Mato Grosso
Polícia Civil prende traficantes durante entrega de drogas em estacionamento de academia em Várzea Grande
Mato Grosso
Uma mulher e um homem envolvidos com a distribuição e comércio de entorpecentes em Cuiabá e Lucas do Rio Verde foram presos em flagrante pela Polícia Civil, na manhã desta sexta-feira (12.12), após serem flagrados no estacionamento de uma academia em Várzea Grande.
A investigação conduzida pela equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde, indicaram que a mulher de 36 anos saiu do município para buscar drogas com o suspeito, de 22 anos, em Várzea Grande.
A ação, realizada com apoio da equipe da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), resultou na apreensão de diversas porções de entorpecentes, entre maconha e pasta base, arma de fogo e munições.
A prisão dos traficantes ocorreu após policiais da Derf de Lucas do Rio Verde receberem informações de que um carro sairia da cidade com o objetivo de buscar drogas, que posteriormente seriam levadas para o município de Governador Valadares (MG).
A partir das informações os policiais iniciaram o acompanhamento do veículo Fiat Mobi desde a saída de Lucas do Rio Verde até o monitoramento da suspeita já em Várzea Grande. Durante as diligências foi possível flagrar o momento em que a suspeita vai até o estacionamento da academia, buscar a droga com o outro investigado.
Com eles, os policiais apreenderam cinco tabletes de maconha, três tabletes de pasta base, uma sacola com pasta base em pó, uma bolsa com resquícios de pasta base, um revólver e mais cinco munições intactas, além do veículo Fiat Mobi e os celulares dos suspeitos.
Ao perceber que seriam abordados, o suspeito, que estava em posse da arma de fogo, ainda acelerou o carro contra uma das equipes policiais.
Diante dos fatos, todo material ilícito foi apreendido e os suspeitos conduzidos à Denarc, onde após serem interrogados, foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. O suspeito também foi autuado pelo crime de posse ilegal de arma de fogo e munições.
Após as providências na delegacia, os dois traficantes foram colocados à disposição da Justiça.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Réu é condenado a 21 anos e 8 meses por homicídio de agente prisional
O Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou Márcio Ribeiro Moreira, conhecido como “Márcio Cabelo”, a 21 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo homicídio qualificado do agente prisional Ivan Fernandes. O julgamento foi realizado nesta segunda-feira (20), e o Conselho de Sentença reconheceu a materialidade do crime, a autoria e a qualificadora do motivo fútil. A acusação em plenário foi sustentada pelo promotor de Justiça Rodrigo Ribeiro Domingues.De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime ocorreu na noite de 28 de agosto de 2013, em frente ao Bar P2, no bairro CPA IV, em Cuiabá. Na ocasião, Ivan Fernandes e outras pessoas assistiam a uma partida de futebol quando solicitaram ao acusado que diminuísse o volume do som de seu veículo. Inconformado com o pedido, Márcio Ribeiro Moreira retornou ao carro, pegou uma arma de fogo, aproximou-se novamente do local e efetuou um disparo que atingiu a vítima na região do abdômen.O caso chamou atenção pela longa luta da vítima pela sobrevivência. Após ser baleado, Ivan Fernandes permaneceu hospitalizado por quase um ano, período em que foi submetido a mais de dez procedimentos cirúrgicos em razão das graves complicações decorrentes do ferimento. Apesar dos esforços médicos, ele não resistiu e morreu em 11 de agosto de 2014. Com o óbito, o Ministério Público promoveu o aditamento da denúncia, que passou de tentativa de homicídio para homicídio consumado.Durante o julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram que o crime foi cometido por motivo fútil, uma vez que a reação do acusado decorreu de um simples pedido para que reduzisse o volume do som automotivo. A sentença também destacou que a vítima não contribuiu para a ocorrência do fato, tendo apenas solicitado, de forma educada, que o som fosse abaixado.Na dosimetria da pena, foram consideradas circunstâncias desfavoráveis ao réu, entre elas a elevada culpabilidade, os maus antecedentes, as circunstâncias do crime e as graves consequências da conduta. A decisão ressalta ainda que Ivan Fernandes era jovem e deixou uma filha de apenas três anos de idade à época dos fatos.Além da condenação a 21 anos e 8 meses de reclusão, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira determinou a prisão imediata do réu para o início do cumprimento da pena, negando-lhe o direito de recorrer em liberdade.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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