Opinião
Arefloresta completa 22 anos e projeta Mato Grosso como potência florestal sustentável
Opinião
*Por Glauber Silveira
Criada em agosto de 2002, a Associação dos Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta) nasceu com a missão de reunir produtores, indústrias e prestadores de serviços do setor florestal. No início dos anos 2000, o estado já contava com mais de 100 mil hectares de florestas plantadas, especialmente de teca, mas faltava organização e articulação política. Pioneiros, como Haroldo Klein e Fausto Takizawa, lideraram o movimento de união para fortalecer políticas públicas, abrir mercados e fomentar a sustentabilidade.
Ao longo de duas décadas, a entidade ampliou seu escopo de atuação, conectando produtores a empresas de assistência técnica, viveiros de mudas clonais e indústrias consumidoras de biomassa. Um marco para este setor foi a criação, em parceria com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), do plano de suprimento sustentável, que obriga grandes consumidores, como frigoríficos, cervejarias, lavanderias industriais, entre outros, a declararem oficialmente a origem da biomassa a ser usada no período de cinco anos.
De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o estado possui cerca de 129 mil hectares de eucalipto e 68 mil hectares de teca plantados. Com isso, Mato Grosso posiciona-se como o maior produtor de teca do Brasil.
Atualmente, Mato Grosso exporta madeira de reflorestamento para 61 países em cinco continentes, o que reforça a relevância econômica do setor de florestas plantadas. As exportações ampliam a presença do agronegócio estadual no exterior, geram empregos e movimentam a renda tanto no campo quanto nas cidades.
O estado também reúne condições únicas para o desenvolvimento florestal. O custo para plantar e manter um hectare de eucalipto durante um ciclo de seis anos varia de R$ 16 mil a R$ 20 mil, o que significa que um projeto de mil hectares exige investimentos próximos a R$ 20 milhões. Por isso, o planejamento de mercado e a segurança jurídica são fundamentais para atrair novos investidores.
Os negócios a partir do reflorestamento são positivos também para os cofres públicos. Somente em 2022, o setor de base florestal recolheu R$ 66,2 milhões em impostos para a Fazenda estadual.
Para os próximos anos, a Arefloresta planeja expandir sua base de associados, incluindo instituições financeiras e investidores internacionais, além de se consolidar como plataforma de créditos de carbono. Nosso foco também inclui a internacionalização da produção, o fortalecimento da cadeia de biomassa e o incentivo à adoção de tecnologias que aumentem a produtividade, reduzindo custos.
Nosso objetivo é transformar Mato Grosso em referência nacional e global de reflorestamento sustentável, com segurança jurídica, desenvolvimento econômico e respeito ambiental. Com 22 anos de história, a Arefloresta reafirma seu compromisso em conectar produtores a consumidores conscientes e preparar o estado para um futuro de crescimento verde.
*Glauber Silveira é vice-presidente da Arefloresta, empresário do setor florestal e defensor de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro.
Opinião
Fibrose Cística: quando a informação acolhe e salva vidas
*Por Katiuscia Manteli
A fibrose cística é uma doença que muitas vezes passa despercebida pela maioria da população, mas que transforma a rotina de quem convive com ela. Afeta a respiração, o sistema digestivo e, até mesmo, o simples ato de viver o dia a dia. Afeta famílias inteiras, que aprendem a adaptar horários, tratamentos e expectativas. Por isso, a criação do Dia Municipal de Conscientização e Divulgação da Fibrose Cística, instituído pela Lei nº 7.375 de 2025, representa um gesto de cuidado com pessoas que, na maior parte do tempo, lutam sem que suas histórias sejam conhecidas.
A data, celebrada em 5 de setembro, é uma oportunidade para que a sociedade volte o olhar para quem vive com a doença, para que o diagnóstico precoce seja incentivado e para que mais famílias recebam o apoio que precisam. Conhecimento salva vidas, e a lei nasce justamente para ampliar esse alcance.
As campanhas educativas, os seminários e todas as ações previstas são instrumentos que ajudam a tornar a cidade mais consciente. Quando pais reconhecem sinais que antes passariam despercebidos, quando um adolescente entende que sua dificuldade de respirar tem explicação e tratamento, quando profissionais de saúde estão mais preparados para orientar e acolher, estamos falando de uma mudança real. Informar é, também, uma forma de abraçar.
Outro ponto essencial é o acesso aos medicamentos e tratamentos adequados. Quem convive com a fibrose cística sabe o quanto essa garantia pode representar esperança. A lei chama atenção para essa necessidade e reforça o compromisso do poder público com a regularidade e a qualidade da assistência oferecida. Lembrar disso todo ano é uma forma de proteger vidas todos os dias.
A fibrose cística não pode continuar invisível. A criação desta data municipal é um passo importante para manter o tema presente, estimular o diálogo e mostrar às famílias que elas não enfrentam essa jornada sozinhas. Que esse dia fortaleça o cuidado e ajude a construir uma rede de apoio mais acolhedora e consciente.
Que esta lei abra portas para mais informação, mais acesso e mais esperança. E que cada pessoa afetada pela fibrose cística encontre, em Cuiabá, uma cidade que a acolhe, compreende suas necessidades e se compromete verdadeiramente com sua qualidade de vida.
*Katiuscia Manteli é jornalista e vereadora em Cuiabá (Podemos).
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