Mato Grosso
TCE-MT conclui primeiro ciclo da Comissão Multissetorial de Monitoramento pela redução da judicialização na saúde pública
Mato Grosso
| Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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| Reunião da Comissão Multissetorial de Monitoramento da Mesa Técnica 9/2023, instituída para acompanhar a implementação das medidas estruturantes aprovadas para reduzir a judicialização na saúde pública. |
O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) concluiu o primeiro ciclo de trabalho da Comissão Multissetorial de Monitoramento da Mesa Técnica 9/2023, instituída para acompanhar a implementação das medidas estruturantes aprovadas para reduzir a judicialização na saúde pública. Liderado pelo presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social (Copspas), conselheiro Guilherme Antonio Maluf, o grupo realizou sua segunda reunião, na qual foram apresentados os resultados dos primeiros seis meses e definidas as metas para o próximo período.
A comissão foi criada como inovação decorrente da mesa concluída em dezembro de 2024, que aprimorou o fluxo das Representações Pré-Processuais (RPPs) no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania da Saúde Pública (Cejusc). Para o conselheiro, a consolidação do fluxo da RPP representa um avanço significativo na busca por soluções mais céleres e eficientes para as demandas de saúde. Ele ressaltou que, por se tratar de um modelo pioneiro, o acompanhamento permanente é fundamental.
“Essa foi uma mesa técnica diferente das demais porque exige monitoramento da execução. Estamos construindo algo inédito e, por isso, cada instituição trouxe suas dificuldades e contribuições. Na última reunião, eram 33 RPPs em tramitação, hoje já são cerca de 80 procedimentos. A tendência é que esse número cresça e, principalmente, que o serviço se torne mais eficiente”, declarou Maluf.
Durante a reunião, a secretária de Normas, Jurisprudência e Consensualismo do TCE-MT, Lisandra Barros, apresentou o relatório que consolida as ações conduzidas até o momento. Segundo ela, o período foi dedicado essencialmente à implementação das medidas estruturantes do fluxo. “Durante seis meses, trabalhamos na organização do fluxo de entrada das RPPs e no seu processamento. Das ações previstas, cerca de 90% já foram implementadas, ainda que algumas continuem demandando aperfeiçoamento. Para o próximo ciclo, vamos medir eficiência, esforços e efetividade por meio de indicadores para saber quantas RPPs ingressam, quantas são resolvidas, quantas ainda acabam judicializadas e onde estão os gargalos.”
Proponente da mesa técnica, o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) foi representado pelo gestor-geral Sebastião José de Queiroz, que reforçou a relevância da integração institucional. “O Nupemec implementou o formulário de registro para atendimento de todas as demandas em saúde via reclamação pré-processual, evitando a judicialização e contribuindo para uma prestação jurisdicional mais eficiente. Essa Comissão é formada por parcerias essenciais para oferecer soluções efetivas à sociedade e reduzir a morosidade dos longos processos judiciais.”
Parte do trabalho é feito pelo Núcleo de Apoio Judicial (NAJ), instituído por meio de cooperação entre o TJMT, o Governo de Mato Grosso e a Secretário Estadual de Saúde (SES-MT). Responsável técnica da NAJ, Valéria Nogueira informou que o sistema registra atualmente 87 RPPs ativas, das quais 24 estão em tramitação, 13 já foram solucionadas por via consensual, oito foram judicializadas e 26 encontram-se em fase de supervisão de contas. “Para um primeiro ciclo, os resultados são muito positivos, pois ampliam o acesso direto da população ao sistema, aproximando as instituições do cidadão”, enfatizou Valéria.
O procurador do Ministério Público de Contas (MPC) e membro da Copspas, Willian de Almeida, também destacou a importância da iniciativa. “As instituições do estado estão de parabéns ao unir esforços para evitar a judicialização da saúde e oferecer à população atendimento menos burocrático e mais rápido, por meio da RPP.”
Entre as prioridades definidas para o próximo ciclo está a criação de indicadores para avaliar a aderência dos procedimentos ao fluxo estabelecido, o aperfeiçoamento da comunicação institucional e a ampliação da divulgação da RPP. Neste sentido, o conselheiro reforçou que a política de proteção de dados está integralmente observada. “Nós vamos preservar nomes e prontuários. A Lei Geral de Proteção de Dados está sendo rigorosamente cumprida pela SES e pelo Tribunal de Justiça.”
Por fim, Maluf destacou que as ações não visam zerar as judicializações, mas sim dar celeridade aos procedimentos relacionados aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). “A demanda é crescente e os procedimentos mudam constantemente, mas podemos reduzi-la com eficiência, custo adequado e previsibilidade”, concluiu.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
Telefone: 3613-7561
Fonte: TCE MT – MT
Mato Grosso
Governo de MT aguarda licenciamento do Ibama para construção de túnel no Portão do Inferno
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) já encaminhou oito pedidos ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para a renovação da delegação para o licenciamento das obras localizadas dentro do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães.
Em nenhum deles obteve resposta favorável, ou seja, é infundada a informação de que a Sema tenha perdido o prazo para a renovação da delegação de licenciamento ambiental.
O Estado possuía delegação do Ibama apenas para o licenciamento de intervenções no local, e não para a realização de uma nova obra.
No entanto, após o início das obras e dos estudos aprofundados no Portão do Inferno, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) decidiu que a construção de um túnel no paredão é a solução definitiva para os problemas de desmoronamento no local.
Com isso, o Estado fez novo pedido de licenciamento para a obra, e o Ibama decidiu que ele tramitaria no âmbito federal, por ela estar localizada dentro da unidade de conservação federal.
Enquanto a solução definitiva não é licenciada pelo Ibama, o Estado trabalha no relançamento do processo licitatório, já que o primeiro foi considerado deserto, o que deve ocorrer em breve.
A Sinfra mantém as ações de monitoramento e controle ambiental previstas nas condicionantes das licenças ambientais já emitidas, como a execução dos programas de gestão ambiental, o gerenciamento de resíduos sólidos, o monitoramento de efluentes líquidos, ruídos, vibrações e emissões atmosféricas, as ações de segurança, meio ambiente e saúde do trabalhador, a recuperação de áreas degradadas, o controle de processos erosivos, o monitoramento da supressão de vegetação, a conservação da fauna e a mitigação de atropelamentos da fauna silvestre.
Além disso, a Secretaria faz o videomonitoramento do local, que auxilia no acompanhamento contínuo das condições da área, especialmente no período de chuvas, para o controle do tráfego, conforme o protocolo de segurança vigente.
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