Cultura
Grupo de teatro apresenta adapatação de obra de Saramago em SP
Cultura
Um dos mais conhecidos grupos de teatro do Brasil, fundado em Minas Gerais nos idos de 1982, encenando um dos principais romances de Saramago, escritor português ganhador do Prêmio Nobel de Literatura. O resultado dessa combinação é a peça “Ensaio sobre a Cegueira”, do Grupo Galpão, em cartaz até o próximo dia 14, no Sesc 24 de Maio, em São Paulo.

A trama, inspirada em publicação do mesmo nome lançada em 1995, narra a história de uma cidade assolada por uma epidemia que priva seus habitantes de enxergar o mundo. Nessa situação, questões ligadas à moral, à ética e à vida em comunidade são postas em xeque. O ator Eduardo Moreira, um dos fundadores do Grupo Galpão, fala sobre a importância da obra retratada nos palcos:
“É uma obra que tem uma relevância enorme, um dos principais romances do Saramago e que traz uma questão fundamental para os dias de hoje, essa questão da cegueira. Eu acho que tem 30 anos que o Saramago escreveu esse romance, e esse romance, ele se, ele se torna cada vez mais atual, principalmente a partir do advento das redes sociais, das fake news, da ascensão de líderes autocráticos no mundo. A gente, com as redes sociais, vive uma espécie de apagamento do debate público”, diz.
O ator também dá mais detalhes sobre a adaptação para a linguagem teatral do livro, que está na lista dos mais festejados de Saramago:
“O projeto da adaptação do ‘Ensaio sobre a Cegueira’ foi uma proposta feita pelo Rodrigo Portela, o nosso diretor, com quem a gente está desenvolvendo esse trabalho, o diretor convidado. É um exercício muito bem elaborado, dramatúrgico, feito pelo Rodrigo Portela, e que ele funcionou, ele serviu como base para todo o nosso trabalho. Foi muito importante”.
Eduardo Moreira explica ainda a interatividade dos atores com os elementos cênicos:
“Os atores manipulam a iluminação, manipulam os cenários, os figurinos, executam a música também ao vivo. Então tudo isso traz o teatro como um lugar dessa evocação daquilo que está sendo narrado. Quer dizer, o jogo teatral é sempre revelado nessa relação, nesse encontro de subjetividades do ator e com o espectador”, afirma.
Ele acrescenta que a peça, que já passou por outras cidades, tem despertado muito a atenção das plateias:
“É um espetáculo que tem, tem causado uma curiosidade muito grande. São diversos fatores que acentuam ainda mais essa metáfora da cegueira coletiva que o Saramago traz em sua obra. Então, trazer isso, numa linguagem teatral causa, tem causado uma curiosidade muito grande junto ao público e a reação do público é realmente, é muito forte”, conta.
Durante a temporada na capital paulista, o Grupo Galpão promove quatro oficinas gratuitas com atividades que abordam diferentes dimensões do fazer teatral. Ingressos a partir de R$ 21.
Cultura
Fortaleza comemora 300 anos com homenagem da Caixa Cultural
A capital cearense completa 300 anos com uma homenagem para lá de especial. A Caixa Cultural Fortaleza recebe, até o fim do ano, uma instalação interativa com imagens marcantes, que carregam afetos e memórias da cidade.

Ao todo, a instalação “Fortaleza Somos Nós” é composta por 11 aquarelas, que retratam uma cidade vibrante e em constante transformação, não apenas em sua faixa litorânea, mas também nos bairros centrais e nos mais distantes.
Por meio das pinturas apresentadas, o público é chamado a conhecer esses espaços, e dialogar com eles, deixando desejos e mensagens para o futuro.
O ilustrador paraense Laércio Cubas Junior, que mora em Fortaleza há quase 10 anos e adotou a cidade como sua segunda terra, é o responsável pelo projeto. Ele conta sobre a origem do seu interesse pela capital do Ceará e sobre a relação afetiva entre Fortaleza e Belém.
“Eu sou um paraense que desde criança frequenta Fortaleza e apaixonado por Fortaleza, como tanta gente do Brasil inteiro, do mundo inteiro, que adora Fortaleza. E desde 2018, eu mudei para cá. E Belém e Fortaleza são cidades irmãs, na verdade, em afetuosidade. Todo mundo adora um camarão, o cearense adora um carimbó, o paraense adora um forró”.
Conhecida por belas atrações naturais, como praias e dunas, Fortaleza também abriga uma rica cultura, arquitetura histórica, culinária típica e artesanato diversificado, que combina tradições como a indígena, africana e sertaneja.
Laércio reforça que o objetivo do projeto é mostrar um pouco desses diferentes ângulos da cidade, e reconhecer principalmente o morador da capital.
“Nosso trabalho também busca mostrar a beleza nos atos mais prosaicos do dia a dia, do cotidiano, da vivência das pessoas. Por se tratar dos 300 anos da cidade, entendemos que não era só uma data para celebrar o turismo, mas para celebrar justamente a identidade local de quem mora aqui”.
O artista destaca ainda a boa receptividade da instalação por parte de quem visita a Caixa Cultural.
“Tem sido fantástico, porque é um lugar belíssimo de circulação de pessoas, num dos cenários mais lindos de Fortaleza, especialmente no final da tarde, pôr do sol. E estou muito grato mesmo com a receptividade, com a repercussão”.
Além de reconhecida por seus atrativos turísticos, Fortaleza foi declarada Cidade Criativa do Design pela UNESCO, devido a seu planejamento urbano e à produção artística. Alguns destaques são as ciclovias, que se tornaram marca registrada do local.
A instalação “Fortaleza Somos Nós” segue até o fim do ano na Caixa Cultural, com entrada franca!
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