Mato Grosso
Sefaz capacita servidores para elaboração do orçamento estadual de 2026
Mato Grosso
A Secretaria de Fazenda (Sefaz), com o apoio da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), promoveu, nesta sexta-feira (25.7), uma capacitação voltada à elaboração do orçamento estadual para o exercício de 2026.
O encontro foi realizado no auditório da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e reuniu cerca de 150 servidores públicos das secretarias estaduais, órgãos autônomos e Poderes do Estado. O objetivo foi alinhar com as unidades setoriais as diretrizes e metodologia do orçamento, para que cada secretaria e órgão possa programar suas despesas conforme objetivos e resultados definidos no planejamento estadual.
Segundo o secretário adjunto do Orçamento Estadual, Ricardo Capistrano, a capacitação dos servidores é realizada anualmente e contribui para uma gestão orçamentária mais transparente, participativa e orientada por resultados.
“Este momento é essencial para garantir o alinhamento das unidades orçamentárias às diretrizes estabelecidas. A construção do orçamento é um processo estratégico e colaborativo, que requer participação técnica qualificada e uma visão integrada das políticas públicas”, destacou o secretário adjunto do Orçamento Estadual, Ricardo Capistrano.
Durante a capacitação, as equipes técnicas da Sefaz e da Seplag apresentaram temas como o Plano de Trabalho Anual, as diretrizes orçamentárias e o orçamento temático. Também foram abordadas a metodologia aplicada ao teto orçamentário para alocação de recursos e o planejamento da receita e das despesas, incluindo as de caráter obrigatório.
Para o secretário adjunto de Planejamento e Governo Digital da Seplag, Sandro Brandão, o Estado discute o planejamento orçamentário em um momento estratégico, em que o país tem rediscutido a importância do planejamento público. De acordo com o gestor, o próprio Conseplan (Conselho Nacional de Secretários do Planejamento) tem promovido debates sobre orçamento e planejamento, o que tem possibilitado a troca de experiências entre as unidades da federação.
“Esse movimento tem nos permitido realizar um intercâmbio institucional com outros estados, fortalecendo nosso trabalho e evidenciando que muitas das práticas já adotadas aqui, tanto no planejamento quanto no orçamento, são reconhecidas excelentes práticas. Tanto que diversos estados nos procuram para entender como estamos conduzindo esses processos”, ressaltou, ao destacar que o novo ciclo do PPA, por exemplo, foi construído com base em estudos e experiências bem-sucedidas de outras unidades federativas.
A proposta orçamentária para 2026, formalizada por meio da Lei Orçamentária Anual (LOA), está em fase de elaboração e deverá ser encaminhada à Assembleia Legislativa até final de setembro, conforme determina a legislação.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Penas de sete faccionados condenados pelo Júri somam 192 anos
O Tribunal do Júri de Água Boa (a 730 km de Cuiabá) condenou sete integrantes de uma facção criminosa por homicídio qualificado e participação em organização criminosa. Parte dos réus também foi condenada pelos crimes de cárcere privado, tortura e ocultação de cadáver. Somadas, as penas totalizam 192 anos e quatro meses de reclusão, além de 116 dias-multa. O julgamento foi realizado nos dias 16 e 17 de junho, com apoio do Grupo de Atuação Especial no Tribunal do Júri (GAEJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).De acordo com denúncia da 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Água Boa, Jonatha Fernando Moraes Mata, Natália Galvão Alves, Ana Julia Xavier Morais, Yara Yasmin Vilava Alves, Eduardo Ribeiro da Silva, Diego Oliveira dos Santos e Mathias Xavier Campos integravam uma organização criminosa com atuação na região. Conforme a investigação, o grupo planejou e executou o assassinato de Allan Davi Andrade Sousa, em fevereiro de 2024, em uma residência localizada no município de Nova Nazaré. A vítima foi atraída para uma emboscada, morta por motivo torpe e submetida a meio cruel de execução.Antes do homicídio, Allan Davi e o amigo Lucas Orescio Dias foram mantidos em cárcere privado por várias horas. Segundo o Ministério Público, os dois foram atraídos para a residência sob o pretexto de um encontro com integrantes da facção. Após chegarem ao local e consumirem entorpecentes com algumas das acusadas, foram surpreendidos por outros integrantes do grupo, que chegaram armados, tomaram seus celulares e os impediram de deixar o imóvel.As investigações apontaram que a execução foi motivada pela suspeita de que Allan integrasse uma facção rival. A desconfiança surgiu após uma publicação feita pela vítima em uma rede social. A partir daí, integrantes da organização criminosa passaram a monitorar Allan, planejaram uma emboscada e acionaram lideranças da facção para decidir o destino da vítima. Durante horas, Allan e Lucas foram submetidos a ameaças e intensa pressão psicológica enquanto os acusados analisavam o conteúdo de seus aparelhos celulares e buscavam obter uma suposta confissão.Ainda conforme a denúncia, após a autorização para a execução, Allan Davi foi asfixiado com um lençol por integrantes do grupo. Em seguida, parte dos envolvidos transportou o corpo para uma área de mata na zona rural de Nova Nazaré, onde o cadáver foi enterrado em uma cova rasa. A vítima foi decapitada no local, circunstância que embasou o reconhecimento da qualificadora do meio cruel. Enquanto isso, Lucas Orescio permaneceu sob vigilância dos criminosos e, ao ser liberado, teria sido ameaçado para não revelar o que havia ocorrido.Entre os condenados, Jonatha Fernando Moraes Mata recebeu a maior pena, de 35 anos e oito meses de reclusão, além de 16 dias-multa, pelos crimes de homicídio qualificado, dois crimes de cárcere privado, dois crimes de tortura e organização criminosa com função de comando. Natália Galvão Alves foi condenada a 29 anos de reclusão e 20 dias-multa; Yara Yasmin Vilava Alves, a 28 anos de reclusão e 10 dias-multa; Diego Oliveira dos Santos, a 28 anos e oito meses de reclusão e 20 dias-multa; Ana Julia Xavier Morais, a 26 anos de reclusão e 20 dias-multa; Eduardo Ribeiro da Silva, a 25 anos de reclusão e 10 dias-multa; e Mathias Xavier Campos, a 20 anos de reclusão e 20 dias-multa.Todos os condenados deverão cumprir a pena em regime inicial fechado. O juiz presidente do Tribunal do Júri negou o direito de recorrer em liberdade e manteve as prisões preventivas dos réus.Processo 1001338-09.2024.8.11.0021.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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