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Viva Maria destaca protagonismo das mulheres no carnaval de 2026

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Viva Maria se despede do carnaval saudando o protagonismo das mulheres no Carnaval de 2026.

No Rio de Janeiro, a Marquês de Sapucaí recebe, nesta terça-feira (17), as últimas escolas do Grupo Especial, entre elas a Unidos da Tijuca, que leva para a avenida a trajetória da escritora Carolina Maria de Jesus; e a Acadêmicos do Salgueiro, que homenageia a carnavalesca Rosa Magalhães, uma das maiores criadoras da história do carnaval.

Em São Paulo, o Sambódromo do Anhembi vive o clima decisivo da apuração das notas a partir de 16h, definindo as campeãs do carnaval paulista 2026. Por lá, as mulheres negras e indígenas também foram protagonistas.

A pioneira Chiquinha Gonzaga

A apresentadora Mara Régia lembra ainda as raízes femininas do carnaval, ao citar Chiquinha Gonzaga, que compôs “Ó Abre Alas” em 1899, considerada a primeira marchinha de carnaval do Brasil, e ainda hoje cantada como um hino da folia popular.

Chiquinha enfrentou preconceitos, rompeu convenções e ocupou espaços negados às mulheres de seu tempo, inclusive o voto. No carnaval, sua música ajudou a transformar a festa em expressão popular urbana.

Entrevista com Beth Carvalho

E do som das marchinhas, o Viva Maria atravessa o tempo e chega ao samba, às escolas como a Estação Primeira de Mangueira, que este ano levou para a avenida, na primeira noite de desfiles, um tema que dialoga diretamente a audiência do programa: a Amazônia, celebrando o saber tradicional e a figura do Mestre Sacaca, símbolo da ciência da floresta e da cultura popular amazônica.

Por fim, aproveitando a deixa da Mangueira, Mara Régia resgata uma entrevista feita com Beth Carvalho em 2016, quando a Verde e Rosa sagrou-se campeã homenageando Maria Bethânia – depois de um jejum de 14 anos.

Falecida em 2019, Beth Carvalho foi uma das maiores intérpretes de samba do Brasil.


Fonte: EBC Cultura

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Cidade paraibana faz homenagem a artistas do com “Parede da Fama”

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Se os Estados Unidos têm a Calçada da Fama, em Hollywood, na Califórnia, para celebrar seus artistas, o município de Cabaceiras, na Paraíba, conhecida como a “Roliúde Brasileira”, acaba de ganhar, não uma calçada, mas uma “Parede da Fama”.

A inauguração do espaço, que fica na Rua do Cinema e celebra os artistas e produções do audiovisual feitas na cidade em mais de 30 anos, aconteceu nesse fim de semana.  

Cabaceiras já serviu de cenário para mais de 70 produções do audiovisual brasileiros, entre novelas, séries e filmes.

O ator Bruno Garcia, que filmou “O Auto da Compadecida”, na cidade do Cariri paraibano no final dos anos 1990, foi um dos que gravou as mãos no “Paredão”. 

“Olha, eu tô super emocionado, depois de quase 30 anos, voltar a essa cidade que deu tantas alegrias ao povo brasileiro, não só a cidade. Realmente ter participado do Alto da Compadecida, primeiro como série de TV, da TV Globo, e logo depois transformada no longa-metragem mais querido do Brasil, e que ajudou a transformar essa cidade”, diz

Outro artista que deixou suas mãos no Paredão,  eternizando sua passagem pela cidade foi a atriz Dudha Moreira, que participou de outro sucesso produzido na cidade, a série do streaming “Cangaço Novo”. Ela se emocionou com a homenagem. 

“Sou paraibana, sou muito honrada em estar aqui. E ser a primeira mulher a colocar as mãos na parede. Só quero agradecer, eu não sabia o que eu ia fazer; colocar a minha mão aqui, foi surpresa pra mim. Muito obrigado por tudo. Agradeço a minha mãe, que foi a maior incentivadora de eu estar aqui hoje. Quando eu não podia nem pegar um ônibus pra ir pra faculdade porque eu não tinha dinheiro e a gente ia de carona e ela dizia assim, um dia você vai fazer o que você mais gosta, é ser artista”, diz.

Entre outras produções de sucesso gravadas em Cabaceiras estão os filmes “Cinema, Aspirina e Urubus”; “Auto da Compadecida 2”; as séries “Maria e o Cangaço” e “Onde Nascem os Fortes”; e a novela “Cordel Encantado”.

Cabaceiras possui pouco mais de 5 mil habitantes. Por estar inserida na região de Caatinga e por ter uma arquitetura típica das pequenas cidades do interior nordestino, ela foi aos poucos se tornando referência como cenário para a produção audiovisual brasileira.

Além da Parede da Fama e da Rua do Cinema, o município tem outros espaços turísticos que celebram sua vocação cinematográfica como a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, cenário do O Auto da Compadecida e o Letreiro “Roliúde Nordestina” – a obra de 80 metros que imita o clássico letreiro de norte-americano, além do Memorial Cinematográfico que funciona na antiga cadeia pública, onde é possível conferir os roteiros originais, figurinos e fotos de bastidores de produções feitas na cidade. 


Fonte: EBC Cultura

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