Mato Grosso
Governo de MT autoriza mais investimentos em 11 municípios do Médio-Norte e Sudoeste
Mato Grosso
A Comitiva do Governo de Mato Grosso cumpre, entre quinta-feira (12.2) e sábado (14.4), uma extensa agenda em 11 municípios do Médio Norte e Sudoeste do Estado, com inaugurações, entregas, assinaturas de convênios e autorizações de mais investimentos.
Ao longo dos três dias, a comitiva percorre as cidades de Nova Olímpia, Santo Afonso, Nova Marilândia, Nortelândia, Arenápolis, Denise, Barra do Bugres, Lambari d’Oeste, Rio Branco, Salto do Céu e Tangará da Serra, com ações sociais do programa SER Família, infraestrutura, habitação, educação e apoio à agricultura familiar.
Nos últimos sete anos, os 11 municípios já receberam cerca de R$ 3 bilhões em obras e ações do Governo de Mato Grosso.
Confira abaixo a agenda completa para a região:
Quinta-feira (12.2)
7h30 – Chegada em Nova Olímpia
7h45 – Evento de assinaturas e entregas. Local: Auditório Municipal
– Entrega de ações do Programa SER Família
– Autorização para asfaltamento de ruas
– Assinatura de convênio para asfaltamento de ruas e avenidas
– Autorização para concessão de subsídios pelo SER Família Habitação para 96 casas dos Residenciais Ouro Verde 2 e Jardim Itamarati 2
10h15 – Chegada em Santo Afonso
Evento de entregas e assinaturas. Local: Centro de Eventos Silvio Souto Felisbino
– Entrega de ações do Programa SER Família
– Repasse de dois caminhões basculantes para agricultura familiar
– Assinatura de convênio para asfaltamento de 10,4 km da Estrada Boa Esperança
– Lançamento das obras de asfaltamento de 10 km da estrada municipal NM-100, entre Nova Marilândia e Santo Afonso
12h10 – Chegada em Nova Marilândia
Evento de entregas e assinaturas. Local: Centro de Eventos Hilário Dalfior
– Entrega de ações do Programa SER Família
– Entrega de escavadeira hidráulica e caminhão basculante e repasse de veículo para agricultura familiar
– Autorização para licitação da construção das pontes sobre Ribeirão São Francisco de Paula (15m) e Córrego Sucuri (15m), na MT-160
– Autorização para construção da Praça Primavera no Bairro Jardim Planalto II
– Autorização para asfaltamento, drenagem e sinalização de ruas do Bairro Flor de Liz
– Autorização para reforma do Centro de Convivência para Crianças e Adolescentes
– Autorização para construção de creche municipal
– Autorização para concessão de subsídios pelo SER Família Habitação para 404 casas do Residencial Vida
– Lançamento das obras de asfaltamento de 10 km da estrada municipal NM-100, entre Nova Marilândia e Santo Afonso
– Autorização para construção de 100 unidades habitacionais pelo SER Família Habitação
15h – Chegada em Nortelândia
Evento de entregas e assinaturas. Local: Casa do Idoso
– Entrega de ações do Programa SER Família
– Autorização para compra de material para asfaltamento de ruas e avenidas
– Autorização para obras de canalização e drenagem da Grota Santa Luzia e Santana
16h – Chegada em Arenápolis
Evento de entregas e assinaturas. Local: Salão Vale do Lago
– Entrega de ações do Programa SER Família
– Entrega de caminhão pipa e repasse de caminhão basculante para agricultura familiar
– Autorização para obras de asfaltamento e drenagem de ruas do Bairro Jardim Canaã
– Autorização para licitação para obras de duplicação e recuperação em 9,1 km da MT-240 e alargamento da ponte sobre o Rio Santana (101m), entre Arenápolis e Nortelândia
– Autorização para concessão de subsídios pelo SER Família Habitação para 75 casas do Residencial Jardim das Figueiras
– Autorização para construção de ponte sobre o Rio Sucuri (52m)
– Autorização para obras de asfaltamento nos bairros Novo Horizonte, Campina e Bela Vista
18h – Chegada em Denise
Inauguração da nova Escola Estadual Dr. Joaquim Augusto da Costa Marques e evento de entregas e assinaturas
– Entrega de ações do Programa SER Família
– Entrega de retroescavadeira e repasse de veículo para agricultura familiar
– Autorização para asfaltamento e drenagem de ruas e avenidas
– Autorização para concessão de subsídios pelo SER Família Habitação para 103 casas do Residencial Jardim Alvorecer
– Entrega de 342 escrituras definitivas de casas
20h15 – Chegada em Barra do Bugres
Sexta-feira (13.2)
7h – Entrevista para Rádio Ativa
8h – Evento de entregas e assinaturas. Local: Colégio Júlio Muller
– Entrega de ações do Programa SER Família
– Autorização para obras de asfaltamento e drenagem da Estrada 4 marcos”, entre a MT-246 e a Avenida Senador Filinto Müller
– Autorização para licitação para obras de asfaltamento de 43,9 km da MT-246 e de construção da ponte sobre o Rio Branco (56m)
– Autorização para asfaltamento de 35,6 km da MT-160, no entroncamento das MTs- 246 e 409
– Autorização para construção de quadras poliesportivas nas Escolas Estaduais João de Campos Borges e Jula Paré
– Autorização para retomada das obras de construção de 50 unidades habitacionais
9h15 – Vistoria às obras de reforma total do Parque da Barra, na Vila Miranda
10h45 – Chegada em Lambari D’Oeste
Evento de entregas e assinaturas. Local: Quadra da Escola Municipal Luiz Carlos
– Entrega de ações do Programa SER Família
– Autorização de reforma do Estádio Municipal Luiz Vitorazzi
– Autorização para obras de construção de pista de caminhada e academia ao ar livre
– Autorização para licitação de asfaltamento de 42,6 km da MT-339/248, entre São José dos Quatro Marcos e Lambari D´Oeste
– Autorização para reforma e ampliação da Escola Municipal Luiz Carlos Alves da Cruz
– Autorização para recuperação da Avenida Principal (MT-170)
12h30 – Chegada em Rio Branco
Evento de entregas e assinaturas. Local: Quadra da Igreja Católica
– Entrega de ações do Programa SER Família
– Autorização para recuperação de ruas e avenidas
– Autorização para asfaltamento de ruas e avenidas
– Autorização para licitação de asfaltamento de 8,7 km da MT-247, no entroncamento da MT-405 e a Vila Roncador
– Autorização para reforma do Estádio Municipal Odair Lopes Pinheiro, no Bairro Vila Maria
– Autorização para construção da creche Maria Tereza de Calcutá
– Autorização para construção de 30 casas pelo programa SER Família Habitação
15h15 – Chegada em Salto do Céu
Inauguração da reforma e ampliação da Escola Municipal Simão Bororó
Inauguração da reforma e ampliação da Escola Estadual Dep. Francisco Villanova e evento de entregas e assinaturas
– Entrega de ações do Programa SER Família
– Entrega de pá carregadeira e repasse de veículo para agricultura familiar
– Inauguração da ponte sobre o Rio Branco (60m), na MT-246
– Autorização para construção de 6 pontes sobre o Rio Branco
– Autorização para recuperação de ruas e avenidas
– Autorização para construção de 30 casas pelo programa SER Família Habitação
– Vistoria no asfaltamento de ruas do Bairro Boa Esperança
19h30 – Chegada em Tangará da Serra
Sábado (14.2)
7h – Entrevista para Rádio Band
8h – Evento de entregas e assinaturas. Local: Centro de Eventos
– Entrega de ações do Programa SER Família
– Autorização para construção do Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE)
– Entrega de escavadeira hidráulica, motoniveladora, caminhão e semirreboque e repasse de pá carregadeira para agricultura familiar
– Autorização para asfaltamento das estradas municipais TS-08 (Canta Galo) e TS-10 (Água Branca), no entroncamento das MTs-358 e 240, e de 7,4 km do Contorno Oeste do Distrito de São Joaquim do Boche
– Autorização para asfaltamento da estrada municipal TS-42
– Autorização para asfaltamento de ruas do Distrito de Progresso
– Autorização para asfaltamento da Avenida Devanir Barbato e da estrada municipal TS-24
– Autorização para recuperação de ruas do Setor E – Etapa 1 e de ruas e avenidas do Bairro Alto da Boa Vista
– Autorização para licitação para obras de duplicação da Ponte sobre o Rio Sepotuba (89,5m), na MT-426
– Autorização para recuperação da pista de pouso e construção da pista de taxiway e pátio de aeronaves do aeroporto municipal
– Autorização para construção da nova sede do Centro Municipal de Educação Cecília Maria de Barcellos
– Autorização para construção dos Colégios Estaduais Integrados (CEI) Escola Estadual Militar Tiradentes 1° Ten. PM Salomão Fernandes Ferreira e Escola Estadual Jada Torres
– Autorização para concessão de subsídios pelo SER Família Habitação para 2.304 apartamentos dos Residenciais Morada da Conquista, Viver, Morada da Primavera e Recanto das Colinas
9h30 – Vistoria às obras de construção do Hospital Regional
10h – Vistoria às obras de construção de 384 apartamentos do Residencial Solaris I e II pelo programa SER Família Habitação
10h45 – Chegada na Fazenda Itamaraty Norte
11h – Inauguração do asfaltamento de 54,3 km da MT-358, ligando o entroncamento das MTs-358/170 com a BR-364
11h30 – Evento de inauguração. Local: Fazenda Querência
14h – Retorno para Cuiabá
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
E se Dostoiévski Acordasse no Século XXI?
Na tarde do último domingo, nos intervalos das audiências de custódia aqui em Sorriso, reli O Sonho de um Homem Ridículo, um dos textos mais belos e inquietantes de Dostoiévski. Publicado em 1877, o conto narra a experiência de um homem que, à beira do suicídio, sonha com uma humanidade perfeita. Nesse mundo, não existem guerras, inveja, mentira ou egoísmo. Os homens vivem em harmonia entre si, com a natureza e consigo mesmos. Mas algo acontece. A mentira surge. Depois dela vêm o orgulho, a divisão, a violência, o sofrimento e a perda da inocência.Enquanto lia essas páginas, uma pergunta não me saía da cabeça: e se Dostoiévski reescrevesse essa história hoje?À primeira vista, o cenário seria completamente diferente. Imagine o “homem ridículo” contemporâneo caminhando por uma metrópole. O escritor russo não encontraria um mundo iluminado por lampiões a gás, mas desceria as escadas de um metrô lotado. Observaria dezenas de rostos banhados pela luz fria e azulada de seus smartphones; veria corpos fisicamente espremidos no mesmo vagão, mas habitando galáxias distantes, isolados por fones de ouvido com cancelamento de ruído. Encontraria inteligência artificial, engenharia genética e uma humanidade conectada por sinais invisíveis que atravessam oceanos.Mas suspeito que Dostoiévski mudaria muito pouco da essência da narrativa.Talvez o novo paraíso fosse uma sociedade tecnologicamente avançada. Uma civilização sem fome, com doenças controladas, acesso instantâneo ao conhecimento e comunicação imediata. Um mundo que realizaria muitos dos sonhos que pareciam impossíveis no século XIX. E, ainda assim, o escritor faria a mesma pergunta que ecoa em sua obra inteira: por que continuamos infelizes?Talvez ele observasse um paradoxo trágico: nunca estivemos tão conectados e, ao mesmo tempo, tão solitários. Jamais soubemos tanto sobre o mundo e tão pouco sobre nós mesmos. Possuímos meios extraordinários de comunicação, mas esbarramos em uma crescente incapacidade de nos compreendermos.No conto original, a queda da humanidade começa quando os habitantes daquele paraíso aprendem a mentir. Hoje, talvez Dostoiévski escrevesse algo diferente:“Eles aprenderam a representar a si mesmos. E passaram a amar a representação mais do que a própria alma.”A mentira do século XXI nem sempre assume a forma de uma falsidade explícita. Muitas vezes ela se apresenta como uma versão cuidadosamente editada da realidade. Não mentimos necessariamente sobre quem somos; apenas mostramos aquilo que desejamos que os outros vejam. Exibimos vitórias, escondemos fracassos. Publicamos momentos, ocultamos contextos. Aos poucos, corremos o risco de trocar a vida pela vitrine.Junto com essa vitrine, o escritor certamente notaria algo ainda mais profundo sobre a nossa relação com a dor. Em Dostoiévski, o sofrimento nunca é inútil; é através da travessia da dor que a consciência desperta. Hoje, o “homem ridículo” se depararia com uma sociedade obcecada por anestesiar qualquer desconforto. Nós rolamos o feed infinitamente, consumimos entretenimento ininterrupto e buscamos atalhos químicos para não ter que suportar um minuto sequer de tristeza, de tédio ou do silêncio que nos obriga a encarar a nós mesmos.Ele também se surpreenderia com a confiança quase religiosa que depositamos na técnica. O século XIX acreditou que a ciência resolveria os grandes dramas humanos; o século XXI acrescentou a essa esperança os algoritmos e os dados. Mas Dostoiévski jamais acreditou que o problema fundamental do homem fosse técnico. Por isso, observaria com ironia que nos tornamos capazes de medir tudo, exceto o que importa. Quantificamos desempenho e engajamento, mas continuamos sem uma fórmula para o amor, para a coragem ou para o sentido da existência.Em uma das passagens mais impressionantes do conto, os habitantes da humanidade caída proclamam que “a consciência da vida é superior à vida”. A frase soa surpreendentemente moderna. Talvez seja justamente esse o drama contemporâneo: saber cada vez mais sobre a vida e compreender cada vez menos como vivê-la.Vivemos uma época marcada por diagnósticos sombrios. O cinismo tornou-se sinal de inteligência. A internet se tornou o paraíso de pessoas hiperconscientes e ressentidas, que se blindam com a ironia e a crítica destrutiva. Nesse ambiente, a desconfiança tornou-se sinal de maturidade, e a esperança é frequentemente tratada como mera ingenuidade.Mas há algo em Dostoiévski que resiste a todo esse cinismo. Ele nunca reduz o ser humano à sua queda.Voltar do mundo asséptico e performático das redes sociais para a realidade de uma audiência de custódia é um choque de brutalidade. Ali, frente a frente com o crime, o vício e o desamparo, a queda da humanidade abandona a teoria filosófica e ganha rosto, voz e algemas. Nos relatos que ouço nessas ocasiões, lido diretamente com o subsolo da vida real: o orgulho ferido, a violência que nasce do desespero e a perda trágica da inocência. É a fratura exposta da nossa sociedade.Contudo, a genialidade do autor russo está em nos lembrar que, mesmo no fundo desse abismo, mesmo depois de toda a corrupção e de todo o sofrimento, permanece nos homens uma espécie de saudade do paraíso. Eles já não acreditam plenamente na felicidade, mas continuam desejando-a. Já não confiam inteiramente na bondade, mas continuam procurando-a.É por isso que o narrador afirma, ao final do conto, que viu a verdade e sabe que os seres humanos podem ser belos e felizes. Essa talvez seja a declaração mais subversiva e radical que Dostoiévski poderia repetir ao século XXI.Ele não ignoraria os horrores do nosso tempo nem as misérias da alma humana que atravessam as portas de um fórum criminal. Ainda assim, insistiria que o mal é uma deformação, não a nossa vocação. Por isso, se ele reescrevesse O Sonho de um Homem Ridículo hoje, após atravessar telas e algoritmos inimagináveis, imagino que terminaria o texto exatamente como em 1877.Não oferecendo um novo sistema político.Não apresentando uma teoria científica.Não propondo um método revolucionário de reorganização da sociedade.Mas repetindo, contra todo o cinismo do mundo, uma verdade antiga, simples e desconcertante:“O principal — amar os outros como a si mesmo.”Possivelmente, essa conclusão soe modesta — ou puramente ridícula — diante dos algoritmos que nos isolam e das algemas que testemunho no fórum. Mas talvez resida aí a suprema ironia da nossa época: construímos o mundo mais complexo da história apenas para descobrir que a nossa redenção continua exigindo a assustadora coragem de ser simples.*Márcio Florestan Berestinas é promotor de Justiça no Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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