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Bairro de Nazaré já recebe fiéis para o Círio 2025

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Fiéis e visitantes movimentam a Praça Santuário, no bairro de Nazaré, em Belém, com momentos de devoção, emoção e fé.

Devotos e turistas foram até o local para amarrar fitinhas de promessas na grade da Basílica, uma tradição de fé que ultrapassa gerações ao longo do tempo. Os pedidos marcam a expectativa para viver a grande festa que acontece neste domingo (12), em homenagem à Nossa Senhora de Nazaré.

A estudante Luciane Silva conta que sempre recebeu respostas em relação aos seus pedidos para a santa.

“A minha relação com as fitinhas sempre foi muito importante, desde criancinha. A gente ia no Círio, ali no Lirio Mimoso, comprava, fazia promessas. Desde criancinha minha família me ensinou essa tradição que é comum e que abrange todas as pessoas que gostam do Círio, né? Então, todo ano eu compro a fitinha, quando arrebenta na verdade, e aí refaço os pedidos e sempre dá certo. Graças a Deus, a Nazinha sempre honrou todos os meus pedidos.”

Outras atitudes são pedidos e agradecimentos em forma de objetos esculpidos em gesso, como casas, parte do corpo humano que foram curadas e pessoas que foram protegidas. Já as fitas do Círio, assim como em várias procissões no Brasil, são símbolo de fé e tradição, aproximando os fiéis à Nossa Senhora de Nazaré.

A agrônoma Luana Costa fala da sua experiência:

“Normalmente, eu sempre fiz pedidos. Mesmo com a idade que vai se passando, a gente acaba saindo um pouco desse mundo um pouco lúdico, mas ainda assim, sempre quando vai amarrar, sempre rola um pedido sim.  A fé sempre se faz presente nesse momento e a gente não deixa de acreditar que na verdade o pedido é um material que reafirme a tua fé, ele representa aquilo que tu acredita, ele representa os teus mistérios de fé mesmo. Então acaba que quem usa sempre consegue identificar.” 


Fonte: EBC Cultura

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Com açúcar: relação de avós e netos é marcada pelo afeto e admiração

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A relação entre avós e netos é uma experiência vivida de diferentes formas, mas que costuma deixar marcas profundas.

Os números do último Censo Demográfico mostram que, na Bahia, pelo menos 650 mil avós e avôs moram com os netos, segundo a Supervisora de Disseminação de Informações do IBGE na Bahia, Mariana Viveiros.

“Em quase todas essas situações são os avós os responsáveis pelo domicílio, como figura de liderança na casa, embora tenha um número de avós que moram em domicílios chefiados pelos netos, como se os netos estivessem cuidando dos avós. Mas quase a totalidade são os avós que chefiando os domicílios. As avós mulheres são 70% dos avós que moram com os netos. E não necessariamente são avós e avôs idosos. Tem uma participação importante de pessoas de menos de 60 anos que já são avós e moram com seus netos”.

A jornalista Sandra Mercês mora com a avó desde a infância e de lá para cá foi construindo uma relação marcada pelo afeto e a admiração.

“Morar com minha avó é querer viver dentro do abraço dela. É ver o cuidado, o amor dela em cada detalhe. No cheirinho de comida pela casa. Naquela pergunta simples: ‘você já comeu?’ Na bronca que ela dá, que é uma bronca por conta do cuidado, no abraço que faz a gente se sentir seguro. Minha avó é muito ela, é muito intensa, ela fala do jeitinho dela, mas de um jeitinho bonito. Ela cuida de cada detalhe da casa como se quisesse guardar os netos em um potinho”.

A avó de Sandra, dona Ivanilde Conceição, de 68 anos, também tem outros netos com quem compartilha a rotina dentro de casa.

“Tenho seis netos. Três moram comigo e três moram com os pais.  Eu amo muito meus netos quando venho aqui em casa me visitar. Brinco, caduco, faço tudo.”

O Dia dos Avós é comemorado em 26 de julho, data associada à Santa Ana e São Joaquim, considerados pela tradição católica os avós de Jesus Cristo.


Fonte: EBC Cultura

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