Mato Grosso
Detran realiza campanha para prevenir ocorrências de trânsito envolvendo crianças e adolescentes
Mato Grosso
O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT) promoveu, ao longo da semana (2 a 6 de fevereiro), a Campanha Volta às Aulas, com foco na conscientização para a prevenção de sinistros no trânsito, especialmente aqueles que envolvem crianças e adolescentes no trajeto entre casa e escola.
A abertura da campanha ocorreu no município de Jangada, com palestras voltadas aos condutores de transporte escolar, realizadas na Câmara Municipal. Em seguida, equipes do Detran promoveram um Pit Stop Educativo e iniciaram palestras direcionadas aos estudantes da rede pública de ensino.
Na terça-feira (3), as ações aconteceram na Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Maria Cerutti, no Bela Vista, em Cuiabá. Quarta-feira (4), a programação foi no município de Lucas do Rio Verde, com atividades na Escola São Cristóvão (zona rural, na rodovia Lindeira) e no Centro de Formação Municipal, onde também foi realizada palestra com condutores do transporte escolar.
Na quinta-feira (5), a campanha chegou à Escola Estadual José Garcia Neto, em Várzea Grande, e finalizou nesta sexta-feira (6), na Escola Estadual Professora Ana Tereza Albernaz, em Chapada dos Guimarães.
No interior do Estado, no município de Sinop, foi realizada uma série de abordagens educativas, também durante toda a semana, em diversas escolas estaduais e municipais.
De acordo com a gerente de Ações Educativas do Detran-MT, Rosane Polzl, a campanha integra o calendário anual de ações educativas do órgão e está alinhada ao tema nacional “Desacelere! Seu bem maior é a vida”.
O principal objetivo é alertar pais, responsáveis e condutores sobre a importância de garantir um deslocamento seguro para crianças e adolescentes, especialmente neste período de retomada das atividades escolares.
“Com o retorno às aulas nas redes pública e privada, a Coordenadoria de Ações Educativas intensificou sua campanha educativa, planejando uma série de ações integradas em parceria com instituições como a PRF, BPMTRAN, SEMOB Cuiabá, a Guarda Municipal de Trânsito de Várzea Grande, Secretaria de Segurança e Trânsito de Sinop e a Nova Rota Oeste. Além disso, realizamos palestras diretamente com os estudantes, para que eles compreendam os riscos presentes no dia a dia e refletissem sobre atitudes que podem tornar seus trajetos mais seguros”, disse.
Ainda segundo a coordenadora, também foram promovidas ações educativas em escolas próximas a rodovias, incluindo um Pit Stop em Várzea Grande, com foco especial no respeito ao semáforo recentemente instalado próximo a uma escola.
Para o presidente do Detran-MT, Gustavo Vasconcelos, a campanha anual de Volta às Aulas demonstra o compromisso da instituição com a educação para o trânsito e a preservação da vida, envolvendo comunidade escolar, famílias e profissionais do transporte na construção de um trânsito mais seguro para todos.
“A campanha reforça que segurança no trânsito é uma responsabilidade compartilhada e começa com escolhas conscientes de cada um”, completou.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Promotor alerta para influência e riscos das redes sociais
Mais do que garantir acesso à internet, o desafio atual é proteger crianças e adolescentes dos riscos presentes no ambiente digital. A avaliação é do promotor de Justiça Thiago Marcelo, programa MP por Elas, realizado na quinta-feira (6), diretamente da Exposul, em Rondonópolis (a 212 km de Cuiabá). Ele abordou temas como exposição excessiva às redes sociais, influência dos algoritmos, violência sexual online e o papel da família e das instituições na proteção infantojuvenil.Segundo o promotor, a universalização da internet alterou completamente o foco das discussões sobre proteção infantojuvenil. “O desafio não é o acesso, mas a quantidade de informação recebida através dele”, afirmou. Para ele, a preocupação central é entender a influência exercida por conteúdos digitais, propagandas e influenciadores na formação de crianças e adolescentes, além dos riscos representados por pessoas que utilizam esses ambientes para se aproximar de possíveis vítimas.Novas vulnerabilidades – Thiago Marcelo observou que o excesso de informação e a velocidade com que ela circula acabam aumentando a vulnerabilidade dos jovens. De acordo com ele, muitas crianças sentem a necessidade de acompanhar tendências, desafios e temas populares para evitar a exclusão dentro dos próprios grupos sociais.Outro aspecto que exige atenção, segundo ele, é o funcionamento dos algoritmos das plataformas digitais. “Predadores informacionais utilizam essas informações sobre o que as crianças consomem para atacá-las do outro lado do vídeo”, alertou, defendendo que as particularidades de cada região sejam consideradas no enfrentamento dos riscos digitais.Durante a entrevista, o promotor também detalhou o funcionamento da rede de proteção à infância e adolescência. Ele explicou que o trabalho envolve instituições dos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, além do Ministério Público. Nesse contexto, órgãos como Conselho Tutelar, CRAS e CREAS atuam como portas de entrada para denúncias e encaminhamentos.“O Ministério Público, como guardião da sociedade, zela pelo interesse dessas crianças, ouve a rede e leva a demanda ao Poder Judiciário”, destacou.Família tem papel decisivo – o promotor enfatizou que a participação da família é indispensável para a proteção de crianças e adolescentes, tanto no ambiente físico quanto no digital. Segundo ele, os pais têm o dever de acompanhar e monitorar a rotina online dos filhos, identificando possíveis sinais de violência ou abusos. “Fiscalizar não é pejorativo, é um dever de vigilância”, ressaltou. Ao abordar a exposição de crianças nas redes sociais, especialmente aquelas que acumulam milhares de seguidores, o promotor de Justiça alertou para a necessidade de equilíbrio. Para ele, a preocupação surge quando a atividade virtual compromete outras dimensões importantes do desenvolvimento infantil.“A criança deve ter tempo para estudar, brincar, ter contato com os pais. Quando a internet rouba esses outros espaços, é um sinal amarelo”, observou. Nesses casos, segundo ele, é necessário avaliar se a atividade não está se convertendo em trabalho infantil digital.O promotor também reforçou que os crimes cometidos por meio da internet possuem a mesma gravidade dos praticados presencialmente. Em sua promotoria, por exemplo, somente durante o Maio Laranja de 2026, foram oferecidas 48 denúncias relacionadas a estupro de vulnerável e assédio sexual.Exposul – O MPMT está presente na 52ª Exposul, em Rondonópolis, com ações de conscientização e uma edição especial do projeto Diálogos com a Sociedade. Até esta sexta-feira (7), as entrevistas ao vivo ocorrem em um estúdio instalado próximo à arena de rodeio do Parque de Exposições Wilmar Peres. Além disso, o Ministério Público promove uma exposição fotográfica em homenagem à memória de mulheres vítimas de feminicídio em Mato Grosso, com o objetivo de sensibilizar os visitantes sobre a gravidade da violência de gênero e reforçar a importância do engajamento permanente da sociedade na prevenção desses crimes. Outra iniciativa desenvolvida durante a feira é a instalação de placas com mensagens educativas e de conscientização nas mesas da praça de alimentação. Os materiais abordam temas de interesse social, como combate ao abuso infantil, violência doméstica, crime organizado, eleições, autismo, racismo, patrimônio público, combate à corrupção e preservação do meio ambiente.Assista à entrevista na íntegra aqui:
Fonte: Ministério Público MT – MT
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