semana da Cultura no Sistema Prisional
O lançamento ocorreu no último dia da primeira Semana da Cultura no Sistema Prisional, iniciativa que reuniu uma série de atividades artísticas, como literatura, música, cinema, teatro e artes visuais. Entre as atrações da Semana estiveram visitas guiadas a museus, doação de livros e exposição de peças de arte relacionadas à temática penal, que passaram por curadoria.
Doação de livros
O CNJ também assinou nesta sexta-feira, com a Fundação Biblioteca Nacional, um termo de doação de 100 mil livros para unidades prisionais em todo o país. Entre as obras estão romances, poesia, história, iconografia e ensaios. Os livros serão disponibilizados em bibliotecas de escolas do sistema.
De acordo com levantamento do CNJ realizado em 1,2 mil unidades prisionais, 45% delas não contam com atividades culturais.
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