Cultura
Salvador: Movimento musical Mudei de Nome garante carnaval sem cordas
Cultura
Criado em 2013, o movimento musical Mudei de Nome é formado por Ricardo Chaves, Magary Lord, Jonga Cunha e Ramon Cruz. Os artistas defendem um carnaval de rua, coletivo e sem cordas, resgatando a essência popular da folia baiana, como explica Ricardo Chaves:

“É um movimento musical que surgiu despretensiosamente. A gente estava conversando sobre o que estava acontecendo com a música da Bahia, com o movimento do carnaval, e aí surgiu a ideia de nos reunirmos num bar, na época, para fazer uma apresentação que fosse meio inusitada para as pessoas. A gente chamou isso de movimento musical Alavontê, para todo mundo ficar à vontade. O que era para ser apenas quatro apresentações para poucas pessoas, as pessoas começaram a pedir mais, mais, mais. Nós fomos evoluindo e criando ideias que mexessem com a memória afetiva das pessoas. Aí surgiram algumas festas temáticas, como a Mortalha, trazendo de novo essa indumentária para contar uma história do carnaval. Criamos também, junto com a prefeitura, há muito tempo, o Furdunço, para resgatar pequenas manifestações, aproximando mais o público, já que os trios tinham ficado muito grandes. Depois, a coisa foi evoluindo: criamos o Pranchão, com uma estética diferente de trio elétrico, mais próxima das pessoas. Ao longo desses anos, fizemos na cidade a Volta no Dique, que já virou tradição em Salvador, a Volta no Parque e a Pipoca do Mudei, que ajudou a resgatar o circuito da Avenida, que foi a matriz da música e do carnaval de Salvador.”
Segundo Ricardo Chaves, o grupo apresenta um repertório que mistura clássicos da música baiana, canções autorais e sucessos que marcaram as trajetórias individuais dos integrantes.
“Todos nós somos compositores e fizemos músicas que marcaram a história do carnaval. Só eu tenho 45 anos de carnaval. Gravei vários sucessos, compus alguns deles e interpretei muitos outros. Magary Lord é um compositor de mão cheia. Ramon Cruz, então, nem se fala, quantas músicas ele compôs e gravou, que viraram verdadeiros hinos. A gente visita tudo isso, mas visita também a nossa própria história. Eu, por exemplo, cantei todos os clássicos do carnaval de Salvador ao longo desses 45 anos de carreira. A gente interpreta essas canções sempre com o nosso estilo, numa formação diferente, mais próxima do público. É como uma serenata carnavalesca, onde as pessoas se divertem, tanto quanto nós que estamos em cima do Pranchão.”
Em 2026, a banda Mudei de Nome está com uma agenda cheia de apresentações. Segundo Ricardo Chaves, houve uma mudança importante em relação ao Furdunço.
“O Furdunço cresceu muito, passaram a ter muitas atrações, trios elétricos, jazz, e isso acabou fugindo um pouco da nossa essência, de quando a gente criou o Furdunço. O Pranchão precisa ser algo mais próximo, mais solto. Então propusemos à prefeitura que, em vez de participarmos do Furdunço no sábado, ficássemos no domingo, encerrando o Fuzuê. No dia 8 de fevereiro, a gente se apresenta depois da última atração do Fuzuê. Teremos o único Pranchão na avenida, no final da tarde, para encerrar o domingo com o Estádio de Ouro, levando a energia da pipoca do Mudei.”
O grupo também mantém tradições já consolidadas no carnaval da cidade.
“A gente faz um baile que já é tradicional, o Baile do Mudei, com convidado, na terça-feira, no Camarote do Arem, ali na região da Ondina. Na quinta-feira de carnaval, fazemos a abertura oficial do carnaval, este ano em homenagem ao samba. Logo depois, a primeira atração é a Pipoca do Mudei, sempre no Campo Grande. A gente sai a partir das 17h30 e faz o circuito completo, algo que muitas pessoas tinham abandonado. Quando chega na Sulacap, a gente dobra e volta pela Carlos Gomes, terminando novamente no Largo dos Aflitos, como na origem de tudo isso. Encerramos o carnaval na terça-feira, também no circuito da Avenida, ao meio-dia e meia, com a Pipoca do Mudei abrindo a programação. A gente convida todo mundo para fazer esse passeio com a gente.”
Cultura
Tela Brasil: Lula lança plataforma com mais de 500 obras audiovisuais
Mais de 500 obras audiovisuais brasileiras disponíveis de forma gratuita. Isso é o que oferece a plataforma Tela Brasil, lançada neste sábado (30), pelo governo federal.

É o primeiro serviço público de streaming audiovisual, ou seja, vídeos sob demanda, do país. Entre as obras disponíveis estão curtas, longas e médias-metragens, filmes e séries, produzidos entre 1910 e 2025.
A seleção contempla diferentes formatos, períodos históricos, regiões do país e expressões culturais, como cinemas negros e indígenas, produções dirigidas por mulheres, conteúdos voltados à infância e juventude, além de obras ligadas à memória, à sustentabilidade, à justiça climática e às identidades culturais brasileiras.
Na cerimônia de lançamento da plataforma Tela Brasil, no Rio de Janeiro, o presidente Lula afirmou que a ferramenta vai ajudar os brasileiros na compreensão do país.
“A Tela Brasil e o investimento em cultura que o Ministério está fazendo, a participação de vocês vai contribuir para a elevação da compreensão de um país chamado Brasil. Por que que nós somos assim? Por que que nós fazemos assim? E a gente não tem nem informação de quanto a cultura representa pro desenvolvimento econômico, pro desenvolvimento profissional do nosso país. Cada coisa pequena, cada filme envolve milhares de pessoas, envolve centenas de pessoas trabalhando. Cada peça de teatro é centenas de pessoas, cada show musical é dezenas e centenas de pessoas. E a gente não tem dimensão. Mais importante é a gente conhecer o nosso país por dentro, conhecer a nossa cultura, a razão das coisas que fizeram a gente chegar onde nós chegamos”.
A ministra da cultura Margareth Menezes destacou que esse é um primeiro passo para fortalecer a soberania do povo por meio da cultura.
“Uma plataforma gratuita onde o povo brasileiro vai poder se ver, pesquisar, teremos ali uma diversidade grande da produção. Então, esse é o primeiro passo pra gente conseguir também fazer com que o povo se reconheça e fortalecer a nossa identidade, fortalecer o nosso audiovisual, fortalecer a soberania do nosso povo através da nossa cultura. É isso que o presidente falou: o povo que se conhece, o povo que se vê, ele se fortalece, que as nossas histórias são lindas”.
Mais de 300 obras da Tela Brasil já têm recursos de acessibilidade como audiodescrição, legendagem descritiva e tradução em Libras. As demais receberão os recursos ainda neste ano.
Além da oferta gratuita de conteúdo, a plataforma foi concebida para operar sem publicidade, sem cobrança de assinatura e sem rastreamento comportamental para fins comerciais.
O acesso à plataforma será por meio do site telabrasil.cultura.gov.br, com login pela conta Gov.br. As versões para os sistemas Android e IOS estarão disponíveis em até 30 dias.
Ainda durante cerimônia de lançamento da plataforma foi assinado um acordo de parceria entre o Ministério da Cultura e a EBC, Empresa Brasil de Comunicação, para permitir a integração gradual do acervo da TV Brasil à plataforma Tela Brasil.
Ao todo, mais de 150 títulos da emissora pública serão disponibilizados, somando mais de 3 mil horas de conteúdo audiovisual brasileiro.
O acordo também prevê que futuros licenciamentos realizados pela EBC possam incluir a exibição das obras na Tela Brasil, ampliando o acervo disponível ao público.
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