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Polícia Civil deflagra operação em combate a crimes virtuais em municípios de MT

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Mato Grosso

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (21.1), a Operação “Dilema das Redes” para cumprir três mandados de busca e apreensão nos municípios de Rio Branco, Curvelândia e Cáceres.

Os mandados foram expedidos pela Vara Única de Rio Branco, com o objetivo de identificar pessoas que abasteciam páginas de internet com fatos ofensivos à honra de diversas vítimas no Estado.

Na operação, desencadeada pela Delegacia de Polícia de Rio Branco, foram apreendidos aparelhos celulares, computadores e tablets utilizados por administradores de páginas na internet destinadas à prática de crimes de injúria, difamação e stalking perpetrados contra diversas vítimas residentes nos municípios de Salto do Céu, Lambari D’Oeste e Rio Branco.

As investigações revelaram que as referidas páginas eram hospedadas em sites de relacionamento e destinavam-se especificamente à prática de crimes contra a honra, causando danos morais e psicológicos às vítimas, que vinham sendo sistematicamente expostas e difamadas no ambiente virtual.

“As pessoas têm a falsa impressão de estarem acobertadas pelo anonimato quando praticam crimes virtuais, mas isso não é verdade. A Polícia Civil possui meios técnicos e investigativos para identificar e responsabilizar os autores desses crimes”, enfatizou o delegado Diego Toledo, responsável pela condução das investigações.

A ação policial foi coordenada pela Delegacia de Polícia de Rio Branco e contou com o apoio operacional da Delegacia de Polícia de Mirassol D’Oeste.

Os materiais apreendidos serão submetidos à perícia técnica para subsidiar a continuidade das investigações e a responsabilização criminal de todos os envolvidos.

Fonte: Governo MT – MT

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Após feminicídio, secretária reforça importância de vítimas de violência manterem medidas protetivas

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A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.

O alerta foi feito após uma mulher, identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, ser assassinada a tiros, nesta terça-feira (23.6), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado.

Ele já possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em novembro de 2025, após um pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.

“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.

Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.

“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.

As primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.

Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.

Fonte: Governo MT – MT

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