Opinião
O futuro de Chapada depende da gente
Opinião
Por Fabio Tardin
Eu sou do interior de Mato Grosso. Nasci em Juscimeira, onde aprendi cedo que lazer não é luxo, é necessidade. Nunca tive a chance de conhecer o mar quando era criança. Mas tive a sorte de crescer perto de cachoeiras, rios e trilhas que faziam parte da nossa vida. Era o turismo que cabia no bolso da nossa família. E é por isso que defendo com tanta convicção o turismo popular, acessível, democrático. Porque todo mundo merece esse direito.
Chapada dos Guimarães é um exemplo claro disso. Uma das maiores belezas do Brasil, pertinho da capital, cheia de paisagens de tirar o fôlego e com um povo acolhedor que luta, todos os dias, pra manter vivo o brilho dessa terra.
Hoje, no aniversário da cidade, a gente celebra essa história e também reforça a importância de cuidar do que é nosso.
Chapada tem tudo pra crescer com o turismo. Assim como cidades como Bonito (MS), Gramado (RS) ou Campos do Jordão (SP), ela pode gerar emprego, renda e oportunidade pra quem vive lá. Mas pra isso acontecer, é preciso destravar os problemas, investir em infraestrutura e garantir que o turismo seja sustentável, sem destruir o meio ambiente.
Turismo é uma indústria sem chaminé. Não polui, não desgasta, gera oportunidades e valoriza o que temos de melhor. E Chapada tem tudo pra ser um modelo disso.
A cidade merece mais que parabéns. Merece políticas públicas à altura de sua grandeza. E seu povo, esse sim, a verdadeira alma da cidade, merece reconhecimento, investimento e respeito.
Eu continuo firme nessa luta. Que os próximos anos sejam marcados por planejamento, união e ações concretas que respeitem a vontade de quem vive e acredita no turismo como caminho.
Chapada dos Guimarães, Mato Grosso, conte comigo!
Fábio Tardin é deputado estadual por Mato Grosso
Opinião
As Amélias de hoje
Quando chega o mês da mulher, gosto de refletir sobre um tema que, durante muito tempo, foi mal interpretado: a figura da “Amélia”. Muita gente se lembra da música famosa de Ataulfo Alves e Mário Lago e associa o nome Amélia a uma mulher submissa, limitada ao lar ou reduzida ao papel de servir. Mas será que é isso mesmo que significa ser uma Amélia?
Eu penso diferente. Ao longo da minha trajetória, comecei a refletir sobre esse assunto quando ainda estava na faculdade. Em uma aula, recebemos o tema “Amélia” para uma redação. Naquele momento eu já era mãe e estava grávida do meu segundo filho. Quando escrevi meu texto, percebi que a visão predominante era de crítica à figura da Amélia, como se ela representasse algo negativo para a mulher.
Mas eu nunca enxerguei dessa forma, eu sempre acreditei que uma coisa não precisa substituir a outra… ela pode somar. Ser uma mulher ativa no mercado de trabalho não impede que ela também cuide da sua casa, da sua família ou dos seus afetos. Da mesma forma, dedicar-se à família não diminui a inteligência, a força ou a capacidade de uma mulher.
Quando comecei a pesquisar mais sobre o assunto, descobri algo interessante: o significado do nome Amélia não tem nada a ver com submissão. Muito pelo contrário, Amélia significa uma mulher vigorosa, ativa e trabalhadora e isso descreve perfeitamente muitas mulheres que conhecemos.
As Amélias de hoje são mulheres que trabalham, que empreendem, que lideram, que estudam, que cuidam da casa, que educam os filhos e que, muitas vezes, ainda sustentam suas famílias. São mulheres que enfrentam dificuldades, mas seguem firmes, construindo caminhos com coragem e resiliência.
No meu consultório, ao longo dos anos, ouvi inúmeras histórias de vida e posso dizer com segurança que muitas mulheres são verdadeiras parceiras na construção da vida familiar. Elas caminham ao lado, enfrentam momentos difíceis, ajudam a reorganizar a casa, apoiam os filhos e muitas vezes sustentam emocionalmente toda a estrutura da família, e isso representa força!
Ser Amélia hoje não significa abrir mão da autonomia ou da liberdade. Significa compreender que a mulher pode ocupar todos os espaços que desejar (no trabalho, na política, na ciência, na família ou onde mais escolher estar), mas também significa reconhecer que algumas qualidades tradicionalmente femininas, como o cuidado, a parceria, a capacidade de administrar múltiplas tarefas e de manter relações equilibradas, não devem ser desprezadas.
Essas qualidades não diminuem a mulher, pelo contrário, revelam sua grandeza. As Amélias de hoje são mulheres modernas, conscientes e protagonistas da própria história. São mulheres que trabalham, que sonham, que realizam e que, acima de tudo, constroem. Somos nós o cuidado e a delicadeza, ou seja, ser feminina não diminui, em nada, a nossa coragem.
Neste Mês Internacional da Mulher, minha reflexão é simples: que possamos valorizar todas as mulheres, em suas diferentes escolhas, trajetórias e formas de viver, porque, no final das contas, cada uma de nós carrega um pouco dessa força silenciosa, ativa e transformadora que sempre existiu nas verdadeiras Amélias.
Sonia Mazetto – Gestora de Potencial Humano, Terapeuta Integrativa, Fonoaudióloga e Palestrante
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