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Katiuscia Manteli defende punição rígida a agressores e cobra reformas no Código Penal

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O caso de violência doméstica registrado em Barra do Garças, onde uma mulher precisou de escolta da Polícia Civil para retirar seus pertences de casa, motivou o posicionamento de Katiuscia Manteli na tribuna da Câmara de Cuiabá. A vereadora defendeu uma reformulação no Código Penal, sustentando que o enfrentamento ao feminicídio exige medidas preventivas claras.

Ao apontar a atuação das forças de segurança do Estado, Katiuscia alertou para o gargalo do sistema judiciário, que viabiliza a soltura rápida de quem comete abusos.

“A Polícia Civil cumpriu o papel de garantir a integridade física dessa mulher, que vivia sob agressões e cárcere privado. O problema ocorre no dia seguinte. A legislação atual permite que o agressor ganhe a liberdade rapidamente. Sem aceitar o fim do relacionamento, ele volta a persegui-la. É uma tragédia anunciada”, alertou.

Ela destacou que o perigo atinge o ápice justamente quando a vítima decide romper o relacionamento.

“O risco aumenta no momento em que ela decide reconquistar a independência. É quando o agressor se depara com a perda do controle, as ameaças escalam e o inconformismo se transforma em perseguição e tentativa de morte”, explicou Katiuscia.

Para ela, o sistema de Justiça não pode agir de forma reativa, limitando-se a registrar a estatística após o crime consumado.

“O Estado precisa neutralizar a ameaça antes do feminicídio. A prevenção passa por manter o agressor afastado e preso. Quem ameaça a vida de uma mulher não pode conviver em sociedade”, afirmou.

Katiuscia também trouxe uma análise prática sobre as políticas públicas de acolhimento. Embora reconheça a importância da emancipação econômica feminina, ela ponderou que essa medida não interrompe a violência de forma isolada.

“Discutir emprego e renda para as mulheres é fundamental, mas não resolve o problema sozinho. Não adianta garantir um emprego à vítima se ela continuar sendo caçada nas ruas. A proteção física e a restrição da liberdade de quem ataca devem ser prioridades”, pontuou.

Ao final do pronunciamento, Katiuscia cobrou que o Congresso Nacional assuma a responsabilidade por essa mudança legislativa. Para ela, a raiz do problema está nas normas federais, cuja alteração é necessária para salvar vidas.

“As ferramentas legislativas atuais são insuficientes. A mudança estrutural ocorre na esfera federal. Precisamos de representantes em Brasília que alterem o Código Penal com rigor. Preservar a vida das mulheres exige leis claras e sem brechas”, concluiu.

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Segurança pública pauta agenda de diálogo de Taques com lideranças do Médio Norte

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Segurança pública e diálogo com lideranças do interior marcam a programação cumprida pelo presidente estadual do PSB e pré-candidato ao Senado, Pedro Taques, no Médio Norte de Mato Grosso. Iniciada na quinta-feira (23), a agenda passou por Tangará da Serra, Alto Paraguai, Nortelândia e Diamantino e será encerrada neste sábado (25), com encontros voltados à interlocução com lideranças políticas e representantes de diferentes segmentos da sociedade.

Um dos principais momentos da agenda ocorreu em Alto Paraguai, onde Taques foi recebido pelo presidente da Câmara Municipal, vereadores, ex-prefeita e outras autoridades locais. Durante o encontro, as lideranças destacaram a atuação de Taques no Senado Federal e no Governo de Mato Grosso, manifestaram apoio à sua pré-candidatura ao Senado e defenderam seu retorno ao Congresso Nacional. Como demonstração de independência e coragem política, também lembraram sua candidatura à Presidência do Senado.

Ainda em Alto Paraguai, o presidente estadual do PSB visitou a antiga delegacia de polícia, atualmente desativada. O cenário reforçou uma das principais preocupações apresentadas pelas lideranças locais: o avanço da violência e das facções criminosas no interior do Estado. O tema ganhou ainda mais relevância nesta semana com a divulgação do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que apontou Mato Grosso como o segundo estado brasileiro que mais reduziu investimentos em segurança pública entre 2024 e 2025.

Segundo o levantamento, os investimentos caíram 10,9% no período, com redução de 27,5% nos recursos destinados ao policiamento e de 7,5% na área de inteligência.

“Os números do Anuário confirmam aquilo que a população sente todos os dias. Enquanto o crime organizado se fortalece, o governo de Mato Grosso reduziu investimentos justamente no policiamento e na inteligência, invertendo prioridades. Segurança pública não pode ser tratada como despesa. Quem paga o preço dessa escolha é a população”, afirmou Taques.

Em Diamantino, a agenda foi marcada pelo reencontro com a moradora Antonieta Correa, de 72 anos, beneficiada pela Caravana da Transformação. Ela recuperou a visão após realizar uma cirurgia de catarata durante o programa estadual e relembrou o atendimento recebido, destacando a organização da iniciativa e a boa recuperação após o procedimento. O reencontro simbolizou uma das políticas públicas de maior alcance social desenvolvidas durante a sua gestão no Governo de Mato Grosso  (2015–2018).

No almoço com vereadores, empresários, professores, secretários municipais e apoiadores, Taques defendeu o fortalecimento das instituições democráticas, o enfrentamento às facções criminosas e o combate à corrupção como eixos prioritários. Também destacou a necessidade de ampliar os recursos destinados ao Estado e promover reformas capazes de aperfeiçoar o funcionamento das instituições públicas.

“O Brasil está começando a superar a polarização. A política não pode ser instrumento de ódio, ela existe para construir soluções. Precisamos discutir segurança pública, enfrentar o avanço das facções criminosas, fortalecer as instituições e garantir que os recursos públicos se transformem em benefícios para a sociedade”, destacou o pré-candidato.

A programação teve início na quinta-feira, em Tangará da Serra, com uma reunião voltada à organização de um grupo de apoio à pré-candidatura ao Senado, reunindo professores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e representantes de partidos da região. Na sexta-feira, Taques também concedeu entrevistas a emissoras de rádio e televisão em Nortelândia, Alto Paraguai e Diamantino, ampliando o diálogo com a população e os veículos de comunicação do Médio Norte.

O roteiro será concluído neste sábado (25), em Tangará da Serra, com participação em um debate promovido por servidores públicos e em uma reunião com produtores rurais da região, ao lado do vice-presidente estadual do PSB, o agricultor Carlos Augustin (Teti), pré-candidato a segundo suplente de senador.

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