Cultura
Lei Rouanet movimenta economia e gera retorno bilionário ao país
Cultura
A cada R$ 1 investido por meio da Lei Rouanet, R$ 7 retornam para a economia e para a sociedade. Em 2024, a renúncia fiscal que ficou na ordem de quase R$ 3 bilhões gerou um impacto de R$ 25 bilhões para o país. É o que revelam números divulgados nesta sexta-feira pela ministra da cultura, Margareth Menezes, durante participação no programa Bom Dia Ministra, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Margareth antecipou dados de uma pesquisa da Fundação Estudo Vargas.
Para cada R$ 1 que nós investimos em Lei Rouanet, volta sete. Esse estudo vai desde a hora que a pessoa vende, por exemplo, o tecido para fazer a roupa do show, da apresentação, do teatro, da apresentação de tudo que a indústria da cultura mobiliza, né? Até a sua entrega. Eles fizeram uma pesquisa com o ano de 2024, que entrou na questão do financiamento do perdão fiscal, quase 3 bilhões.Fez gerar 25 bilhões na economia nacional.
A ministra afirmou ainda que existe má-fé em relação ao investimento em cultura.
Esse dinheiro que entra na cultura, ele volta para a economia brasileira. As pessoas pegam isso para comprar coisas e também uma outra coisa que identificou que 80% das empresas são médias e pequenas empresas e que a maior parte dos cachês são cachês de 1 mil, de 5 a 3% só que têm cachês acima de 10 mil. Então, assim, existe uma má-fé em relação a essa questão do investimento na cultura.
A Lei Rouanet permite que empresas e pessoas físicas destinem parte do Imposto de Renda para patrocinar projetos culturais, recebendo abatimento fiscal como benefício. Entre 2023 e 2025, a lei captou cerca de R$ 3 bilhões.
Cultura
Abertura de ateliê de Francisco Brennand celebra centenário do artista
Para dar início às comemorações do centenário de nascimento do artista pernambucano Francisco Brennand, celebrado em junho de 2027, os moradores do Recife e os turistas é que ganharão os dois primeiros presentes. A partir deste sábado (8), a Oficina Francisco Brennand, localizada no bairro da Várzea, vai abrir pela primeira vez para visitação do público o ateliê do artista, construído por volta de 1975.
O “Ateliê Francisco Brennand – Uma janela para o mundo”, passa a integrar de maneira permanente o percurso de visitação do museu. No novo espaço estarão mais de dois mil itens do acervo, resultado do trabalho das equipes da Oficina. São pinturas, desenhos, livros, manuscritos e objetos reunidos ao longo da vida do ceramista e escultor. Desde a morte de Brennand, em dezembro de 2019, a equipe realizou o levantamento de cerca de 17 mil itens ligados ao artista para, posteriormente, compor o acervo que será visto pelos visitantes.
Também neste sábado, a Oficina abre a itinerância da 36ª Bienal de São Paulo, que retorna ao Recife após 15 anos. Com o tema “Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática”, o recorte apresenta obras de 14 artistas contemporâneos que participaram da Bienal paulista. A exposição ficará em cartaz até 18 de outubro.
Ao longo deste 8 de agosto, o museu-ateliê terá entrada gratuita para abrir o ciclo de comemorações do centenário do artista. A programação e detalhes sobre os demais espaços que abrigam as mais de mil esculturas, painéis e cerâmicas estão disponíveis no site oficinafranciscobrennand.org.br.

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