Cuiabá
Primeiro piloto profissional do Brasil diagnosticado com TEA faz relato emocionante na Câmara de Cuiabá
Cuiabá
Ana Cláudia Fortes | Assessoria da vereadora Maysa Leão
Nesta terça-feira (21), a vereadora Maysa Leão (Republicanos) recebeu na Câmara Municipal de Cuiabá o jovem Dimy Kalinowski, o primeiro piloto autista da categoria profissional de kart , federado do Brasil e vice-campeão do Mato-Grossense de Kart F4 2023. Ele tem Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 2 de suporte e, ao lado da mãe, Branca Fernandes, fez um relato que emocionou todos os presentes no plenário.
Durante a fala, Dimy compartilhou sua trajetória e as barreiras que enfrentou até chegar às pistas, destacando a importância da inclusão e do reconhecimento das habilidades das pessoas com autismo. “Ser humano é viver em sociedade. Ninguém faz tudo sozinho e o autista é humano como qualquer outro, apenas com um pouco mais de dificuldade de se socializar. Eu mesmo preciso que me chamem atenção quando não sigo alguma norma, e isso é normal para nós, autistas. Apesar disso, muitos têm habilidades especiais que acabam não sendo vistas, justamente pela dificuldade de interação. Eu aparentava ser alguém que não conseguiria nada, ouvi muito que eu não iria vencer, mas eu tentei e consegui. O mais importante é que o autista tenha a oportunidade de tentar e mostrar suas habilidades”, disse Dimy.
Emocionada, sua mãe, Branca Fernandes, fez um relato que causou grande comoção no plenário. “Na cabeça de toda mãe de autista, a grande preocupação é: e quando eu morrer, quem vai cuidar do meu filho? Essa dúvida é diária, é 24 horas. O isolamento é muito grande porque muitas vezes somos só nós e nossos filhos. Eu vim hoje a esta Casa de Leis pedir para que não desamparem nossos filhos, que enxerguem o potencial deles e que nos deem a chance de ver suas realizações enquanto ainda estamos aqui”, desabafou Branca, recebendo aplausos e lágrimas dos presentes.
A vereadora Maysa Leão destacou a importância simbólica da presença de Dimy e Branca na Câmara e reforçou o papel do poder público na construção de políticas inclusivas. “Nós estamos recebendo o Dimy e a Branca, mãe dele. Dimy é o primeiro piloto autista federado nas corridas de kart do Brasil. E, como ele mesmo diz, quando entra no carro, não é um autista correndo, é o piloto Dimy. Mas é essencial que o símbolo do autismo esteja no capacete e na roupa, para que a sociedade entenda que o problema não é o autista não estar nos espaços, é a falta de inclusão. Eles têm habilidades, só precisam de oportunidades. Dimy é um testemunho vivo de superação e inspiração”, afirmou.
Maysa, que também é mãe atípica, se emocionou com o depoimento e lembrou a realidade de milhares de mães que enfrentam sozinhas os desafios da inclusão. “Eu me emocionei porque sinto o que a Branca sente, mas tenho uma rede de apoio. Porém, 70% são mães-solo, cuidam de autistas de suporte 1,2,3; de pessoas com deficiências múltiplas e vivem a solidão como maior companhia. Pensam todos os dias: se eu morrer, o que será do meu filho? Precisamos construir políticas públicas para essa realidade”, destacou.
A vereadora também apontou a urgência de aprimorar as ações voltadas à jornada do autista, desde o diagnóstico precoce até o acesso ao mercado de trabalho. “Muitos autistas ainda têm diagnóstico tardio, e isso causa sofrimento e atraso no desenvolvimento. Cuiabá precisa garantir ambulatórios especializados para adolescentes e adultos, terapias adequadas à idade e espaços que estimulem o aprendizado e a empregabilidade. Hoje, infelizmente, Cuiabá está de costas para o autismo e as pessoas com deficiências múltiplas. Se o poder público não investir agora, no futuro enfrentaremos uma grande demanda por residências assistidas, que custam caro e exigem diversos profissionais. É questão de humanidade, mas também de responsabilidade com o futuro”, concluiu.
Fonte: Câmara de Cuiabá – MT
Cuiabá
Baile da Melhor Idade promove convivência e valorização da pessoa idosa no CCI Maria Ignês
O Centro de Convivência do Idoso (CCI) Maria Ignês se transformou nesta sexta-feira (24) em um grande salão de festas para receber cerca de 90 participantes no tradicional Baile da Melhor Idade. A atividade integra o calendário de ações do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), desenvolvido pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão.
A gerente do CCI Maria Ignês, Paloma Ferreira, destaca que o encontro semanal é aguardado com entusiasmo pelos participantes. “Todas as sextas-feiras nós realizamos o Baile da Terceira Idade. Para eles, esse momento é muito especial. Eles se arrumam, compram roupas novas e esperam a semana inteira por esse encontro. É como se fosse um grande evento. Aqui eles dançam, conversam, dão risadas e fortalecem amizades. É muito gratificante ver a alegria de cada um”.
Cleusa Maria, de 70 anos, conta que encontrou no CCI um novo sentido para a vida após ficar viúva. “Eu me sinto muito feliz e realizada. Depois que fiquei viúva, encontrei aqui um lugar que me acolheu. Fiz muitas amizades, e isso preenche o meu coração. Quem tiver oportunidade deve participar. É muito bom envelhecer com saúde, alegria e convivendo com outras pessoas”.
Entre as frequentadoras assíduas estão mãe e filha: Rosa de Barros, de 84 anos, e Elizabeth de Sena Prado, de 66 anos, que compartilham a paixão pela dança. Elizabeth afirma que o segredo para manter a disposição é simples. “Gostar de dançar e cuidar da alimentação ajudam muito. Quem ainda não veio está perdendo. É um espaço feito para nós, onde podemos aproveitar a vida e fazer novas amizades”.
Mesmo enfrentando dores no joelho, dona Rosa faz questão de prestigiar o baile sempre que pode. “É bom para a saúde. A gente vai ficando mais velha e não pode ficar só dentro de casa. Aqui a gente se movimenta, se diverte e encontra os amigos. Participo do CCI há muitos anos e agora volto acompanhada da minha filha. É uma alegria muito grande”.
Para os participantes, o baile também representa um importante instrumento de promoção da saúde física e mental. Félix da Silva, de 75 anos, afirmou que a atividade fortalece a autoestima e combate o isolamento social. “Esse baile significa tudo para nós. Trabalha a motivação, a convivência e faz bem para o corpo e para a mente. Mesmo quando não danço muito, faço questão de participar porque sei o quanto esse momento é importante para todos os idosos”.
Mais do que momentos de lazer, o baile incentiva a interação social, fortalece vínculos, estimula a prática de atividades físicas e celebra a cultura popular brasileira por meio da música e da dança. Atualmente, o CCI Maria Ignês conta com 360 idosos cadastrados, que participam regularmente de atividades como hidroginástica, ginástica, dança de salão, dança sênior, crochê e fuxico, além de outras ações voltadas ao envelhecimento ativo e saudável.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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