Cultura
Exposição que destaca arte urbana no mundo entra em cartaz em Brasília
Cultura
Uma das principais formas de expressão visual no mundo, a arte urbana é tema da exposição ‘Frequências Urbanas – uma voz única no diálogo coletivo’, em cartaz até o dia 20 de julho na Caixa Cultural Brasília. A mostra reúne obras de artistas de diferentes países, como Brasil, França e Estados Unidos, em uma rica e variada abordagem do estilo. Um dos objetivos é fortalecer a relação e as trocas entre artistas estrangeiros e brasileiros, em especial a conexão entre Brasil e França, que celebram neste ano uma parceria de promoção cultural.

Luiz Prado, um dos curadores da mostra, explica o conceito de arte urbana: “A arte urbana é uma arte que se propõe a se comunicar de forma contemporânea com o público. E essa arte urbana pode ser, não somente uma arte externa, muros, obras que estão na área externa, painéis e tal. Podem ser artes também que estão em galerias mas que se propõe a comunicar, criticar, a fazer críticas sociais, críticas ao sistema, de forma muito palatável”.
O curador destaca que a exposição retrata temas importantes no mundo atual: “Essa mostra teve um recorte forte em temas que são muito prioritários hoje. São importantes de serem falados, como a questão das mudanças climáticas, a questão da afirmação de identidade, a valorização da ancestralidade. Então tudo isso está presente ali na mostra de alguma forma”.
E a escolha dos artistas participantes da mostra, explica Luiz Prado, foi pensada a partir do conceito de diversidade: “A seleção dos artistas para essa mostra foi feita pensando na diversidade. Diversidade de técnicas, diversidade de países. Como o projeto fala das frequências urbanas e a gente fala desse panorama mundial da arte urbana, a gente buscou referências de pessoas, de artistas que estão em ascensão no mundo, que tinham um certo ineditismo no Brasil também, para compor essa relação”.
Prado ainda ressalta a importância da arte urbana brasileira: “O Brasil é um expoente da arte urbana. E as ruas se comunicam muito né. A gente tem esse poder de comunicação. Como a gente é um país que realmente a vida acontece para fora, diferente dos países que tem muito frio e tal, o Brasil é um país de circulação né, que as pessoas circulam muito. Então a arte urbana está ali, está se comunicando. Se você prestar atenção no seu entorno, sempre vai ter alguma comunicação artística né, se fazendo presente ali”.
A exposição celebra ainda os dez anos da ‘Street Art – Um Panorama Urbano’, mostra que reuniu grandes nomes da arte urbana nacional e internacional, também na Caixa Cultural Brasília. A entrada é franca.
Cultura
Com açúcar: relação de avós e netos é marcada pelo afeto e admiração
A relação entre avós e netos é uma experiência vivida de diferentes formas, mas que costuma deixar marcas profundas.

Os números do último Censo Demográfico mostram que, na Bahia, pelo menos 650 mil avós e avôs moram com os netos, segundo a Supervisora de Disseminação de Informações do IBGE na Bahia, Mariana Viveiros.
“Em quase todas essas situações são os avós os responsáveis pelo domicílio, como figura de liderança na casa, embora tenha um número de avós que moram em domicílios chefiados pelos netos, como se os netos estivessem cuidando dos avós. Mas quase a totalidade são os avós que chefiando os domicílios. As avós mulheres são 70% dos avós que moram com os netos. E não necessariamente são avós e avôs idosos. Tem uma participação importante de pessoas de menos de 60 anos que já são avós e moram com seus netos”.
A jornalista Sandra Mercês mora com a avó desde a infância e de lá para cá foi construindo uma relação marcada pelo afeto e a admiração.
“Morar com minha avó é querer viver dentro do abraço dela. É ver o cuidado, o amor dela em cada detalhe. No cheirinho de comida pela casa. Naquela pergunta simples: ‘você já comeu?’ Na bronca que ela dá, que é uma bronca por conta do cuidado, no abraço que faz a gente se sentir seguro. Minha avó é muito ela, é muito intensa, ela fala do jeitinho dela, mas de um jeitinho bonito. Ela cuida de cada detalhe da casa como se quisesse guardar os netos em um potinho”.
A avó de Sandra, dona Ivanilde Conceição, de 68 anos, também tem outros netos com quem compartilha a rotina dentro de casa.
“Tenho seis netos. Três moram comigo e três moram com os pais. Eu amo muito meus netos quando venho aqui em casa me visitar. Brinco, caduco, faço tudo.”
O Dia dos Avós é comemorado em 26 de julho, data associada à Santa Ana e São Joaquim, considerados pela tradição católica os avós de Jesus Cristo.
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