Opinião

Cultura Organizacional: pilar para o sucesso dos negócios

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Por Edilene Bocchi *

 

A cultura organizacional é como a “personalidade” de uma empresa. É o conjunto de valores, crenças, normas, rituais e comportamentos que orienta as ações e interações de todos os colaboradores, desde a liderança até o estagiário, entre si e com os demais públicos ligados ao negócio.

Vai muito além do que está escrito no manual da empresa. É a forma como as pessoas se comunicam, como as decisões são tomadas, como os erros são tratados e o que realmente é valorizado na prática. Ou seja, é como as coisas acontecem de fato naquele lugar.

A célebre frase do renomado escritor, professor e consultor administrativo Peter Drucker – “A cultura engole a estratégia no café da manhã” – demonstra a cultura como um fator fundamental para o sucesso de qualquer iniciativa estratégica.  Se a cultura não apoiar a estratégia, os funcionários não se engajam na execução, podem criar fortes barreiras para o alcance dos objetivos.

Uma cultura sólida impacta diretamente a produtividade, a retenção de talentos, a escolha dos clientes e, por consequência, o resultado final. Ela cria um senso de propósito que alinha as pessoas aos objetivos da organização, vinculando o que as pessoas acreditam com o que se pratica na empresa.

O resultado disso é o engajamento autêntico das pessoas, diminuindo os esforços das lideranças em ter que “empurrar” as pessoas para a execução do que é necessário.

Uma pesquisa da Deloitte (empresa de auditoria, consultoria e gestão de riscos) demonstrou que empresas com culturas organizacionais bem estruturadas e inclusivas registraram 22% mais lucratividade e 27% mais capacidade de liderar mudanças. O desafio de se construir uma cultura organizacional forte começa em identificá-la, pois ela não é o que está posto, mas o que é percebido pelas pessoas.

Para criar uma cultura favorável aos objetivos da organização, primeiramente é necessário medir a atual cultura. É importante identificar o que precisa ser mudado na forma como as pessoas se relacionam, em como se toma decisões, como se demonstra essa cultura. Além disso, é importante atualizar valores se necessário, treinar, mudar critérios na contratação e disseminar por toda a organização o novo jeito de fazer as coisas, iniciando pelas lideranças.

O novo “jeito de ser” da empresa precisa estar demonstrado em todas as relações dentro e fora da empresa. Não é simples, pois as pessoas precisarão agir conforme pregam. Se você quer que seu colaborador trate bem seus clientes, não adiantará somente treiná-lo para isso, você terá que tratá-lo bem verdadeiramente.

No passado, dizíamos: “A palavra convence, mas o exemplo arrasta”. Hoje dizemos: “A palavra não convence, somente o exemplo arrasta”. O caminho é árduo, porém possível. Só precisamos começar.

 

 *Edilene Bocchi é administradora e CEO da Vesi Consulting, empresa que atua na gestão de pessoas, coaching para lideranças e equipes, sucessão familiar e carreira – siga @vesiconsulting.

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Fibrose Cística: quando a informação acolhe e salva vidas

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*Por Katiuscia Manteli

A fibrose cística é uma doença que muitas vezes passa despercebida pela maioria da população, mas que transforma a rotina de quem convive com ela. Afeta a respiração, o sistema digestivo e, até mesmo, o simples ato de viver o dia a dia. Afeta famílias inteiras, que aprendem a adaptar horários, tratamentos e expectativas. Por isso, a criação do Dia Municipal de Conscientização e Divulgação da Fibrose Cística, instituído pela Lei nº 7.375 de 2025, representa um gesto de cuidado com pessoas que, na maior parte do tempo, lutam sem que suas histórias sejam conhecidas.

A data, celebrada em 5 de setembro, é uma oportunidade para que a sociedade volte o olhar para quem vive com a doença, para que o diagnóstico precoce seja incentivado e para que mais famílias recebam o apoio que precisam. Conhecimento salva vidas, e a lei nasce justamente para ampliar esse alcance.

As campanhas educativas, os seminários e todas as ações previstas são instrumentos que ajudam a tornar a cidade mais consciente. Quando pais reconhecem sinais que antes passariam despercebidos, quando um adolescente entende que sua dificuldade de respirar tem explicação e tratamento, quando profissionais de saúde estão mais preparados para orientar e acolher, estamos falando de uma mudança real. Informar é, também, uma forma de abraçar.

Outro ponto essencial é o acesso aos medicamentos e tratamentos adequados. Quem convive com a fibrose cística sabe o quanto essa garantia pode representar esperança. A lei chama atenção para essa necessidade e reforça o compromisso do poder público com a regularidade e a qualidade da assistência oferecida. Lembrar disso todo ano é uma forma de proteger vidas todos os dias.

A fibrose cística não pode continuar invisível. A criação desta data municipal é um passo importante para manter o tema presente, estimular o diálogo e mostrar às famílias que elas não enfrentam essa jornada sozinhas. Que esse dia fortaleça o cuidado e ajude a construir uma rede de apoio mais acolhedora e consciente.

Que esta lei abra portas para mais informação, mais acesso e mais esperança. E que cada pessoa afetada pela fibrose cística encontre, em Cuiabá, uma cidade que a acolhe, compreende suas necessidades e se compromete verdadeiramente com sua qualidade de vida.

*Katiuscia Manteli é jornalista e vereadora em Cuiabá (Podemos).

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