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Festival de Artes Cênicas reúne artistas de quatro continentes

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Salvador recebe até o próximo dia 2 de novembro a 16ª edição do Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia, que reúne artistas da Bahia, do Brasil, da África e da Europa.

Com o tema “Que Bahia é essa?”, o festival propõe um mergulho nas urgências do mundo contemporâneo e nas múltiplas identidades que o estado baiano carrega em sua formação.

Espaços culturais da capital baiana — como o Teatro Sesc-Senac Pelourinho, o Museu de Arte Contemporânea e os teatros Gamboa e Cambará — serão palco da programação composta por 15 espetáculos de artistas nacionais de Manaus, Fortaleza, Recife, Feira de Santana e Salvador, além de grupos de fora do Brasil vindos de Camarões, França, Burkina Faso e Burundi.

Entre os espetáculos, fazem parte da programação o musical pernambucano “Luiz Lua Gonzaga”, a performance “A Ópera do Aldeão”, de Camarões, e a peça francesa “A Verdade Vencerá”. Os baianos estarão representados no festival com o espetáculo infantil “Meninas Contam a Independência”, a apresentação de dança “Dembwa” e a peça “Ana e Tadeu”.

A programação também conta com oficinas, lançamentos de livros e o Seminário Internacional de Curadoria e Mediação. Os detalhes estão disponíveis no Instagram oficial do evento: @fiacbahia.




Fonte: EBC Cultura

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Mostra reúne obras de egressos dos sistemas prisional e socioeducativo

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Vinte e sete egressos dos sistemas prisional e socioeducativo e familiares assinam trabalhos na exposição, “Coexistir Habitar”, em cartaz num espaço de arte contemporânea, instalado em imponente casarão do século 19, no centro histórico da cidade do Rio de Janeiro.

A mostra no Largo das Artes é resultado de curso realizado no Museu da Vida Fiocruz, que trabalhou o projeto como ferramenta de escuta e reconstrução de trajetórias.

Segundo o curador Jean Carlos Azuos, a iniciativa coloca a arte como um direito de todos…

“Antes de ser apenas um espaço de exposição, ele afirma o fazer artístico como um direito. Produzir arte não é privilégio, é possibilidade legítima de existência. Quando essas obras ganham visibilidade, algo se transforma, muda o reconhecimento do público, muda também a forma como esses artistas passam a ser vistos por suas famílias, suas redes de afeto. Se antes havia um estigma, agora há reconhecimento. A exposição inverte essa lógica e nos convida a celebrar essas potências que são essas pessoas”.

Jean Carlos fala também sobre as escolhas temáticas da exposição…

“A mostra é atravessada por uma relação intensa entre a arte e vida. As obras abordam a espiritualidade, cotidiano, relações familiares, experiências de trabalho e a presença de corpos negros periféricos na cidade, em linguagens diversas, como pintura, vídeo, escultura e instalação. É possível compreender aspectos dessas realidades por meio dos trabalhos, mas a exposição não se limita à narrativa da privação da liberdade. Não há compromisso exclusivo com a denúncia, mas com a criação. São produções esteticamente consistentes, que poderiam ocupar qualquer museu ou galeria no país”.

Ao ocupar o Largo das Artes, sede de projetos artísticos de vários países, a mostra também cria um encontro simbólico entre territórios historicamente marginalizados e o circuito cultural tradicional carioca. O curador reforça essa importância..

“Estar no circuito cultural tradicional é um gesto de reposicionamento. Insere essas produções no debate público e tenciona o próprio sistema das artes. A exposição afirma que esses artistas não se reduzem a um episódio de suas biografias, mas pelo contrário, são sujeitos múltiplos, criadores livres no exercício do fazer”.

Além da mostra, o projeto conta com atrações variadas, como detalha Jean Carlos.

“A programação prevê encontros com artistas, rodas de conversa e ações mediadas por educadores, interlocutores, a exposição se desdobra em atividades artístico-pedagógicas ao longo de todo o período em cartaz, ampliando assim o diálogo com os diferentes públicos. É, não é apenas só a mostra, é um espaço contínuo de troca, de reflexão, de partilha”.

A exposição “Coexistir Habitar” tem entrada gratuita, com visitação até 25 de abril, de terça a sábado, das 10h às 17h. Anote o endereço: Rua Luís de Camões, região central da cidade. 


Fonte: EBC Cultura

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