Cultura
Governo lança capacitação para mobilizar CEUs da Cultura
Cultura
O Ministério da Cultura lançou nesta quarta-feira (5) o curso Mobiliza CEUs da Cultura, durante o 1º Encontro Nacional de Gestores da Rede Territórios da Cultura.

A formação é uma parceria entre a pasta e o Instituto Federal de Goiás (IFG). A carga horária é de 30 horas e a capacitação abrange profissionais dos campos de cultura, educação, geografia, arquitetura e urbanismo, psicologia, ciências sociais aplicadas, comunicação e serviço social.
O curso é gratuito e online, com a exigência de ensino médio completo.
Os CEUs da Cultura são equipamentos públicos financiados pelo novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para uso cultural e de caráter comunitário, compostos por espaços voltados à expressão corporal, arte, educação, trabalho e renda, meio ambiente, entre outras atividades.
Esses centros representam pontos de encontro e valorização da diversidade cultural, incentivando o convívio, a aprendizagem e a produção cultural em territórios em situação de vulnerabilidade social.
As inscrições para o curso Mobiliza CEUs da Cultura vão até 5 de fevereiro do ano que vem.
Cultura
UFPE concede título póstumo de Doutor Honoris Causa a Mestre Vitalino
Mais uma importante referência da cultura popular brasileira será celebrada no meio acadêmico. A Universidade Federal de Pernambuco concede o título de In Memoriam de Doutor Honoris Causa para o pernambucano Vitalino Pereira dos Santos, o Mestre Vitalino.

A cerimônia acontece nesta sexta-feira (26) no Centro Acadêmico do Agreste, em Caruaru, terra do Mestre. A homenagem reconhece à contribuição do artesão e ceramista, nascido em 1909, para a cultura popular. Mestre Vitalino retratou, por meio de esculturas de barro, o cotidiano nordestino, alcançando reconhecimento internacional, com exposições no exterior e peças presentes nos acervos do Museu de Arte Popular de Viena, na Áustria, e no Museu do Louvre, em Paris.
A produção artística de Mestre Vitalino passou a ser iconográfica, influenciando a formação de novas gerações de artistas. Basta circular por feiras, ateliês e, inclusive, pelos arraiais deste período junino, para encontrar os traços do ceramista nas obras produzidas atualmente por outros artesãos. Através de bonecos e bonecas de barro, a obra retrata a cultura, o folclore e, sobretudo, o povo do interior. Desde cedo ele começou a modelar bois e cavalos em formato pequeno e, posteriormente, juntou a esse talento sua atividade como músico, com o pífano.
Mestre Vitalino faleceu em 20 de janeiro de 1963. Os cinco filhos, Amaro, Manuel, Severino, Antônio e Mariquinha seguiram a profissão de artesão. Parte da produção pode ser apreciada nos museus Casa do Pontal e Chácara do Céu, no Rio de Janeiro, no Acervo Museológico da Universidade Federal de Pernambuco, no Recife e em Caruaru, no acervo do Alto do Moura, onde a história do Mestre com o barro começou. Mais de 200 peças originais do artista foram tombadas pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco.
*Com sonoplastia de Jailton Sodré
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