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Produção e exportações de carne suína devem crescer em 25 e 26

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A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgou nesta quarta-feira (20.08) as projeções para a suinocultura nacional nos próximos dois anos, indicando continuidade no avanço da produção e das exportações, ainda que em ritmo moderado.

De acordo com a entidade, a produção brasileira de carne suína pode alcançar até 5,42 milhões de toneladas em 2025, volume que representaria um crescimento de até 2,2% frente ao estimado para 2024. Para 2026, a projeção aponta para até 5,55 milhões de toneladas, com um novo incremento de até 2,4% em relação ao ano anterior.

As exportações devem manter papel central nesse desempenho. A ABPA estima embarques de até 1,45 milhão de toneladas em 2025, avanço de até 7,2% sobre o volume projetado para este ano. Já em 2026, os embarques podem atingir 1,55 milhão de toneladas, expansão adicional de até 7%. Esse movimento consolida o Brasil como um dos principais fornecedores globais de carne suína, com mercados diversificados na Ásia, América Latina e Europa.

No mercado interno, a entidade projeta estabilidade no consumo. O consumo per capita deve atingir 18,7 quilos em 2025 e 18,8 quilos em 2026, praticamente sem variação em relação a 2024. Essa estabilidade reflete tanto o amadurecimento do mercado doméstico quanto a forte concorrência com outras proteínas animais, especialmente frango e carne bovina.

A disponibilidade de carne suína para o mercado brasileiro também deve se manter estável. Em 2025, o volume pode chegar a 3,97 milhões de toneladas, repetindo o patamar de 2024. Para 2026, a previsão é de até 4 milhões de toneladas.

Segundo a ABPA, o cenário confirma que a suinocultura brasileira segue em trajetória de crescimento sustentado, apoiada pela eficiência produtiva e pela expansão da presença internacional. A expectativa é de que a demanda global continue favorecendo o setor, especialmente em países que buscam fornecedores confiáveis diante de riscos sanitários e de oferta em outras regiões do mundo.

Fonte: Pensar Agro

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Governo inicia levantamento nacional para mapear avanço de javalis no campo

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) iniciou, na última semana, uma pesquisa nacional para identificar a presença de javalis e dimensionar os prejuízos causados pela espécie à produção agropecuária. O levantamento, aberto a produtores rurais e manejadores autorizados, vai ate 31 de maio e deve embasar, pela primeira vez com dados consolidados, políticas públicas voltadas ao controle do animal no País.

A iniciativa surge em um cenário de expansão contínua do javali no território brasileiro. Os prejuízos são estimados em centenas de milhões, podendo ultrapassar R$ 1 bilhão anualmente. A ausência de números consolidados é justamente o principal gargalo enfrentado pelo setor: há relatos recorrentes de danos severos em lavouras e pastagens, mas sem base estatística nacional que permita quantificar o impacto e orientar medidas mais efetivas.

De origem europeia, asiática e do norte da África, o javali (Sus scrofa) é uma espécie altamente adaptável, introduzida no Brasil décadas atrás e que encontrou condições favoráveis para se expandir. Sem predadores naturais relevantes e com elevada taxa reprodutiva — fêmeas podem entrar em reprodução ainda jovens e ter até três ninhadas por ano, com até uma dezena de filhotes —, a população cresce em ritmo acelerado.

No campo, os efeitos são diretos e, em muitos casos, imediatos. O ataque às lavouras ocorre desde o plantio, com o consumo de sementes, até fases mais avançadas, com o pisoteio e a destruição de plantas. O comportamento de escavação, utilizado na busca por alimento, revolve o solo, compromete sua estrutura e eleva o risco de erosão, afetando não apenas a safra atual, mas também o potencial produtivo das áreas nas temporadas seguintes.

Além das perdas agrícolas, há impactos sobre a pecuária e o meio ambiente. O javali compete por alimento com espécies nativas, predam pequenos animais, degradam áreas de vegetação e podem atuar como vetores de doenças, elevando o risco sanitário nas propriedades.

Desde 2013, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis classifica o javali como espécie exótica invasora e autoriza seu controle por meio do abate, desde que realizado por manejadores cadastrados. Na prática, no entanto, a contenção tem eficácia limitada. A combinação de hábitos noturnos, inteligência e capacidade de adaptação torna o animal difícil de capturar, exigindo estratégias combinadas que nem sempre são viáveis em grandes áreas.

Entre as medidas adotadas pelos produtores estão a caça controlada, o uso de armadilhas e a instalação de cercas elétricas. Todas, porém, apresentam limitações operacionais ou custos elevados, o que dificulta a adoção em larga escala.

Para o produtor rural, o impacto vai além da perda pontual de produtividade. Áreas invadidas por javalis frequentemente demandam replantio, correção do solo e aumento do uso de insumos, elevando o custo de produção e comprometendo a rentabilidade. Em casos recorrentes, o prejuízo se estende por várias safras.

A expectativa do governo é que os dados coletados até maio permitam identificar as regiões mais afetadas, os sistemas produtivos mais vulneráveis e a intensidade média dos danos. Os resultados devem ser divulgados no segundo semestre e servir de base para ações coordenadas de controle populacional e mitigação dos impactos.

PARA PARTICIPAR DA PESQUISA CLICANDO AQUI

CARTILHA – Paralelamente ao levantamento, o Sistema FAEP/SENAR-PR lançou uma cartilha técnica que detalha os riscos econômicos, ambientais e sanitários associados à presença do animal.

O material foi elaborado com a participação de órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná e o Exército Brasileiro, além de entidades do setor produtivo (clique aqui).

Fonte: Pensar Agro

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