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FotoRio 2025 reúne fotografias de artistas nacionais e internacionais

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Os apaixonados por fotografia podem conferir diversas atrações nacionais e internacionais do ramo na edição 2025 do FotoRio, um dos mais importantes festivais de fotografia da América Latina. Participam artistas do Brasil, América Latina e Europa em diferentes espaços culturais da cidade do Rio de Janeiro, entre eles o Centro Cultural Justiça Federal.

No espaço, estão expostas nove mostras, com 186 obras, que exploram múltiplos campos da fotografia, do documental ao performativo, do político ao poético. Entre elas “Mulheres: identidade e meio ambiente – uma cartografia sensível” e “Sóis Negros”, que dialogam com a Temporada França-Brasil.

Milton Guran, fotógrafo, antropólogo e um dos coordenadores do festival, explica que o evento, mantendo a tradição de edições anteriores, destaca temas sociais.

“Esse ano, como nos anos anteriores, nós temos um olhar muito particular sobre as principais questões em debate na sociedade: gênero, identidade, meio ambiente. E as nossas exposições então giram em torno desses temas”.

A questão das mães solo é uma das evidenciadas, com mostra de Aleta Valente, que convida mães a registrar suas próprias experiências de liberdade, como explica Guran.

“Nós temos Aleta Valente, em uma instalação excepcional chamada “Vale Night”. Ela cuidou de crianças para que mães solo pudessem jantar fora, sair de noite, e essas mães solo fotografaram a sua noite. Então Aleta problematiza tudo isso com muita magia”.

Outros destaques são projetos de cunho histórico, como “O Povo Leva! O Povo Leva! – O Funeral de JK”, com fotografia de Juvenal Pereira e curadoria do próprio Milton Guran, que documenta momentos marcantes de comoção nacional do emblemático funeral de Juscelino Kubitschek, ocorrido há quase 50 anos; e “10 Anos de Guerras sem Fim”, de Gabriel Chaim, com uma visão profunda sobre os conflitos em Gaza e outras regiões do Oriente Médio.

Milton Guran avalia também a importância do festival.

“Os festivais de fotografia, como os festivais de teatro, os festivais de cinema, de dança, eles são grandes vitrines. Vitrines para que a sociedade veja de uma forma global assim, unida, a produção fotográfica atual. Essa é a grande missão do festival. E o FotoRio já nasceu com a missão de dar visibilidade à fotografia como um bem cultural de primeira necessidade”.

O FotoRio 2025 tem realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. As exposições no Centro Cultural Justiça Federal ficam em cartaz até o dia 8 de novembro e são todas de graça.


Fonte: EBC Cultura

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Fortaleza comemora 300 anos com homenagem da Caixa Cultural

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A capital cearense completa 300 anos com uma homenagem para lá de especial. A Caixa Cultural Fortaleza recebe, até o fim do ano, uma instalação interativa com imagens marcantes, que carregam afetos e memórias da cidade.

Ao todo, a instalação “Fortaleza Somos Nós” é composta por 11 aquarelas, que retratam uma cidade vibrante e em constante transformação, não apenas em sua faixa litorânea, mas também nos bairros centrais e nos mais distantes.

Por meio das pinturas apresentadas, o público é chamado a conhecer esses espaços, e dialogar com eles, deixando desejos e mensagens para o futuro.

O ilustrador paraense Laércio Cubas Junior, que mora em Fortaleza há quase 10 anos e adotou a cidade como sua segunda terra, é o responsável pelo projeto. Ele conta sobre a origem do seu interesse pela capital do Ceará e sobre a relação afetiva entre Fortaleza e Belém.

“Eu sou um paraense que desde criança frequenta Fortaleza e apaixonado por Fortaleza, como tanta gente do Brasil inteiro, do mundo inteiro, que adora  Fortaleza. E desde 2018, eu mudei para cá. E Belém e Fortaleza são cidades irmãs, na verdade, em afetuosidade. Todo mundo adora um camarão, o cearense adora um carimbó, o paraense adora um forró”.

Conhecida por belas atrações naturais, como praias e dunas, Fortaleza também abriga uma rica cultura, arquitetura histórica, culinária típica e artesanato diversificado, que combina tradições como a indígena, africana e sertaneja.

Laércio reforça que o objetivo do projeto é mostrar um pouco desses diferentes ângulos da cidade, e reconhecer principalmente o morador da capital.

“Nosso trabalho também busca mostrar a beleza nos atos mais prosaicos do dia a dia, do cotidiano, da vivência das pessoas. Por se tratar dos 300 anos da cidade, entendemos que não era só uma data para celebrar o turismo, mas para celebrar justamente a identidade local de quem mora aqui”.

O artista destaca ainda a boa receptividade da instalação por parte de quem visita a Caixa Cultural.

“Tem sido fantástico, porque é um lugar belíssimo de circulação de pessoas, num dos cenários mais lindos de Fortaleza, especialmente no final da tarde, pôr do sol. E estou muito grato mesmo com a receptividade, com a repercussão”.

Além de reconhecida por seus atrativos turísticos, Fortaleza foi declarada Cidade Criativa do Design pela UNESCO, devido a seu planejamento urbano e à produção artística. Alguns destaques são as ciclovias, que se tornaram marca registrada do local.

A instalação “Fortaleza Somos Nós” segue até o fim do ano na Caixa Cultural, com entrada franca!


Fonte: EBC Cultura

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