Opinião
Defender o agro é defender interesses particulares?
Opinião
A resposta é não.
Defender o agronegócio não significa defender interesses particulares. Sob a ótica jurídica, trata-se da proteção de um interesse homogêneo coletivo, pois seus reflexos alcançam toda a sociedade. Quando se defende a segurança jurídica no campo, o direito de produzir, a infraestrutura, a logística e políticas públicas eficientes, não se beneficia apenas o produtor rural, mas toda a cadeia econômica e, principalmente, o consumidor.
Em Mato Grosso, o agronegócio responde por mais de 50% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, demonstrando que o desenvolvimento econômico do Estado está diretamente ligado ao desempenho do campo. Porém, seus efeitos ultrapassam os limites das propriedades rurais.
Outro aspecto que merece destaque é a soberania nacional. Nenhum país alcança verdadeira independência sem garantir segurança alimentar e capacidade de produção. Uma nação que depende de outros países para produzir alimentos ou matérias-primas estratégicas torna-se vulnerável a crises internacionais, conflitos geopolíticos e oscilações do mercado mundial. Por isso, fortalecer o agronegócio também é fortalecer a soberania do Brasil.
Além disso, é preciso conscientizar a população de que o agro está presente no cotidiano de todos. A soja transforma-se em óleo de cozinha, biodiesel e ração animal. O milho é utilizado na produção de alimentos, etanol e diversos produtos industrializados. O algodão vira roupas, toalhas e tecidos. A madeira abastece a construção civil. A pecuária fornece carne, leite e couro. Ou seja, o agro está na mesa das famílias, nas roupas que vestimos, no combustível utilizado pelos veículos e em inúmeros produtos consumidos diariamente.
O campo também movimenta caminhoneiros, oficinas mecânicas, postos de combustíveis, cooperativas, bancos, transportadoras, supermercados, indústrias, empresas de tecnologia e milhares de pequenos comerciantes. Quando o produtor investe, a cidade cresce. Quando a produção diminui, toda a economia sente os efeitos.
Defender o agronegócio, portanto, não é privilegiar um grupo específico. É proteger um setor estratégico que gera empregos, impulsiona o desenvolvimento, garante alimentos, fortalece a economia e preserva a soberania nacional. Em um Estado como Mato Grosso, defender o agro é defender o interesse de toda a coletividade.
Por FLAVIANE RAMALHO – (nome político Flaviane Bolsonaro – pré-candidata a Deputada Estadual pelo partido NOVO), advogada há 21 anos, com pós-graduações em Direito Agrário, Direito Previdenciário, e Direito do Agronegócio, Membro da Comissão de Direito Agrário da OAB/MT, Membro da Academia Brasileira de Direito do Agronegócio – ABRADA, Certificada Quality Brasil, Membro Certificada do LAQI, integrando o modelo de Excelência Latino-Americano, e condecorada internacionalmente “The Lawyer of the Year 2025 – Highly Commended pelo Latin American Quality Institute, e Global Law Firm Quality Certification 2025.
Opinião
O futuro do varejo passa por Cuiabá
O varejo vive uma das maiores transformações de sua história. A inteligência artificial, o comércio eletrônico e as novas formas de consumo mudaram definitivamente a relação entre empresas e clientes. Nunca foi tão fácil comprar, mas também nunca foi tão desafiador vender.
Nesse cenário, a tecnologia deixou de ser um diferencial para se tornar uma necessidade. Mais do que adotar ferramentas digitais, o desafio é utilizá-las para melhorar a gestão, fortalecer o relacionamento com o consumidor e oferecer experiências capazes de fidelizar clientes.
É justamente com esse propósito que Cuiabá receberá, nos dias 5 e 6 de agosto, a primeira edição do CONECTA MT, uma iniciativa da CDL Cuiabá em parceria com o Sebrae Mato Grosso. Mais do que um evento, o CONECTA foi pensado com a proposta de se tornar um ambiente permanente de inovação, conhecimento e conexão entre empresários, aproximando o varejo mato-grossense das principais tendências que já transformam o comércio brasileiro.
A transformação digital não pertence apenas às grandes empresas. Hoje, pequenos e médios negócios também podem utilizar inteligência artificial, automação, análise de dados e marketing digital para aumentar sua competitividade. Mas inovação vai além da tecnologia. Significa desenvolver uma nova forma de pensar o negócio e compreender que o consumidor busca agilidade, personalização e um atendimento cada vez mais qualificado.
Nenhuma tecnologia substitui a confiança construída no relacionamento entre empresa e cliente. O futuro do varejo será resultado da união entre inovação e atendimento de excelência.
Durante o CONECTA MT, empresários terão acesso à Feira de Inovação e Negócios, com soluções em gestão, automação, crédito, logística e meios de pagamento, além da 6ª Jornada de Marketing Digital, que reunirá especialistas nacionais para discutir inteligência artificial, branding, marketing e comportamento do consumidor.
Acredito que Mato Grosso reúne todas as condições para se consolidar como referência em inovação aplicada ao comércio. Somos um estado empreendedor, em constante crescimento, e precisamos preparar nossas empresas para competir em um mercado cada vez mais digital.
Quem investe em conhecimento se adapta mais rápido às mudanças e transforma desafios em oportunidades. É esse o principal objetivo do CONECTA MT: inspirar, conectar pessoas e mostrar que o futuro do varejo já começou.
Este evento será o ponto de encontro de quem acredita que inovação e conhecimento são os caminhos para um comércio mais forte, competitivo e preparado para os próximos desafios.
*Júnior Macagnam é empresário do setor da moda há mais de 20 anos e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá).
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