Cultura
Produtor Thiago Pugas fala de trajetória ao lado de Carlinhos Brown
Cultura
Ele é multi-instrumentista, arranjador, produtor musical, cantor e compositor. Thiago Pugas é um soteropolitano autodidata que já trabalhou com diversos artistas dos cenários nacional e internacional. Na sua trajetória, carrega na bagagem trabalhos com personalidades como Ivete Sangalo, Marisa Monte, Ney Matogrosso, Jorge Vercillo, Vênus Brown e Ricky Martin. Atualmente, é responsável pela produção do grupo Olodum e do artista Carlinhos Brown, com quem trabalha há 14 anos, depois de um inesperado telefonema.

“Com Carlinhos Brown, comecei através dos estúdios. Eu fui convidado por Amanda Santiago, assim que ela saiu da Timbalada, para acompanhar uma gravação, e ela me pediu para ficar assistindo quietinho num canto. Estávamos com alguns engenheiros de som de fora, uma galera, e eles tiveram dificuldade de fazer algumas coisas no computador, e Amanda, de uma forma bem espontânea, falou: ‘Thiago faz’. E aí eu terminei coproduzindo as faixas com ele. E, após isso, eu recebi uma ligação aleatória, de um número desconhecido, com alguém falando assim: ‘Oi, Titi, tudo bom? Aqui é Brown’. Aí eu achei que era trote, desliguei. Só que aí ele ligou novamente: ‘Não, rapaz, não é brincadeira não, sou eu mesmo. Eu estou precisando de alguém para trabalhar comigo, produzir algumas coisas comigo, eu gostei muito de você’. E daí lá se vão 14 anos que eu trabalho produzindo o mestre Carlinhos Brown”, conta Pugas.
Com mais de uma década ao lado do mestre Brown, Thiago contabiliza momentos únicos e inusitados vividos ao lado do artista, como um episódio presenciado no circuito Barra-Ondina durante o carnaval de 2016:
“Brown é um artista muito inusitado. Mas eu vou falar de um lado dele que eu sei que todos conhecem, mas ele tem um olhar muito diferenciado. Certa feita, ele sempre sai no trio elétrico embaixo, né? Ele vai andando porque ele quer estar próximo do público. Então, ele estava no trio elétrico e, daqui a pouco, ele pediu o início de uma música lá de baixo, no microfone: ‘Bora, titi! Bora, titi’. E aí ele pediu a intro de uma música e a gente começou a música umas cinco vezes. Aí eu tinha que parar, porque ele não entrava. Só que eu não estava vendo ele. Pedi para parar, parou. Daqui a pouco, alguém fala para mim: ‘Espera aí, Brown está dando água a um cachorro que está com sede no meio do percurso do carnaval’. E esse cara, ele é isso. Ele tem um olhar diferenciado, ele é incrível. Essa é uma das muitas histórias que temos juntos.”
Pugas, que também atua como tecladista e pianista da banda de Brown, não esconde o carinho e a admiração que tem pelo músico, que ele considera seu mestre:
“Estar ao lado de Brown é uma responsabilidade muito grande. Ele é um músico muito exigente. Eu me sinto lisonjeado, eu tenho um respeito, um carinho imenso e fico também orgulhoso da minha trajetória, por entender que ele me escolheu como uma pessoa da sua confiança para ser a segunda pessoa ali naquele evento. Porque nós que somos diretores musicais, produtores musicais, nós ficamos com a responsabilidade da entrega musical, de orientar o artista, de entender nuances do show. Então, para mim, é uma honra imensa acompanhar esse gênio da música, um mestre muito generoso, que abre muitas portas para mim, sempre de uma grandeza imensa. E é uma honra poder trabalhar ao lado desse gênio da música baiana.”
Cultura
Com açúcar: relação de avós e netos é marcada pelo afeto e admiração
A relação entre avós e netos é uma experiência vivida de diferentes formas, mas que costuma deixar marcas profundas.

Os números do último Censo Demográfico mostram que, na Bahia, pelo menos 650 mil avós e avôs moram com os netos, segundo a Supervisora de Disseminação de Informações do IBGE na Bahia, Mariana Viveiros.
“Em quase todas essas situações são os avós os responsáveis pelo domicílio, como figura de liderança na casa, embora tenha um número de avós que moram em domicílios chefiados pelos netos, como se os netos estivessem cuidando dos avós. Mas quase a totalidade são os avós que chefiando os domicílios. As avós mulheres são 70% dos avós que moram com os netos. E não necessariamente são avós e avôs idosos. Tem uma participação importante de pessoas de menos de 60 anos que já são avós e moram com seus netos”.
A jornalista Sandra Mercês mora com a avó desde a infância e de lá para cá foi construindo uma relação marcada pelo afeto e a admiração.
“Morar com minha avó é querer viver dentro do abraço dela. É ver o cuidado, o amor dela em cada detalhe. No cheirinho de comida pela casa. Naquela pergunta simples: ‘você já comeu?’ Na bronca que ela dá, que é uma bronca por conta do cuidado, no abraço que faz a gente se sentir seguro. Minha avó é muito ela, é muito intensa, ela fala do jeitinho dela, mas de um jeitinho bonito. Ela cuida de cada detalhe da casa como se quisesse guardar os netos em um potinho”.
A avó de Sandra, dona Ivanilde Conceição, de 68 anos, também tem outros netos com quem compartilha a rotina dentro de casa.
“Tenho seis netos. Três moram comigo e três moram com os pais. Eu amo muito meus netos quando venho aqui em casa me visitar. Brinco, caduco, faço tudo.”
O Dia dos Avós é comemorado em 26 de julho, data associada à Santa Ana e São Joaquim, considerados pela tradição católica os avós de Jesus Cristo.
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