Mato Grosso
Escola Técnica Estadual revela jovens talentos da ciência em Mato Grosso
Mato Grosso
A educação profissional e tecnológica em Mato Grosso acaba de colher mais um resultado: cinco estudantes da Escola Técnica Estadual de Campo Verde, vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), foram contemplados com bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio do Programa de Iniciação Científica Júnior (IC-Jr).
Todos os alunos cursam o Ensino Médio na modalidade concomitante com cursos técnicos ofertados pela escola. Três deles estão no 1º ano do curso técnico em Manutenção de Máquinas Industriais, e dois estão no 2º ano do curso técnico em Têxtil.
Orientados pelo professor doutor Mário Rodrigo dos Santos Soares, os alunos foram selecionados após apresentarem projetos na Mostra Estadual das Escolas Técnicas (MEET), etapa municipal. Os trabalhos envolvem temas como reaproveitamento de resíduos da indústria do algodão, produção de nanocristais de celulose e biochar, alinhando ciência, inovação e sustentabilidade.
“O que a gente vem tentando implementar na escola é uma cultura científica, e isso vai de encontro com o Programa de Iniciação Científica Júnior (IC-Jr), que é destinado àqueles alunos que estão no Ensino Médio. Eles passam a ter contato com o método científico e com a estrutura de uma pesquisa desde cedo, o que é extremamente valioso”, explicou o professor Mário, que também atua como pesquisador no Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT Nano Agro), fomentado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), CNPq e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Conforme o professor, os alunos demonstraram um forte interesse pela pesquisa científica desde as aulas e durante o processo de preparação para a mostra. “O desempenho deles, tanto na produção quanto na apresentação dos trabalhos, foi fundamental para a seleção”, destacou o professor. Segundo ele, o programa IC-Jr tem como base os moldes da iniciação científica do ensino superior, mas adaptado ao ensino médio, permitindo aos jovens o primeiro contato com o método científico.
Os projetos têm duração de 12 meses e começaram oficialmente em 1º de julho de 2025. Cada estudante recebe uma bolsa mensal de R$ 300,00 para desenvolver seus planos de trabalho, que envolvem desde revisão bibliográfica até a caracterização dos materiais coletados. A proposta é que, ao final do processo, os alunos consigam gerar conhecimento técnico-científico com aplicabilidade direta na agricultura sustentável, especialmente em técnicas de liberação controlada de fertilizantes.
O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, celebrou a conquista. Para ele, a iniciativa representa a valorização da pesquisa desde o ensino médio e o trabalho que vem sendo desenvolvido nas Escolas Técnicas Estaduais: uma educação profissional viva, conectada com a ciência e que gera resultados para toda a sociedade.
“A educação profissional e tecnológica tem se mostrado uma grande propulsora de jovens pesquisadores, estimulando a pesquisa científica desde o ensino médio. Parabenizo o professor Mário pela iniciativa e, mais uma vez, a Seciteci demonstra que o trabalho realizado no chão da escola está gerando frutos concretos para o futuro da ciência e da inovação em Mato Grosso”, ressaltou o secretário.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Pivetta garante punições e ofensivas contra criminalidade em MT
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), durante posse de policiais civis nesta sexta-feira (24), afirmou que o enfrentamento às facções criminosas continuará “avançando com força” em Mato Grosso.
Questionado pela imprensa sobre o planejamento de segurança do governo, Pivetta pontuou que não permitirá a atuação dos faccionados. Em 2024, a gestão estadual criou a Secretaria de Justiça (Sejus-MT) para otimizar o enfrentamento contra a criminalidade e o controle das unidades prisionais.
“Com as forças que temos, vamos prender e punir. Não há falta do estado neste quesito. Estamos avançando com força e determinação. Pode ser que, há um tempo, os criminosos mudaram de algum estado para cá. Agora, eles mudam de profissão ou vão mudar de estado, porque não vamos permitir”, garantiu.
Após a criação da Sejus, o estado teve redução de aproximadamente 23% nas mortes violentas, sendo a terceira maior redução do Brasil. Pivetta, então, garantiu que está no planejamento estadual manter o estado sem áreas dominadas pelo crime organizado.
“Não temos território dominado pelo estado paralelo e nem vai ter, mas isso não nos deixa tranquilos. Não é nada que nos deixe acomodados. Nós vamos para cima e vamos fazer com que a criminalidade diminua”, completou.
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